quarta-feira, 12 de julho de 2006

Press releases no lixo

Segundo um estudo realizado em Espanha, 85% dos press releases emitidos para as redacções vão parar directamente ao lixo! A Era do PR terminou há muito, e quem ainda não se apercebeu disso, deve andar certamente muito distraído. Os tempos actuais exigem a utilização de novos instrumentos de comunicação para com os jornalistas, apimentados sempre com uma boa dose de criatividade, perseverança e agressividade, no bom sentido da palavra, obviamente.

Consulte a notícia e o estudo nos seguintes endereços:
http://www.elmundo.es/elmundo/2006/06/27/comunicacion/1151414416.html

http://www.estudiodecomunicacion.com/ec/PEI/items/informe.pdf

7 comentários:

Squeezy disse...

Ok.. este já me deixou preocupado!!! Pois por vezes passo imenso tempo a escrever PR!!! Mas também admito que alguns sejam dispensaveis.

Renato Póvoas disse...

Lamento informar-lhe, mas na esmagadora maioria os PR's são de facto dispensáveis. Cada jornalista recebe diariamente cerca de 40 PR's por dia. Isto só demonstra que ou se redige um PR verdadeiramente apelativo, estando nós convictos da pertinência do tema, ou então não vale a pena. E neste caso, mais vale apostar numa negociação directa com dois ou três meios, abandonando a via massificada.

Renato Graça disse...

Renato,

De facto penso que é senso comum o excesso de PR's que os jornalistas recebem, e a falta de relevância dos mesmos. É um problema para ambos os sentidos da comunicação. Quem emite um PR com relevância arrisca-se a que o seu conteúdo nem sequer seja lido, perdendo assim o seu tempo. Por outro lado os jornalistas recebem imensas perdas de tempo, se assim lhe pudermos chamar. Neste momento, arrisco dizer que é uma via de comunicação em declínio, mas para a qual não existem ainda alternativas viáveis.

Penso que parte do problema é que apesar de muitos dos emissores saberem o que é necessário que um PR contenha, não sabem o que é relevante como informação para os jornalistas e arriscam enviar qualquer coisa.

Seria interessante que fosse debatido mais intensamente sobre como este canal de comunicação pode resultar.

Cátia Neves disse...

Concordo perfeitamente com o que aqui foi referenciado. Qualquer pessoa que faz um press release, tem que compreender aquilo que interessa ao jornalista. Por exemplo, para ter a minima relevância, o press release deve conter declarações de uma fonte oficial (seja da empresa ou não) e preferencialmente, informações númericas. De outra forma, deveremos procurar novas maneira de fornecer material aos jornalistas, que além de relevantes para a sua publicação, não prejudiquem a sua imparcialidade. Eu, como profissional, considero que novas formas como os meetings e os pitchings, são muito mais relevantes para a empresa em questão do que simples press releases. É importante conhecermos as publicações e os jornalistas de cada secção. Desta forma, conseguimos um contacto mais personalizado e possívelmente, uma maior atenção aos conteúdos que enviamos. Trabalhando em conjunto com os jornalistas conseguimos todos obter melhores resultados!

Sem Nome disse...

Na minha opinião acho que esses press-releases vão directamente para o lixo por duas razões: ou porque não se coaduna à linha editorial das publicações, e aí está um mau trabalho de PR, ou porque o release não é assim tão interessante/interesse (leia-se cunha) para que caiba nas páginas da publicação.

Cátia Vilela disse...

Os dados de que falas são demonstrativos de uma realidade que tem vindo a ser sentida pelos profissionais da área. Mas é estranho pensar que, embora seja um facto que nos preocupa, continuamos a ser nós, os profissionais preocupados com o crescente desinteresse dos jornalistas nos PR's que escrevemos, que os continuamos a "vender" aos clientes, e que por vezes nos socorremos deles como "the ultimate weapon" quando por um motivo ou outro se torna complicado produzir notícias para determinada empresa. E nessa alturas tenho verificado que vale tudo, temas com ou sem interesse, com ou sem actualidade, com ou sem qualquer elemento de notícia.

Talvez fosse bom começarmos a dicutir o cerne do problema, pois acho que só dessa forma poderemos realmende começar a fazer algumas alterações ao actual panorama de relações públicas, começando por coisas tão "simples" como um PR, mas tão importante (de várias perspectivas) na nossa actividade.

Anónimo disse...

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