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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Plano de Comunicação Digital PME's


Senhor ministro da Economia e Emprego, esta iniciativa do Programa PME Digital é uma boa medida mas poderia ter sido aproveitada para ir um pouco mais além.
 
Sendo do conhecimento de todos que o Marketing e a Comunicação são das principais lacunas das empresas nacionais (PME's), pois não sabem trabalhar as suas marcas de forma profissional, penalizando vendas e o consequente crescimento em mercados externos, deixo aqui uma questão: para quando uma iniciativa do género na área da Comunicação?  
 
 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O foco nas pessoas


É principalmente nestas alturas de crise que as marcas devem reforçar a sua aposta em estar ao lado dos seus clientes. Só com esta missão de ajudar a melhorar a vida das pessoas é que poderão ser reconhecidas e incrementar os seus resultados económicos e financeiros.
A chave do sucesso está em passar de um modelo puramente de negócio para um onde as pessoas estão verdadeiramente no centro das preocupações das empresas. Contudo, este caminho, singular para cada marca, deverá ser percorrido com objetividade, transparência, perseverança e muita, muita dedicação.  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Marketing como motor do recém-criado Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação



Ontem, o Conselho de Ministros aprovou a criação do Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação, designado por + E + I. Trata-se de uma excelente medida para estimular a criação de emprego e o crescimento do país. Contudo, o sucesso desta medida está dependente do apoio que for dado às empresas ao nível do Marketing e Comunicação. Sem esta sensibilidade e conhecimento será de todo impossível afirmar projectos e marcas nacionais à escala global.

Como poderão ler aqui há muito que defendo uma valorização do Marketing e Comunicação para revitalizar o tecido empresarial português e fomentar o empreendedorismo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

sábado, 3 de julho de 2010

As consultoras de Relações Públicas devem ser os drivers das marcas




Quais as razões?
- Estamos na Era dos conteúdos relevantes. Esta é a “praia” dos RP
- Possuem profissionais mais multifacetados
- Possuem profissionais com uma visão mais larga da Comunicação
- Sabem colocar as marcas a interagir na perfeição com os seus clientes
- Dominam as técnicas para activar as premissas de buzz impact
- Dão credibilidade às marcas

Estão as consultoras de RP preparadas neste momento para isto?
Não.

Porquê?
Falta-lhes:
- Pensamento estratégico. Necessitam de mais estrategas e menos jornalistas
- Proactividade
- Desejo de inovar
- Arrogância (em dose moderada)
- Projecção pública
- Auto-estima
- Ambição em assumir esta “responsabilidade”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Um novo Ministério para o Marketing?


Num momento em que todos percebemos que as empresas nacionais não podem ficar limitadas somente ao nosso território, a criatividade e a inovação são frequentemente referidas como sendo factores-chave para o sucesso da internacionalização dos negócios. Infelizmente fala-se muito, mas implementa-se pouco.

Pelo parco conhecimento em marketing dos gestores das pequenas e médias empresas portuguesas, que constituem 90 por cento do tecido empresarial do nosso país, a aposta nesta disciplina é feita ainda de uma forma muito tímida. Os tempos actuais deveriam encorajar os decisores a criar valor para as suas empresas através de estratégias de marketing bem pensadas e fortemente alicerçadas. Contudo, o habitual conservadorismo e pessimismo do típico gestor nacional fazem com que o marketing nunca seja uma prioridade na estratégia de crescimento da empresa. Uma questão de ADN ou de mentalidade que necessita de ser rapidamente alterada.

Os decisores devem olhar para as suas empresas de forma profissional e desapaixonada, agindo com base em pressupostos racionais e não em meros feelings. As empresas são hoje marcas cuja performance é fortemente influenciada pela forma como comunicam com os seus diversos stakeholders. O marketing e a comunicação têm assim de ocupar um lugar de destaque na administração das empresas com pessoas válidas e realmente conhecedoras do trabalho que realizam, explorando no limite as ferramentas que dispõem.

É por tudo isto que refiro que o Governo português deveria criar o Ministério para o Marketing. Aqui estariam reunidos um conjunto de profissionais de inquestionável qualidade cujos objectivos passariam por desenvolver a marca Portugal e auxiliar PME’s nacionais no campo do marketing. Acredito que este seria um contributo válido não só para resolver os muitos problemas actuais das empresas portuguesas como enfrentar os grandes desafios futuros de uma sociedade dinâmica e globalizada.

sábado, 1 de maio de 2010

Sr. Marketeer convença-se: hoje quem manda são os consumidores!

Com a actual crise económica as empresas têm de uma vez por todas mudar a forma como se relacionam com os seus consumidores. Terão de estar ao lado destes, de forma clara e transparente. Auxiliá-los a ultrapassar a crise e não simplesmente a empurrar os seus produtos. O paradigma do sistema económico de hoje é definido e coordenado pelo consumidor, não pelas empresas.


