sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Marketing Autárquico - Parte II



As autarquias necessitam de ser mais competitivas, dinâmicas, inovadoras e criativas. Só assim se conseguirão diferenciar e obter uma sustentabilidade económica consolidada. Terão de implementar e promover as suas actividades, envolvendo todos os seus targets, desde as suas populações à comunicação social. Todas as autarquias, pequenas ou grandes, possuem vantagens competitivas e elementos diferenciadores, basta identificá-los e rentabilizá-los.

Cada autarquia terá de ser trabalhada como uma marca, potenciá-la ao máximo, no sentido de incrementar a sua notoriedade e reputação, gerando assim valor público. Esta mudança tornará as instituições mais comerciais mas com outra “folga” financeira que permitirá desenvolver projectos de elevado interesse para os cidadãos. O sector privado é um importante player nesta estratégia que terá de ser estimulado e alimentado. Este é um bom exemplo de uma iniciativa win-win para os diversos parceiros envolvidos, mas ao que parece até agora mal fundamentada ou explicada.

Por fim, deixo-lhe aqui as principais fases para a implementação de um Plano Estratégico de Marketing Autárquico (PEMA) consistente:

1- Diagnóstico do local
2 – Análise SWOT
3 – Definição de objectivos
4 – Elaboração da estratégia
5 – Plano de acção e respectiva implementação
6 – Avaliação

Trata-se de uma mudança de mentalidades e um desafio para todos mas que certamente irá valer a pena!


2 comentários:

t_verde disse...

Bom dia,

Mais uma vez tomo a liberdade de comentar um post. Em teoria concordo plenamente com o que aqui está descrito, por outro lado penso que há outra forma de ganhar eleições. Infelizmente a que é seguida pelos autarcas portugueses.
Sendo militante de um pequeno partido sei bem como age o bloco central, como se perpetuam os lugares de vereadores e assessores. A receita é simples, controlar o movimento associativo do concelho comprando com subsídios as associações e clubes, tentar ter pessoas na direcção desses clubes “agradáveis” ao partido do poder, e onde não se consegue diminuem-se os subsídios até se conseguir mandar. Na véspera das eleições aumenta-se o orçamento para requalificação urbana e espaços verdes, leia-se rotundas e jardins, sem esquecer, é claro, uma grande obra para inaugurar uns meses antes das eleições. No município em que vivo a Câmara vai gastar 3 milhões de euros para deitar um jardim abaixo e fazer um novo, e o orçamento para palmeiras em 2009 duplicou. A tudo isto juntamos que graças à lei eleitoral que temos, a oposição pode ser chamada para participar com vereadores na gestão autárquica, ou seja, nunca dá muito jeito criticar muito, porque nunca se sabe quando é que o tacho pode aparecer. Juntemos a tudo isto a corrupção e os financiamentos partidários por parte de promotores imobiliários que chegam a ser mandatários de campanha de quem vai ganhar as eleições.
Em suma, marketing autárquico é isto. Muito pouca vergonha!

Grato pela oportunidade.
Tiago

Renato Póvoas disse...

Olá Tiago,

Eu é que agradeço o comentário. Uma visão muito pragmática e real do (triste) panorama autárquico!

Um abraço,
RP