terça-feira, 9 de setembro de 2008

Imagem: O bom e o mau


Ontem fui surpreendido por um telefonema da ourivesaria onde comprei as minhas alianças de casamento. A razão era felicitar a minha mulher pelo seu aniversário. Foi um gesto simpático e louvável pois trata-se de uma pequena loja de bairro, que revela uma forte preocupação em criar uma relação com os seus clientes.

Por outro lado, o Barclays Bank, essa suposta prestigiada instituição bancária internacional, contactou-me, nos últimos tempos, por diversas vezes para me vender um dos seus serviços maravilhosos. Uma chamada não tem mal. Devemos respeitar e delicadamente responder não, se for caso disso, obviamente. No entanto, se esses telefonemas se repetirem vezes sem conta, dia após dia, onde dizemos que não estamos interessados e mesmo assim nos contactam persistentemente, é de facto lamentável e transmitem uma péssima imagem da empresa. Não da sua, pois este tipo de serviço é quase sempre feito por empresas subcontratadas que anonimamente nos ligam. O problema neste caso será para o Barclays que não controlou o processo e que não só deixou de ganhar um cliente (eu), como irá partilhar esta triste história com um sem número de pessoas como estou fazendo aqui.

É caso para se dizer que a dimensão das empresas reflecte pouca coisa e que existem processos que devem ser controlados rigorosamente sob pena de serem fortemente penalizadores para as empresas a médio/longo prazo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Palitada: Jornalistas longe de Angola


Este foi um dos destaques de ontem do Jornal da Noite da SIC. De acordo com a peça transmitida, cinco órgãos de comunicação social nacionais (SIC, Expresso, Visão, Público e Renascença) foram impedidos de acompanhar as eleições legislativas em Angola por não serem cedidos vistos de entrada no país. Alguns pedidos de jornalistas para entrarem no país têm mais de 1 mês.

Segundo José Manuel Fernandes, director do jornal Público, “trata-se de uma acção intencional do Governo angolano no sentido de afastar jornalistas e meios de comunicação social que no passado denunciaram situações no país que não agradaram aos seus responsáveis”. Um artigo do jornal Público há dez anos sobre a rota dos diamantes angolanos (nunca mais conseguiram entrar no país), ou uma recente conferência do grupo Impresa onde Bob Geldof acusou os dirigentes de Angola de serem criminosos, constituem exemplos daquilo que poderá ter levado agora ao afastamento de alguns jornalistas portugueses daquele país. JMF refere ainda que “os dirigentes angolanos só convocam eleições porque sabem que irão ganhar”.

Angola vive períodos de grande desenvolvimento e progresso. É um facto de que ninguém dúvida. No entanto, discordo com Luis Paixão Martins, quando referiu, no momento em que anunciou o início da parceria com o Governo de Angola, “que algumas das percepções públicas se encontram desfasadas das novas realidades angolanas”. Acho que a verdadeira realidade é indisfarçável.

As instituições e organizações têm de assimilar que a base da reputação assenta na transparência e honestidade dos seus actos. O Governo angolano e os seus dirigentes deveriam perceber que estas acções são mais prejudiciais do que benéficas. Isto porque, por enquanto, na verdadeira democracia as fontes de informação e os meios de comunicação social ainda actuam com total liberdade.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O nosso quotidiano

As principais ilações a retirar:

- A diferença entre um estafeta e um consultor é que o primeiro diz sim a tudo e a todos, ao passo que o segundo opina;
- A culpa nunca pertence ao cliente;

- Nem sempre o freguês tem razão. Longe disso;
- Para o cliente, amanhã já é tarde.


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Facebook usado para encontrar voluntários para ensaios clínicos


A revista PR Week publicou recentemente um artigo que refere que as companhias farmacêuticas estão a solicitar às agências de comunicação que sejam mais inovadoras no sentido de fazer face à actual escassez de voluntários para os tradicionais ensaios clínicos.

