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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Marcas em Festivais de Música - O caso Optimus Alive 2012



Ontem tive oportunidade de passar pelo Optimus Alive 2012. Sendo considerado um dos melhores festivais de música de Verão é, supostamente, uma excelente oportunidade para as marcas se aproximarem de um público mais jovem. O que é certo é que nem sempre essa presença gera o retorno desejado para as marcas perante o investimento, normalmente elevado, que têm de fazer para estarem presente de forma minimamente condigna. Para mim o principal problema está em replicarem stands, mensagens e dinâmicas de outros eventos sem se preocuparem em ir ao encontro das características e especificidades daquele momento em concreto.

É verdade que estes palcos, devido ao target e ao próprio contexto, são extremamente desafiantes para conseguir do público a atenção e a interação pretendida. Contudo, é também verdade que existe por aí muita falta de criatividade que leva a ações bastante apagadas e onde se esbanja dinheiro que poderia ser aplicado de forma muito mais inteligente.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O regabofe dos patrocínios no desporto


Nos últimos dias têm-se levantado algumas vozes contra a forma como a seleção nacional de futebol tem preparado o Europeu 2012 e o “circo” em redor da mesma. Manuel José, treinador que tem estado nos último anos no Egito, referiu que “a fase do estágio que decorreu em Portugal foi uma festa e que a seleção se transformou num bigbrother”. Já hoje Carlos Queiroz, ex-selecionador nacional, refere aqui que “não me surpreende que as declarações do Manuel José possam ter fundamento porque eu próprio me confrontei com uma tentativa, muitas vezes absurda e até ridícula, de transformar a seleção num circo. Por exemplo, uma das iniciativas que me foi proposta antes do mundial era a de eu escolher 22 jogadores e o 23º jogador é escolhido pelo povo, e fazemos aqui uma festa gira, jeitosa, pomos a malta toda a votar”.  

De facto é verdade que nos últimos tempos temos vindo a assistir a uma exagerada intrusão das marcas no desporto, principalmente no futebol, por razões lógicas. Bem sei que sem patrocinadores e patrocínios muitos clubes e competições não teriam forma de continuar. O grande desafio no futuro para ambas as partes – desporto e marcas – será implementar ações de marketing e comunicação relevantes para o público, de forma a potenciar a imagem dos patrocinadores mas sem nunca colidir com os interesses desportivos. Caso contrário arriscamo-nos que os espetadores e adeptos “fujam” dos palcos desportivos pois o essencial deixou de ser a competição para serem as marcas e as suas ações promocionais.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O sucesso do Marketing



Conhecer os clientes profundamente e interagir com eles de forma objectiva, personalizada e transparente é o que dita hoje a valorização pública das marcas. O problema de muitas empresas é que pretendem matar mosquitos com balas de canhão.

As Relações Públicas podem dar um importante contributo no reconhecimento dos stakeholders, perceber quais as suas expectativas, otimizar os processos de interação e transformar todos eles em defensores acérrimos das marcas e respetivas causas.

sábado, 1 de maio de 2010

Sr. Marketeer convença-se: hoje quem manda são os consumidores!

Com a actual crise económica as empresas têm de uma vez por todas mudar a forma como se relacionam com os seus consumidores. Terão de estar ao lado destes, de forma clara e transparente. Auxiliá-los a ultrapassar a crise e não simplesmente a empurrar os seus produtos. O paradigma do sistema económico de hoje é definido e coordenado pelo consumidor, não pelas empresas.


As empresas têm de praticar um marketing verdadeiro e falar verdade com os seus diferentes públicos. Por outro lado terão de antecipar o futuro e não esperar tranquilamente que este venha para que se possam adaptar. Nesse momento correm o risco de já ser demasiado tarde. Os produtos são cada vez menos vendidos a alguém para passarem a ser comprados por alguém.

As marcas têm de cumprir as promessas que fazem. Não basta dizer que são diferentes das suas vizinhas do linear do supermercado, quando depois de testadas tal vem a comprovar-se que não é bem assim. O consumidor sente-se enganado e revoltado. Não pode ser tratado como estúpido, pois claramente não o é, ao contrário do que muitas marcas infelizmente ainda pensam.

As estratégias de marketing das empresas têm de se adaptar aos tempos actuais, olhando para o consumidor como um ser humano que tem as suas dificuldades (hoje mais do que nunca), e que necessita de ser ajudado. Se estiver com ele hoje de forma desinteressada, amanhã ele irá reconhecer isso e jamais o abandonará.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Agora Escolha

Ao reler uns apontamentos de Mark Hughes retive os dados de um estudo publicitário realizado sobre as secções das revistas dos jornais de domingo. Revela esta investigação que a capacidade para se lembrar da publicidade está relacionada com a espessura da revista. Quanto mais publicidade houver num meio de comunicação social, menos eficaz é cada anúncio.

Parece-me que existem muitas marcas que gostam de pagar para serem invisíveis aos olhos dos consumidores. Nos tempos actuais ser normal é uma banalidade. Ser diferente uma marca.