Os elementos do Governo devem, principalmente em momentos difíceis
e conturbados como este, preocupar-se exclusivamente em governar. As restantes
atividades públicas devem ser geridas com imenso rigor para que estejam sempre em
consonância com as responsabilidades governativas. Se não têm capacidade ou
lucidez para esta gestão devem aconselhar-se com o seu staff. Se mesmo assim
são cometidos erros como este, então algo está errado e a incompetência reina
de forma séria e profunda no Governo. Não é necessário ser nenhum génio para antecipar
o desfecho ocorrido. São erros infantis que prejudicam desnecessariamente a já frágil
e desgastada imagem pública do Governo.
Um olhar pelos bastidores das Relações Públicas em Portugal no primeiro blog nacional sobre o tema. (Desde Agosto de 2005)
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Plano de Comunicação Digital PME's
Senhor ministro da Economia e Emprego, esta iniciativa do Programa PME Digital é uma boa medida mas poderia ter sido aproveitada para ir um pouco mais além.
Sendo do conhecimento de todos que o Marketing e a Comunicação são das principais lacunas das empresas nacionais (PME's), pois não sabem trabalhar as suas marcas de forma profissional, penalizando vendas e o consequente crescimento em mercados externos, deixo aqui uma questão: para quando uma iniciativa do género na área da Comunicação?
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O Governo e a comunicação das medidas de austeridade
São muitos os “notáveis” que têm criticado nos últimos dias as mais recentes medidas de austeridade. A par disto surgem também críticas sobre a forma como o Governo tem comunicado estas medidas. A esmagadora maioria aponta a falta de informação e clareza como os principais problemas.
Tal como já tinha referido aqui em Junho passado, o sucesso e a credibilização do atual Governo passará por uma comunicação clara, verdadeira e objetiva. Contudo será de todo impossível evitar as futuras contestações sociais. Não existe consultor ou técnica que valha. Agora o que o Governo poderá fazer será reduzir o impacto destes movimentos demonstrando regularmente o que está a ser feito e o que é necessário ainda fazer para sair desta crise profunda. É imprescindível que o Governo nunca abdique da pedagogia, principalmente numa fase tão sensível e conturbada como a que vivemos atualmente.
Deixo aqui uma dica: todos os anúncios relativos a aumentos de preços e carga fiscal serem apresentados publicamente como um lead de uma notícia, respondendo às cinco perguntas fundamentais: Who? What? Where? When? Why?
sexta-feira, 24 de junho de 2011
A comunicação no governo de Passos Coelho
Um dos pilares para o sucesso da recente equipa governativa passará pela comunicação. Já o seria em condições normais, mas mais fulcral será na atual conjuntura de crise. Para envolver as pessoas e diminuir os protestos sociais as principais medidas terão de ser bem comunicadas, o que implicará honestidade, clareza e coerência no discurso. O governo de Pedro Passos Coelho terá de inverter a imagem do anterior executivo onde a comunicação foi percecionada pelos portugueses como algo meramente propagandístico e manipulador da opinião pública.
A essência da boa comunicação é a verdade e somente através desta será possível gerar confiança numa dose suficiente para motivar as pessoas a alterarem atitudes e comportamentos. Para isso será fundamental traçar uma estratégia de comunicação que seja clara para toda a equipa governativa, onde todos estejam envolvidos e devidamente alinhados. Apenas assim conseguirão ganhar credibilidade e ser bem-sucedidos no dia-a-dia com a mínima contestação possível. As pessoas não suportarão mais trapalhadas e o tão famoso na política “diz que disse”.
O governo terá de ser uma orquestra onde não poderá existir qualquer instrumento desafinado sob pena de arruinar a performance dos restantes elementos. Para isso é fundamental encontrar um bom maestro. De acordo com as últimas notícias que vieram a público já foram recrutados alguns jornalistas para a nova equipa de comunicação do governo. Na minha opinião serão elementos importantes e válidos mas que não terão a capacidade de ocupar o tal lugar supremo de maestro. Este não poderá ser um mero assessor de imprensa. É-lhe exigido uma visão mais abrangente da comunicação, com pensamento estratégico e conhecimentos que vão muito além do simples jornalismo de terreno. O tempo encarregar-se-á de me dar ou não razão.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Ministro das Finanças em novela da noite