Segundo a mesma fonte, os laboratórios estão cada vez mais direccionados para ferramentas como o Facebook e blogs, no sentido de promoverem os benefícios da participação da população neste tipo de estudos e por outro lado conseguirem impactar um conjunto alargado da sociedade.

De acordo com os dados mais recentes, 90% dos ensaios clínicos estão atrasados devido a problemas relacionados com o recrutamento de voluntários. A má percepção pública da indústria farmacêutica e dos próprios ensaios clínicos constituem as principais razões para a baixa participação registada.

domingo, 24 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos



Hoje chegam ao fim os Jogos Olímpicos de Pequim e Portugal conseguiu a melhor participação de sempre. Sim, é verdade, o nosso país alcançou o melhor registo de toda a história com a obtenção de uma medalha de ouro e outra de prata. Será que os portugueses estão conscientes destes resultados? Será que o Comité Olímpico de Portugal conseguiu passar esta mensagem? Claramente, não.

Se fizéssemos hoje uma sondagem junto dos portugueses, certamente que iríamos obter uma opinião muito negativa dos portugueses sobre a performance da nossa delegação olímpica. As duas medalhas obtidas ficaram para um segundo plano, face às declarações estranhas, inoportunas e descabidas de alguns dos nossos atletas. Como se isto não bastasse, os avanços e recuos do presidente do COP relativos à sua permanência à frente deste organismo, constituíram mais “achas para a fogueira”.

Tudo começou mal quando, ainda em Portugal, foram colocados objectivos muito acima das nossas verdadeiras possibilidades. Depois, já em Pequim, a falta de estratégia, a inexistente selecção de mensagens, os timings desadequados e a não preparação dos responsáveis para comunicarem com os media tornaram o sucesso obtido num fracasso em termos de percepção pública.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

SIDA: A falta de eficácia das campanhas de sensibilização


A IMS Health revelou hoje dados que demonstram que os portugueses estão a comprar menos preservativos. Apesar de Portugal ter a segunda mais alta taxa de incidência de Sida na Europa, registou-se um decréscimo de 10 mil embalagens comparativamente com o ano de 2004. Médicos e representantes de ONG’s nesta área já vieram a público reclamar mais informação e maior prevenção para inverter esta situação que, segundo os mesmos, não está ainda estabilizada.

Olhando um pouco para trás no tempo, recordo-me de duas ou três campanhas (penso que uma ainda está no ar). Na minha opinião o problema não está na falta de campanhas de sensibilização, está sim na qualidade das mesmas, no sentido de conseguirem impactar os seus targets de comunicação. São excessivamente tradicionais e não utilizam a linguagem mais apropriada.

No entanto este é apenas um feeling pessoal. São necessários estudos que permitam responder a questões tão simples mas tão relevantes como por exemplo se a televisão será o meio mais apropriado para a divulgação das mensagens. Sem este trabalho de campo e uma estratégia de comunicação coerente a médio-longo prazo, continuaremos certamente a assistir ao agudizar da situação. Penso que temos assistido nos últimos tempos apenas a campanhas avulsas que por isso não têm gerado os resultados esperados. Está na altura das entidades competentes reflectirem verdadeiramente no sentido de inverter este quadro dramático.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A Era do Imediatismo


Ontem a meio da tarde uma das reféns do recente assalto ao BES enviou uma carta para a Agência Lusa a criticar o sistema de segurança dos bancos e o não acompanhamento psicológico por parte da polícia.

Minutos depois o take da agência noticiosa já se multiplicava pelos meios online, contendo inclusive as declarações do responsável de comunicação do banco. Ao final da tarde diversas rádios, como a TSF, já faziam também eco da notícia com declarações variadas. À noite, a SIC transmitia em exclusivo uma entrevista com a refém do assalto. O canal fez promoções deste exclusivo ao longo de todo o jornal, emitindo-o já perto do final. Hoje mesmo a notícia e a entrevista com a interveniente está presente em todos os jornais diários.

