Tive oportunidade de escrever um breve artigo para a Meios & Publicidade sobre a mais recente polémica Pepsi/Ronaldo. Deixo aqui o link para quem quiser ler.
Um olhar pelos bastidores das Relações Públicas em Portugal no primeiro blog nacional sobre o tema. (Desde Agosto de 2005)
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
domingo, 13 de junho de 2010
Vuvuzelas? Não obrigado!!!

As vuvuzelas andam na boca do mundo. Nos últimos tempos o som desta corneta tem ecoado nos mais diversos locais. Quantos de nós não foi já surpreendido por um sopro inesperado? Aparentemente estas poderiam ser boas notícias para a Galp que utilizou a vuvuzela como elemento central de toda a sua campanha de comunicação de apoio à Selecção no Mundial. No entanto, a ola favorável que se pretendia em torno da marca arrisca-se cada vez mais a ser um coro de críticas com evidentes efeitos negativos para a imagem da empresa.
A polémica em Portugal e lá fora tem sido muita em torno da vuvuzela. Por exemplo no Facebook foi criada uma página como o nome “Galp! Ponham a vuvuzela no recto!”. Surgiram também notícias dando conta dos efeitos prejudiciais que o som da corneta tem ao nível da audição não só das pessoas que estão nos estádios como das que se encontram em casa a ver os jogos pela televisão. Existem já canais de televisão que recorrem à locução tradicional para omitirem o som das vuvuzelas. Até Cristiano Ronaldo hoje em conferência de imprensa se referiu à polémica corneta: «Mas há algum jogador que goste? Acho que todos ficam irritados. Os comentários que ouço só dizem mal das vuvuzelas». Nas últimas horas um dos responsáveis pelo Campeonato do Mundo disse publicamente que, perante as inúmeras queixas, está a ser equacionada a proibição de vuvuzelas nos estádios.
Por todos estes episódios a Galp vê assim manchada a sua campanha de comunicação relativa ao Mundial. Ao contrário de outros anos onde conseguiu unir os portugueses em torno de hinos de apoio à Selecção (elogie-se o facto das mensagens da petrolífera se unirem na perfeição ao tema do Futebol e aos desejos dos adeptos) a estratégia para a presente competição não foi claramente a mais acertada. É caso para se dizer que a Galp sai do estádio copiosamente goleada e debaixo de um forte coro de assobios por parte dos adeptos.
Por todos estes episódios a Galp vê assim manchada a sua campanha de comunicação relativa ao Mundial. Ao contrário de outros anos onde conseguiu unir os portugueses em torno de hinos de apoio à Selecção (elogie-se o facto das mensagens da petrolífera se unirem na perfeição ao tema do Futebol e aos desejos dos adeptos) a estratégia para a presente competição não foi claramente a mais acertada. É caso para se dizer que a Galp sai do estádio copiosamente goleada e debaixo de um forte coro de assobios por parte dos adeptos.
terça-feira, 7 de julho de 2009
A marca Cristiano Ronaldo

Gosto bastante de futebol. Como qualquer adepto, vibro com os golos e os “artistas da bola”. Cristiano Ronaldo é obviamente um deles. Com 24 anos, o português bate recordes consecutivos e ontem, na sua apresentação em Madrid, voltou a superar tudo e todos.
Apoiado pela poderosa máquina do Real Madrid (RM) ao nível do marketing e comunicação, Cristiano Ronaldo encheu um estádio com 85 mil espectadores e foi o protagonista do dia nos canais de todo o mundo. Até mesmo naqueles países onde o futebol não é o desporto rei. Ronaldo tornou-se num fenómeno à escala mundial sendo na actualidade o maior embaixador de Portugal.
No patamar onde chegou, Ronaldo é hoje uma marca muito valiosa que deve ser usada não só pelas insígnias comerciais como também ao serviço do país e da sua projecção no mundo. Os portugueses esperam que o agora jogador do RM esteja sensível a esta questão e que a encare como um autêntico desafio de futebol que fará tudo para vencer.
Por outro lado será importante que Ronaldo nesta nova fase da sua carreira faça uma gestão estratégica da sua imagem enquanto marca. Se em Manchester os holofotes eram muitos sobre ele, em Madrid serão muitos mais. Tal como Luís Figo que quando começou a emergir no mundo do futebol criou a sua própria Fundação (gerida por uma empresa profissional), também o novo número 9 do Real deverá dedicar algum do seu (pouco) tempo a causas sociais que farão dele um “produto” ainda mais respeitado e apetecível. Imaginem se, para começar, Cristiano Ronaldo anunciasse que durante os seis anos de contrato que o ligará ao RM doasse 1 por cento do seu ordenado a um conjunto de instituições de solidariedade e a organizações que desenvolvem um trabalho meritório.
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