As empresas têm de praticar um marketing verdadeiro e falar verdade com os seus diferentes públicos. Por outro lado terão de antecipar o futuro e não esperar tranquilamente que este venha para que se possam adaptar. Nesse momento correm o risco de já ser demasiado tarde. Os produtos são cada vez menos vendidos a alguém para passarem a ser comprados por alguém.

As marcas têm de cumprir as promessas que fazem. Não basta dizer que são diferentes das suas vizinhas do linear do supermercado, quando depois de testadas tal vem a comprovar-se que não é bem assim. O consumidor sente-se enganado e revoltado. Não pode ser tratado como estúpido, pois claramente não o é, ao contrário do que muitas marcas infelizmente ainda pensam.

As estratégias de marketing das empresas têm de se adaptar aos tempos actuais, olhando para o consumidor como um ser humano que tem as suas dificuldades (hoje mais do que nunca), e que necessita de ser ajudado. Se estiver com ele hoje de forma desinteressada, amanhã ele irá reconhecer isso e jamais o abandonará.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cabovisão tem tudo menos visão


Todos sabemos que as empresas de telecomunicações estão no top das reclamações dos consumidores nacionais. Deficiente assistência técnica, serviços comerciais pouco credíveis, incumprimento de contratos, entre outros. Agora, para além de tudo isto, têm também falta de visão comercial. Falo-vos a propósito de uma situação que me chegou através de uma cliente da Cabovisão.

Actualmente as empresas apenas se preocupam em ganhar novos clientes, canibalizando, pelo preço, mercados já muito saturados. Procurar diferenciar e inovar nos serviços e nas práticas é algo que fica normalmente num segundo plano. A principal aposta destas empresas está centrada em realizar mensalmente novos contratos (muito por culpa dos milhares de comerciais que andam na rua), minorando o esforço para manter os actuais e esquecendo por completo a importância da relação e da fidelização.

Confirmando esta estratégia, a Cabovisão tem actualmente uma campanha que por pouco mais de 19€ poderá adquirir os serviços de TV e telefone, num contrato válido por um ano. Até aqui tudo bem, não fosse o facto dos actuais clientes (muitos deles há já vários anos) estarem a pagar pelos mesmos serviços cerca de 33€, ou seja, mais 75%!!! Quando questionada, a empresa refere que esta é uma promoção apenas para novos clientes, excluindo os actuais. Ou seja, a Cabovisão com este comportamento está simplesmente a convidar os clientes a cancelarem os seus contratos e a mudarem-se para a concorrência.

Muito se fala em fidelização, relação e retenção de clientes, no entanto, infelizmente, poucas empresas passam da retórica à prática. Tal situação prejudica gravemente a boa imagem das organizações.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estudo AdvertisingAge


A AdvertisingAge dá-nos hoje a conhecer um estudo interessante sobre o que pensam e quais as expectativas dos Marketers para 2009. Curioso o facto de estes revelarem estarem saturados de buzzwords como a Web 2.0, blogs e redes sociais. A mesma investigação revela ainda que apesar dos cortes nos orçamentos de marketing para 2009, os profissionais estão optimistas! Terá agora Seth Godin razão quando afirmou “All Marketers are Liars”? Conferir tudo aqui.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A crise é inimiga da inovação


Ainda há dias Martin Lindstrom, expert em Marketing Sensorial, aquando da sua passagem por Lisboa, referia que “as marcas são prostitutas. Querem agradar a todos os clientes e não podem. Sendo que o problema reside no facto das marcas serem geridas pelos directores de marketing, que têm medo de ser despedidos”.

Concordo em absoluto com estas ideias. Os marketeers vivem hoje em dia aterrorizados pela crise económica e pelos efeitos que essa conjuntura provoca ao nível dos recursos humanos nas empresas. Têm receio de apostar em formatos e abordagens diferentes. Preferem os modelos convencionais, mesmo que estes proporcionem cada vez menores resultados. “Se sei que o anúnciozinho de televisão vai resultando, para quê mudar?”, dirão alguns.

De facto, utilizar os recentes instrumentos de comunicação, cuja eficácia é mais difícil de medir, é algo ainda muito distante para a maior parte dos marketeers que se encontram de pedra e cal nas empresas. A crise claramente não beneficia a inovação.

Os marketeers não são atrevidos e fogem de situações que os leve a assumir o risco. Claramente ainda não perceberam que o marketing tradicional morreu. Ou melhor, talvez já o tenham percepcionado mas recusam-se a dar o passo em frente. Agora a decisão é sua, se pretender ser vencedor, existe apenas um caminho: Inovar!
Para reflexão:
» “Um aspecto essencial da criatividade é não ter medo de fracassar.” Dr. Edwin Land
» “Um executivo que não sabe gerir a inovação é incompetente e inadequado para a sua função.” Peter Drucker