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quinta-feira, 3 de abril de 2014

O futuro das RP




Aproveito a boleia deste post do António Marques Mendes no PiaR, com o qual concordo na sua essência, para deixar mais algumas ideias:
 
» Tal como noutros sectores, o modelo de negócio das RP está a alterar-se a grande velocidade, por força das novas tecnologias ou alterações ao nível do consumo de informação, por exemplo;

» Infelizmente a perceção de muitos clientes que batem à porta das agências ainda não mudou, considerando que estas são meras máquinas de assessoria mediática e distribuição de press releases;

» Por necessidade ou incapacidade – quero acreditar que seja mais a primeira opção – as agências são demasiado submissas perante os seus clientes, o que normalmente não leva a bons resultados. É fundamental saber dizer não;

» Culpa-se em demasia o cliente, por falta de visão ou conhecimento, mas o suposto especialista está na agência e é nesta que está o ónus para conseguir demonstrar valor na sua proposta de trabalho;

» A formação e a experiência dos recursos humanos das agências terá de ser inevitavelmente diferente da atual;

» A oferta de serviços será igualmente diferente e mais alargada;

» As RP devem olhar de forma descomplexada para o sector da Comunicação, sem limitações ou barreiras;

» Será crucial a implementação de unidades de I&D no seio das agências de comunicação. Só assim se conseguirão manter efetivamente vivas.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Associação Portuguesa de Bancos



O Diário Económico refere hoje (ler aqui) que a Agência Portuguesa de Bancos (APB) equaciona contratar uma agência de comunicação. No entanto, e para meu espanto, a ideia não mereceu a total recetividade dos responsáveis de comunicação dos principais bancos. Será que não entendem que para além da comunicação comercial de cada banco é benéfico que a entidade que representa o setor tenha igualmente um parceiro e uma estratégia de comunicação que defenda os interesses dos seus associados.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

terça-feira, 10 de abril de 2012

Barbie careca



Depois deste momento menos feliz, a Mattel recuou definitivamente na sua posição e a Barbie sem cabelo será mesmo uma realidade já no próximo ano (ver aqui). Ainda por cima um produto sem fins lucrativos que não será comercializado mas sim doado a hospitais. Muito bem!


terça-feira, 19 de abril de 2011

PSD com toque de samba


Nas últimas horas soube-se que o PSD contratou um marketeer brasileiro para trabalhar a campanha de Pedro Passos Coelho nas próximas eleições legislativas. Mais uma vez, e como em tantas outras áreas, o “Compro o Que é Nosso” é algo que não se aplica na política nacional.

Relativamente a agências de comunicação, o PSD também foi claro dizendo que não iria contar com nenhum apoio a este nível. Assim sendo, mais dinheiro sobra certamente para croquetes e música para o povo. Resta apenas saber se teremos Tony Carreira ou Roberto Leal.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A utilização de figuras públicas em causas sociais - Estudo UK



De acordo com este estudo, a associação de figuras públicas a causas sociais é pouco relevante para os jovens. Qual é a sua opinião? Eu darei a minha no próximo post.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ensitel: Breve apontamento



Já muito se disse e escreveu sobre o caso Ensitel nas últimas 24 horas. A marca entrou infantilmente num buraco fundo, muito fundo.

Desde o início que o processo foi mal conduzido por pessoas que certamente nada percebem de comunicação nem de redes sociais. Seguramente mal aconselhados por advogados, sem competências para agir nesta esfera e que apenas se preocupam em justificar os seus fees, a Ensitel vive um momento difícil, exclusivamente por culpa própria, que terá consequências negativas para o seu negócio.

Agora só esperemos que os responsáveis da marca não se lembrem de fazer uma campanha de publicidade para “resolver” este caso.

Contudo, todo este imbróglio é bastante positivo para o mercado das RP, pois servirá para consciencializar os nossos marketeers para a importância da "pasta" da comunicação e das redes sociais ser gerida por profissionais. É caso para recuperar um velho provérbio popular
: “Cada macaco no seu galho”.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A banca e as novas tecnologias (2ª parte)



Com as novas tecnologias terão de ser criados novos bancos para responder às necessidades de um público jovem que quer cada vez mais receber informações e serviços no menor tempo possível. As redes sociais, onde estes jovens estão várias horas por dia, são assim o meio de excelência para interagir e comunicar com eficácia.

Esta geração Y (nascidos entre 1980 e 1994) que vos falo nasceu a clicar. Querem por esta via fazer tudo de forma rápida e prática. Se tal não for possível, irão certamente procurar alternativas. São pessoas extremamente voláteis e impacientes.

Por outro lado, estes utilizadores/consumidores gostam de ser escutados pelas instituições. É fundamental envolvê-los ao máximo nos processos de decisão e no desenvolvimento de produtos e serviços. Se repararem, as empresas que estão conscientes desta realidade e têm esta componente no seu ADN são as mais bem sucedidas comercialmente.

