domingo, 21 de junho de 2015

CLICKSUMMIT de regresso






É já no próximo dia 2 de julho que arranca a 2ª edição do CLICKSUMMIT. Diversos oradores, nacionais e internacionais, com experiência em marketing e vendas online irão intervir até ao dia 6 de julho.
 
Diferentes modelos de negócio online, tecnologia para atrair visitantes e conversão e fidelização de clientes são alguns dos temas em análise. Todas as palestras são transmitidas nas datas e horários previamente agendados. Para quem quiser aceder às intervenções sem limitações de horários ou visualizações, o CLICKSUMMIT disponibiliza todos os conteúdos, através do Bilhete Gold, pelo valor de 293€. Quem adquirir o Bilhete Gold até 2 de Julho terá acesso ao mesmo por metade do preço: 146,50€ e vários bónus.
 
Mais informações no website do evento.
 
 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Marca Açores





Hoje escrevo este texto a partir dos Açores, mais concretamente da cidade de Ponta Delgada, onde irei participar como orador nas Jornadas de Relações Públicas, da Universidade dos Açores. Aproveito esta visita para escrever umas breves linhas sobre a marca Açores.
 
A chegada a partir de março das companhias low-cost aos Açores com a recente liberalização do espaço aéreo irá aumentar exponencialmente o número de voos para o arquipélago. Uma excelente notícia e um real impulso para o dinamismo e crescimento da Ilha de São Miguel. Uma boa oportunidade para a marca Açores se afirmar enquanto destino turístico de excelência a nível internacional. Beleza natural não lhe falta. Agora é importante agir no campo da promoção, divulgação e proporcionar a experiência do living Açores, principalmente junto dos principais stakeholders.
 
Não falo em campanhas de publicidade megalómanas banais, frias e desprovidas de qualquer tipo de emocionalidade. Nos tempos atuais, como todos sabemos, é insuficiente comprar espaço publicitário nos diferentes suportes para simplesmente nos autopromover. Refiro-me antes à execução de ações personalizadas e diferenciadoras para pessoas chave entre decisores, influenciadores, compradores e utilizadores. Refiro-me a potenciar histórias reais – o ideal – ou à criação e desenvolvimento de conteúdos próprios (storytelling). Refiro-me à capacidade de mostrar que somos relevantes e úteis para os nossos públicos.
 
Por isso digo que não basta criar conceitos e imagens bonitas – o apelidado embrulho – que só entusiasmam e cativam quem as desenvolve. No paradigma atual da comunicação e da forma como se consome informação, o mais importante é o conteúdo. E para isso é crucial estarmos atentos a tudo e a todos que nos rodeiam, sermos curiosos, perspicazes e não termos medo de ousar, mesmo que possamos falhar algumas vezes.
 
 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Bruno Nogueira e os serviços de apoio ao cliente




Bruno Nogueira fala hoje no seu Tubo de Ensaio (escutar aqui) sobre os tradicionais problemas dos serviços de apoio ao cliente. Num registo humorístico, como não poderia deixar de ser, Bruno partilha uma recente experiência pessoal. Como todos sabemos são frequentes os testemunhos surreais que escutamos ou lemos nas redes sociais a propósito do mau serviço telefónico quando se trata de resolver problemas. 
 
Infelizmente é ainda grande o desequilíbrio entre a energia e o investimento que as marcas fazem na área comercial comparativamente com a de customer service. Nos tempos atuais, com a multiplicação de fontes e canais de comunicação, onde todos nós temos uma voz ativa, capaz de influenciar outros, torna-se decisivo que as empresas reformulem as suas estratégias e o modo de atuação dos seus ativos. É por isso fundamental mudar o mindset.
 
Na minha opinião, e ao contrário do que muitos pensam, as empresas, em primeiro lugar, existem para resolver problemas às pessoas. Não para vender produtos ou serviços. Se conseguirem efetivamente desenvolver algo que apresente vantagens face ao disponível no mercado e satisfaça uma necessidade – por exemplo, ao nível das funcionalidades, preço, acessibilidade, serviço pós-venda,… - as vendas surgirão naturalmente. Complementarmente, deverão existir atividades e ferramentas, como é o caso da Comunicação nas suas diversas vertentes, que poderão dar um importante contributo na alavancagem das vendas e notoriedade da marca.
 