Acredite que não é ficção. Na Tailândia, o ministro das Finanças vai ter um papel na novela da noite com maior audiência. Através de um plano do Governo que pretende estimular a amortização de empréstimos, Korn Chatikavanji irá ajudar o protagonista de "Wanida" a liquidar as dívidas que tem.
Será que a próxima novela da TVI ainda tem lugar para o nosso ministro Teixeira dos Santos?
sábado, 9 de outubro de 2010
Mais uma farpa nas agências de comunicação

Esta notícia do DN é mais um contributo para denegrir a já frágil imagem das agências de comunicação. Facto de imediato aproveitado pelos nossos representantes na Assembleia da República (ver aqui notícia do Público).
É engraçado que um partido político, neste caso o PSD, que contratou, contrata e continuará a contratar os serviços de profissionais e agências de comunicação, venha agora indignar-se publicamente contra o acordo do Governo com a Kreab Gavin Anderson (KGA) para a defesa da imagem do país nos mercados financeiros internacionais.
De acordo com o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, o contrato agora celebrado com a KGA ronda os 330 mil euros, que não sua opinião é um montante elevado. Para o comum dos mortais, que nunca ouviu falar de uma agência de comunicação e muito menos sabe o que fazem, é lógico que este acordo representa mais um assalto à carteira dos portugueses. É legítimo que a esmagadora dos portugueses pense desta forma. O que não se pode aceitar é que este desconhecimento seja usado como arma política numa demagogia arrepiante.
Será que o senhor deputado já consideraria um melhor investimento se o dinheiro fosse gasto numa festa rija com o Tony Carreira e suas “muchachas”, couratos e entremeadas à descrição, vinho tinto de colheita seleccionada e uma bela sessão de fogo-de-artifício?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Um novo Ministério para o Marketing?

Num momento em que todos percebemos que as empresas nacionais não podem ficar limitadas somente ao nosso território, a criatividade e a inovação são frequentemente referidas como sendo factores-chave para o sucesso da internacionalização dos negócios. Infelizmente fala-se muito, mas implementa-se pouco.
Pelo parco conhecimento em marketing dos gestores das pequenas e médias empresas portuguesas, que constituem 90 por cento do tecido empresarial do nosso país, a aposta nesta disciplina é feita ainda de uma forma muito tímida. Os tempos actuais deveriam encorajar os decisores a criar valor para as suas empresas através de estratégias de marketing bem pensadas e fortemente alicerçadas. Contudo, o habitual conservadorismo e pessimismo do típico gestor nacional fazem com que o marketing nunca seja uma prioridade na estratégia de crescimento da empresa. Uma questão de ADN ou de mentalidade que necessita de ser rapidamente alterada.
Os decisores devem olhar para as suas empresas de forma profissional e desapaixonada, agindo com base em pressupostos racionais e não em meros feelings. As empresas são hoje marcas cuja performance é fortemente influenciada pela forma como comunicam com os seus diversos stakeholders. O marketing e a comunicação têm assim de ocupar um lugar de destaque na administração das empresas com pessoas válidas e realmente conhecedoras do trabalho que realizam, explorando no limite as ferramentas que dispõem.
É por tudo isto que refiro que o Governo português deveria criar o Ministério para o Marketing. Aqui estariam reunidos um conjunto de profissionais de inquestionável qualidade cujos objectivos passariam por desenvolver a marca Portugal e auxiliar PME’s nacionais no campo do marketing. Acredito que este seria um contributo válido não só para resolver os muitos problemas actuais das empresas portuguesas como enfrentar os grandes desafios futuros de uma sociedade dinâmica e globalizada.
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