A banca em Portugal tem ainda uma postura muito egocêntrica. Eu arriscaria dizer que dois terços do seu foco são na própria instituição, e apenas 1 terço nos seus clientes. O serviço hoje tem de estar direccionado para o cliente, escutando-o todos os dias e rectificando procedimentos em função deste feedback.

Por força do desenvolvimento das novas tecnologias e dos canais online, o papel das próprias agências bancárias está condenado a mudar drasticamente. Num futuro muito próximo cada um de nós quando se deslocar ao balcão do seu banco procurará um atendimento especializado e personalizado. As tarefas banais ficarão excluídas deste espaço, sendo apenas executadas ao nível online ou nas caixas de multibanco.


Para finalizar, diria que falta uma certa maturidade às instituições bancárias. Ou seja a capacidade de ver e agir em benefício dos outros. Na verdade, raramente se importam com o que é melhor para os seus clientes.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Portugal espera estabilidade nas RP - Marketeer


A revista Marketeer dá aqui eco ao estudo da ICCO referindo que Portugal espera estabilidade nas RP. Eu penso que quem actua na área não concordará com esta conclusão. Conjecturo:
- Crescimento do sector (volume de facturação);
- Valorização da profissão junto dos quadros superiores das empresas;
- Mais e melhores profisionais de RP;
- Maior criatividade dos trabalhos implementados;
- Selecção natural de empresas (profissionais e amadores).


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Controlo dos Media - Notas Soltas

Vi há pouco na televisão o presidente do Sindicato dos Jornalistas queixar-se do facto das mensagens divulgadas por esta instituição não terem eco na comunicação social. É caso para dizer que o SJ necessita do apoio de uma agência de comunicação.

Quanto tempo necessitará a PT para recuperar novamente a sua reputação pública?

Até ao momento ainda não se falou de agências de comunicação na comissão parlamentar de Ética. Quem será o primeiro?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Algumas lacunas na comunicação das empresas



- Escutam pouco. Não valorizam o feedback dos seus públicos;

- Não envolvem os seus colaboradores;

- Os líderes não explicam as suas decisões (entenda-se as principais, como é lógico). Isto ganha maior relevância nos momentos de crise onde as decisões difíceis acrescem;

- As empresas continuam a olhar para os seus clientes de cima para baixo, como se fossem superiores. Esquecem-se muitas das vezes que apenas existem porque têm quem compre os seus produtos ou serviços;

- Olham para os meios de comunicação social como um conjunto homogéneo;

- Vão atrás de modas. Estão em locais apenas porque os seus concorrentes também lá estão ou todos falam ser importante;

- Não compreendem que cada rede social tem as suas especificidades, exigindo das marcas um comportamento personalizado;

- Demasiadas réplicas, pouca inovação.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O Piar das RP


Alexandre Guerra a propósito do 1º ano do PiaR faz aqui uma pertinente análise sobre o que se passou na esfera da comunicação e relações públicas nos últimos 12 meses. Eis, na minha opinião, as principais notas:
1) O sector regista uma forte turbulência. É positivo. Se estivesse estagnado revelaria desinteresse e apatia entre os seus intervenientes;
2) Muitas "birras", invejas, egos desmesurados e insinuações cobardes.Concordo plenamente;
3) A blogosfera perdeu alguma força. Sem dúvida! O entusiasmo inicial desvaneceu-se. Contam-se pelos dedos de uma só mão os blogs sobre comunicação com real interesse e que procuram inovar e surpreender os seus leitores;
4) Redacções mais jovens e reduzidas. Bastará recuarmos três ou quatro anos para constatarmos que as diferenças são abissais.
Quanto à crítica que Alexandre faz ao facto do sector continuar pobre, penso que está na mão, ou na cabeça de cada um, dar o seu contributo para que este melhore através de ideias e propostas verdadeiramente criativas e diferenciadoras. Lamentarmo-nos ou cruzarmos os braços não solucionam os problemas actuais. Sou um optimista por natureza, mas consciente. Num mercado cada vez mais concorrencial, independentemente da área, sei que sem trabalho e perseverança nada é alcançado. É esta a minha postura. É assim que tenho conseguido as minhas vitórias. Um desses exemplos é este blog que, de há quatro anos para cá, tantas alegrias me tem dado.
É por isso que digo que só o eterno profissionalismo, dedicação e união entre os players do sector, fará deste um espaço muito mais atraente, valorizado e cobiçado.
PS: Parabéns PiaR! Continuem!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cabovisão tem tudo menos visão


Todos sabemos que as empresas de telecomunicações estão no top das reclamações dos consumidores nacionais. Deficiente assistência técnica, serviços comerciais pouco credíveis, incumprimento de contratos, entre outros. Agora, para além de tudo isto, têm também falta de visão comercial. Falo-vos a propósito de uma situação que me chegou através de uma cliente da Cabovisão.

