terça-feira, 5 de agosto de 2008

CV's


Este fim-de-semana em conversa com um amigo meu, copy de publicidade, fiquei a saber que a agência onde trabalha recebeu recentemente cerca de 400 CV’s em resposta a um anúncio colocado no site Carga de Trabalhos.

É legítimo que se tenha a ambição e o objectivo de vir a trabalhar numa agência de publicidade, sendo copy, art director, account, ou qualquer outra função. No entanto, não é razoável que se enviem CV’s que não correspondem minimamente aos requisitos do anúncio. É uma perda de tempo quer para o empregador como para o candidato. Tal ainda é mais absurdo quando se enviam candidaturas para diversas empresas no mesmo email onde todos os endereços estão visíveis.

Em plena época alta de mudanças, seja para um primeiro emprego ou não, o que é certo é que dado o panorama competitivo do mercado de trabalho actual, não se podem cometer erros desta natureza. Estamos na Era da Personalização e da Diferenciação. Tal como na esfera da Comunicação e Relações Públicas, temos de ser rigorosos e exigentes com o nosso marketing pessoal. Enviar candidaturas espontâneas ou responder a anúncios sem convicção e/ou conhecimento da empresa e respectivo cargo é apenas e somente SPAM!

4 comentários:

Cátia Vilela disse...

Concordo com tudo, excepto quando dizes que enviar uma candidatura espontânea é spam.

Como profissional desta tão complexa área sabes que muitas vezes temos que criar necessidades, se não o fizesses não conseguirias metade dos resultados que obténs. E também no nosso marketing pessoal é vital faze-lo. Claro que é importante, como bem o disseste, apostar na diferenciação, mas será deveras notório aquele que, demontrando o seu potencial e o que poderá fazer por determinada organização, crie a necessidade de algo de que a própria ainda não se tinha apercebido.

Obviamente que aqui as palavras-chave são bom senso e pertinência.

Até breve!

Renato Póvoas disse...

Olá Cátia!

Eu não disse que uma candidatura espontânea é spam. O que eu realmente disse, ou pretendi dizer, é que uma candidatura espontânea sem sal, ou seja, que é copy-paste de todas as outras não faz sentido. Terá de existir sempre uma adequação à empresa destinatária. Não basta mudar o nome no cabeçalho e de XPTO passar a YPTO.

Fica aqui o esclarecimento!

RP

t_verde disse...

Cumprimentos a todos os leitores,

Eu gostaria de falar aqui enquanto jovem recém-licenciado desempregado na área.
Compreendo a dificuldade que quem emprega tem em escolher um novo colaborador. No entanto, penso que por vezes se podiam colocar-se também do lado de quem está à procura de emprego num deserto de oportunidades. Muitos de nós fizermos um curso em que nos prometeram mundos e fundos. Hoje, muitos jovens estão numa situação complicada. Neste caso não acho difícil candidatarmo-nos a funções que até podemos considerar não serem as ideias à partida para o nosso perfil. Falo por experiencia própria. Admito que já m candidatei a lugares que não me pareciam os mais adequados ao meu perfil. No entanto, também não deixo de por em causa até que ponto um especialista em elaborar currículos ou em comportamentos nas entrevistas será à partida um bom colaborador ou uma importante mais-valia para a organização. De facto, quando se contrata alguém até que ponto o empregador conhece realmente a pessoa que acaba de contratar?
Devo dizer que no meu caso pessoal a solução que para já encontrei, depois da frustração de várias respostas negativas, foi candidatar-me com mais dois amigos a um concurso de empreendedorismo. Soube há poucos dias que chegámos à última fase, e começamos dia 1 de Setembro a formação para passarmos à implantação do projecto.
Peço desculpa por me ter alongado no comentário.

Cumprimentos;

Tiago Antão

Renato Póvoas disse...

Olá Tiago,

Em primeiro lugar obrigado pelo seu comentário. De facto tem razão quando diz que o mercado está muito difícil, principalmente para os recém-licenciados, sendo a única solução candidatarmo-nos a lugares que talvez não correspondam bem ao nosso perfil. Nestes casos, o esforço terá que ser ainda maior, no sentido de procurarmos que o outro lado (quem selecciona) perceba que podemos não ter a formação técnica mais indicada para o cargo mas temos outras características e a nossa abordagem foi tão boa e profissional que merecemos ser, pelo menos, escutados numa entrevista.

Aproveito ainda para desejar as maiores feliciades para essa nova fase que se aproxima de empreendedor. O país bem precisa de pessoas com garra e ideias!

Um abraço,
Renato Póvoas