Este é apenas um exemplo de que hoje a informação circula numa velocidade estonteante, de forma quase incontrolável. Os profissionais de comunicação têm de estar preparados para estes autênticos tornados que invadem por vezes as instituições.

Os tempos de resposta têm de ser curtos. Eu diria mesmo imediatos para evitar males maiores. Os meios online vieram acelerar todo o processo de informação. Se antes as pessoas esperavam pelo telejornal das 20h para ficarem a par das notícias do dia, hoje a situação alterou-se com as pessoas a consultarem os sites informativos antes de regressarem a casa.

Uma outra questão é o poder e o protagonismo do cidadão comum nas histórias jornalísticas. Um assunto relevante a ser tratado aqui brevemente.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

CV's


Este fim-de-semana em conversa com um amigo meu, copy de publicidade, fiquei a saber que a agência onde trabalha recebeu recentemente cerca de 400 CV’s em resposta a um anúncio colocado no site Carga de Trabalhos.

É legítimo que se tenha a ambição e o objectivo de vir a trabalhar numa agência de publicidade, sendo copy, art director, account, ou qualquer outra função. No entanto, não é razoável que se enviem CV’s que não correspondem minimamente aos requisitos do anúncio. É uma perda de tempo quer para o empregador como para o candidato. Tal ainda é mais absurdo quando se enviam candidaturas para diversas empresas no mesmo email onde todos os endereços estão visíveis.

Em plena época alta de mudanças, seja para um primeiro emprego ou não, o que é certo é que dado o panorama competitivo do mercado de trabalho actual, não se podem cometer erros desta natureza. Estamos na Era da Personalização e da Diferenciação. Tal como na esfera da Comunicação e Relações Públicas, temos de ser rigorosos e exigentes com o nosso marketing pessoal. Enviar candidaturas espontâneas ou responder a anúncios sem convicção e/ou conhecimento da empresa e respectivo cargo é apenas e somente SPAM!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Millenium Generation


- Nasceram desde 1995. Têm menos 12 anos.

- São um cluster / geração radicalmente diferente das anteriores, considerando as variáveis comportamentais e atitudinais;

- Estão rodeados de múltiplos media e gadgets;

- São adeptos incondicionais da mobilidade;

- A internet desempenha um papel fundamental nas suas vidas diárias. 90% tem email;

- São multi taskers;

- Não tem noção ou são indiferentes às consequências da sua utilização de tecnologia:
» 51% fazem download de ficheiros de música
» 31% fazem download de ficheiros vídeo
» 19% fazem download, remix e depois, partilham
» 75% concordam com: “Music downloading and file-sharing is so easy to do, it’s unrealistic to expect people not to do it“
» 66% concordam com: “As long as people are still buying music and movies, it’s okay if they download or share some things for free.“
» 55% não se preocupam com o facto de existirem copyrights dos ficheiros que estão a fazer download

- A sua tecnologia irá mudar radicalmente ao longo dos próximos 10 anos, mais do que nos últimos 20;

- A forma como abordam a pesquisa e a aprendizagem irá ser totalmente moldada pelo seu novo “Techno-World”.
Fonte: ISCTE

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Geração Y


As novas tecnologias têm um impacto profundo no consumidor, alterando a forma como este interage e comunica com o seu ecossistema.

Será que conhecemos verdadeiramente o nosso target?