Actualmente as empresas apenas se preocupam em ganhar novos clientes, canibalizando, pelo preço, mercados já muito saturados. Procurar diferenciar e inovar nos serviços e nas práticas é algo que fica normalmente num segundo plano. A principal aposta destas empresas está centrada em realizar mensalmente novos contratos (muito por culpa dos milhares de comerciais que andam na rua), minorando o esforço para manter os actuais e esquecendo por completo a importância da relação e da fidelização.

Confirmando esta estratégia, a Cabovisão tem actualmente uma campanha que por pouco mais de 19€ poderá adquirir os serviços de TV e telefone, num contrato válido por um ano. Até aqui tudo bem, não fosse o facto dos actuais clientes (muitos deles há já vários anos) estarem a pagar pelos mesmos serviços cerca de 33€, ou seja, mais 75%!!! Quando questionada, a empresa refere que esta é uma promoção apenas para novos clientes, excluindo os actuais. Ou seja, a Cabovisão com este comportamento está simplesmente a convidar os clientes a cancelarem os seus contratos e a mudarem-se para a concorrência.

Muito se fala em fidelização, relação e retenção de clientes, no entanto, infelizmente, poucas empresas passam da retórica à prática. Tal situação prejudica gravemente a boa imagem das organizações.

domingo, 28 de dezembro de 2008

A visão deturpada de Eduardo Cintra Torres



Pelo que sei apenas Rodrigo Saraiva do PiaR abordou este assunto aqui e aqui e Domingas Carvalhosa do Primeira Página aqui (Corrijam-me se estiver errado). Considero que perante tantas barbaridades, erros e deturpações, as reacções do sector deveriam ter sido em maior número. Não compreendo por exemplo como é que a APECOM não reagiu formalmente a este artigo de ECT que mancha por completo a credibilidade das agências de comunicação com críticas falsas e gratuitas. Todos sabemos que este senhor gosta de falar mais do que realmente sabe, escudando-se na suposta frontalidade e verdade que tanto apregoa. No entanto, e já dizem os bons manuais de comunicação, a demagogia deve ser combatida desde o início com a verdade e apenas a verdade.

Vamos então proceder à análise do assunto:

1) ECT refere que apenas se estava a referir a algumas agências e não a todas. Se conhece tão bem o mercado e é tão frontal, porque é que não concretiza, referindo quais são as “boas e as más agências de comunicação”? Seria sério da minha parte afirmar que alguns, e note-se referi apenas alguns, colunistas escrevem em função dos seus interesses e ambições pessoais?


2) “Inundados de informações e, se necessário, de rumores e insinuações, os jornalistas ficam apenas com um lado da questão”
Isto só acontece se forem maus jornalistas. Todos os profissionais sérios devem investigar e procurar escutar todos os intervenientes da notícia. Os jornalistas não são marionetes. Por outro lado, se não fossem as agências de comunicação e todos os meios que disponibilizam aos jornalistas, alguns media, certamente, já teriam encerrado.


3) ”…tudo isto é lobbying, claro, um nome lindo para uma actividade que tantas vezes pode ser suja”.

Lá está, ECT tem o cuidado de referir que nem sempre é suja, apenas “que tantas vezes pode ser”. O lobby é um processo transparente e legal, e já instituído na União Europeia e nos EUA, por exemplo. Ao contrário do que muitos julgam, o lobby pretende evitar o habitual tráfico de influência encapotado.


4) “Entretanto, nas agências de propaganda, arrecadam-se lucros por vezes fabulosos e teoriza-se sobre a sua “científica” actividade das “relações públicas”.

Lucros fabulosos??!! Fico a aguardar os valores e os nomes das respectivas agências. Sobre o carácter científico das RP posso referir-lhe diversos bons livros. Uma coisa é certa, a prática das RP é bem mais científica do que a do “colunista semanal”.


5) ”Não tendo a oposição ou outras partes envolvidas nas notícias acesso aos mesmos orçamentos de propaganda para pagar a agências de comunicação concorrentes,… cria um desequilíbrio”

Permitam-me o paralelismo com a publicidade, mas se uma entidade não tiver dinheiro para pagar a uma agência de publicidade para criar um anúncio e a uma agência de meios para o colocar nos media, também existirá um desequilíbrio… Não me parece séria a afirmação do ECT, até porque os media estão ao alcance de qualquer empresa ou cidadão. Qualquer um de nós pode ligar para uma redacção e denunciar uma situação que considere ser pertinente.


Não me querendo alongar neste post que já vai longo, foquei apenas cinco pontos do artigo de ECT, mas muitos outros poderiam ser referidos. É de facto lamentável que cada vez mais os nossos colunistas se rendam e orientem as suas posições segundo critérios mediáticos, independentemente de fugirem à verdade e deturparem a realidade.