Por isso, minhas senhoras e meus senhores tratem bem os vossos clientes. Não se esqueçam que é muito mais oneroso conquistar novos clientes do que manter os atuais. Agora levantem o rabo da cadeira e vão lá mimar todos aqueles que contribuem para que tenham um ordenado ao final do mês.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Fará sentido o networking nos tempos atuais?



Nos últimos anos o networking tornou-se numa buzzword habitual no mundo dos negócios. São muitos os especialistas que advogam nas suas palestras e livros a importância da participação neste tipo de eventos que visam aumentar a rede de contactos profissionais. Mas será mesmo assim?
Na minha opinião, não. Na esmagadora maioria das situações, não resulta. A verdadeira conexão faz-se de forma personalizada, requerendo por isso tempo e dedicação. Há que perceber os pontos de contacto que nos unem ao outro e ativá-los de forma natural e pertinente. Eventos que se intitulam como sendo de puro networking, fazem-me lembrar as antigas matinés dançantes de domingo, onde a expetativa inicial dá rapidamente lugar à desilusão pelo resultado obtido no final.
O tradicional networking é uma perda de tempo, pois a sua essência está errada. Os contactos que estabelece nestes palcos são ilusórios e infrutíferos. As gráficas são os únicos que ganham com a quantidade de cartões-de-visita que são distribuídos.  
Para uma gestão do tempo mais adequada - um bem precioso nos dias que correm - tente resistir a estas constantes distrações que em nada ajudam a melhorar a sua performance no dia-a-dia. Foque-se por isso no essencial e não tenha receio em ser diferente.
  

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Marketing Viral





Em primeiro lugar, votos de um excelente ano para todos os meus leitores!

 
Arranco o 2015 com um tema para o qual recebo regularmente alguns emails solicitando dicas e conselhos.
 

O Marketing Viral é hoje uma “arma” utilizada por um número cada vez maior de marcas e organizações. No entanto, nem sempre são atingidos os resultados esperados.
 

Deixo aqui os ingredientes que me parecem mais adequados:

» Carga emotiva;

» Caráter inusitado da situação;

» Facilidade na partilha;

» Retratar a realidade através de um ângulo criativo ou original;

» Utilização de figuras públicas;

» Atualidade/Pertinência temporal;

» Transmitir algo (mensagem e/ou imagem) que seja inesquecível e verdadeiramente diferente.
 
 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A comunicação do caso Sócrates




A detenção e a prisão preventiva de José Sócrates revelou que a Justiça tem de comunicar mais e melhor. Não informar abre espaço a falsidades e especulações que nada beneficiam a imagem do sistema judicial.
 
Quer queiramos quer não, o caso do ex-primeiro ministro é diferente de todos os outros. As razões são óbvias. Sendo um processo tão peculiar a Justiça deveria ter atuado de forma diferente, alterando os seus processos comunicacionais – se é que se podem chamar assim – já muito ultrapassados, nomeadamente em casos ultra mediáticos como o atual.
 
Muitos criticaram a “justiça-espetáculo” dos últimos dias. Era difícil ser diferente em termos de aparato, mobilização de meios ou diretos televisivos, por exemplo. O protagonista, a natureza inédita do processo e a sequência de casos e escândalos nas últimas semanas são ingredientes mais do que suficientes para atrair magotes de jornalistas para a porta de um tribunal, tal como aconteceu de forma quase ininterrupta durante 72 horas. Não existirá certamente nenhum génio que conseguisse minimizar esta presença massiva de jornalistas portugueses e estrangeiros no local.
 
Agora o que poderia ter sido diferente era a gestão da comunicação que foi feita ao longo dos três dias. O silêncio das entidades competentes e a natural pressão de produzir notícias possibilitou a veiculação – em grande parte de jornalistas jovens e inexperientes em matérias de justiça - de informação pouco rigorosa que em nada contribuiu para o esclarecimento público. Deveriam por isso ter sido adotados proactivamente alguns procedimentos para evitar o perturbador vazio comunicacional criado pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa. Faltou claramente liderança comunicacional em todo o processo. Perdeu-se assim uma excelente oportunidade para explicar e aproximar a Justiça dos portugueses.