Abordaremos a Geração Y:
- Nasceram entre 1980 e 1994. Têm entre 13 e 27 anos.
- São optimistas, confiantes, sociáveis, com valores e princípios fortes;
- Confortáveis com a mistura étnica;
- Homens e mulheres esperam maior flexibilidade no trabalho;
- Valorizam a comunicação informal;

Factos
- Não fazem ideia do que foi o “Live Aid” e nunca cantaram “We are the World…”;
- Para eles, “The Day after” é uma pílula;
- A Sida sempre existiu;
- Tinham 3 anos quando apareceu o Multibanco;
- Nasceram no ano em que a Sony colocou à venda o 1º Walkman;

Características a considerar:
- Liberdade de escolha (Explosão dos media; variedade de produtos; diversidade de opções; escolha global);
- Capacidade / liberdade de personalizar:
- 50% referem que alteram ou modificam o que compram para se ajustar as suas necessidades específicas;
- Procura de informação / filtros:
- 60% procuram informação antes de se dirigirem a loja para comprar;
- Filtram todo o tipo de informação, não apenas sobre os produtos;
- 40% dos “early adopters” contribuem com comentários on-line;
- Relações e colaboração:
- Orientados para a “relação” e “interactividade”;
- 60% pretendem interagir com a marca para promover a adaptação do produto e melhoria contínua;
- A grande maioria está disposta a partilhar a informação;
- Crescem as Y-nfluence Networks;
- Novo conceito “Prosumer” (Professional Consumer);
- Experiência / Entretenimento:
- Brand Experience;
- 74% acreditam que divertir-se enquanto usam um produto é tão importante quanto esse produto satisfizer a sua necessidade específica;
- Rapidez / Immediacy:
- Não gostam de esperar;
- Resposta imediata às suas necessidades;
- SMS effect;
- Web effect;

Em suma: Os novos targets valorizam:
- Liberdade de escolha;
- Mobilidade;
- Personalização;
- Integridade;
- Relações e colaboração;
- Confiança;
- Experiência / Entretenimento;
- Rapidez / Immediacy
Fonte: ISCTE

terça-feira, 15 de julho de 2008

Boa jogada


O novo treinador do Sport Lisboa e Benfica esteve na TVI, na passada 6ªfeira. Tratou-se da sua primeira entrevista desde que chegou a Portugal. Muitos questionarão o facto de ter sido a TVI o canal escolhido para aquele “baptismo”. Eu digo que foi uma boa jogada do departamento de comunicação do clube.

O objectivo era claro à partida: chegar às massas através de um discurso, apesar de cauteloso, fosse ambicioso em relação ao título nacional e no lutar de igual para igual com os seus mais directos adversários. Tudo isto para quê? É simples: angariar novos sócios e vender lugares cativos para a nova época que está aí a bater à porta. Será que o conseguiram? É caso para se dizer que o marketing é transversal a todos os elementos de uma organização. Todos temos essa missão.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Verdadeira aproximação


Ontem a rádio Antena 2 desenvolveu uma acção inédita em pleno coração de Lisboa que suscitou muita curiosidade e interesse pelas pessoas que por ali passeavam (ver artigo aqui http://dn.sapo.pt/2008/07/10/media/ouvintes_antena_2_revoltaramse_lisbo.html ).

Destaco esta iniciativa pelo seu carácter inovador no panorama da relação de um meio de comunicação social com o público. Pode-se dizer que a ideia foi boa e a sua implementação ainda melhor. Certamente que será uma acção a repetir pela Antena 2 e um excelente exemplo para outros meios que insistem em falar "em estarem próximos do cidadão comum" mas verdadeiramente a fazerem pouco para atingir essa condição.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mudança de paradigma?

De acordo com um estudo internacional, agora revelado, 73% dos médicos não acreditam nas informações publicadas nos sites das companhias farmacêuticas acerca dos seus próprios produtos.

No entanto, os mesmos especialistas médicos referem que preferem receber as informações sobre os produtos via online. Entre os 500 inquiridos, 79% revelou a sua preferência pelo meio electrónico. A mesma investigação conclui ainda que apenas 15% opta por receber informações sobre vendas.

Apesar de o estudo não envolver clínicos portugueses, esta situação representa também, a meu ver, um problema para as companhias farmacêuticas que actuam em Portugal. A percentagem pode não ser tão elevada, mas certamente que se aproxima dos valores europeus. Deixo então duas simples questões:

- Será que os sites dos laboratórios farmacêuticos vão ao encontro das necessidades e interesses do target médico?

- Estará a profissão de delegado de informação médica em risco?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Highlights a ter em conta


Novas regras para comunicar

Meio – Bi-direccional
Mensagem – Adaptado à procura de cada cliente
Forma – Apelativa (Ex.: multimédia)
Conteúdo – Mais-valia imediata e impactante
Apreensão – Ao ritmo do “consumidor”
Utilização – Reciclagem do conteúdo


As implicações da Mudança

Abordagem Tradicional
- Consumidor médio
- Consumidor anónimo
- Produto standard
- Produção em massa
- Distribuição em massa
- Comunicação unidireccional
- Quota de mercado
- Conquista de clientes

Abordagem Interactiva
- Consumidor individual
- Perfil do consumidor
- Oferta à medida do consumidor
- Personalização da produção
- Distribuição individualizada
- Comunicação bidireccional
- Quota de cliente
- Manutenção de clientes

Consumidor cada vez mais envolvido no processo de comunicação
- Disponível
- Personalizado
- Actualizado
- Localizável

Fonte: ISCTE

quarta-feira, 25 de junho de 2008

As RP em Cannes

O Jornal Briefing, na sua versão online, referiu ontem que o emblemático festival de Cannes equaciona na sua próxima edição adicionar a área de Relações Públicas às actuais 10 competições. Ao que parece a organização do festival está ainda «a avaliar o formato em que esta competição poderá avançar, dadas as especificidades que envolvem os trabalhos de RP em termos de formas de apresentação».

Já referi aqui anteriormente que não sou muito adepto de festivais e prémios, pois acho que não passam de feiras de vaidades onde os seus intervenientes se passeiam alegremente. Considero que a maior parte das vezes são vazias de conteúdo e regem-se por critérios desajustados. No entanto, projecto que a inclusão das RP num festival conceituado como o de Cannes seria uma importante alavanca para afirmar esta disciplina como uma mais-valia no sector da Comunicação.

Neste contexto, reitero o que também já referi anteriormente, relativamente ao facto de ser importante levar a cabo um verdadeiro evento nacional dedicado às RP, que una o meio académico e profissional (empresas, agências, associações, etc). Seria importante para atingir alguns dos seguintes objectivos:

- Estimular o interesse dos jovens pela área das RP;

- Reforçar as valências da disciplina;

- Melhorar a imagem pública e aumentar a transparência do sector;

- Partilhar experiências;

- Desmistificar a área das RP;

- Gerar uma discussão positiva sobre o mercado das RP em Portugal;

- Analisar os casos de sucesso e tendências futuras.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

As novas tarifas da CP


A CP anunciou na passada sexta-feira um novo aumento das suas tarifas, que será válido já a partir do próximo dia 1 de Julho. A comunicação de tal medida foi feita apenas através do site da CP e de alguns anúncios na imprensa. Conclusão: os utentes foram apanhados de surpresa e muitos foram os artigos que criticaram a forma como tal medida foi anunciada.

Apesar da alteração das tarifas já estar prevista no decreto-lei 58/2008, que entrou em vigor em Março de 2008, e ser apenas exigido, em termos legais, que a CP comunique os aumentos ao Instituto da Mobilidade, considero que existiu uma lacuna grave na comunicação pública de tal medida, perfeitamente evitável.

As empresas modernas que ambicionam vencer e continuar a evoluir não podem ficar apenas no patamar do que é exigido. Se quiserem salvaguardar o futuro terão de ir mais além. Não poderão continuar a ter uma atitude autoritária perante os seus públicos. Estes merecem mais respeito, pois as empresas só existem porque obtêm receitas provenientes dos seus clientes que escolhem a empresa A em detrimento de empresa B. É bom que todos estejamos conscientes de tal panorama. Nem mesmo a CP está totalmente resguardada.

As empresas não podem falar com os seus clientes só quando desejam ou necessitam de vender mais um fantástico produto/serviço. O encobrir ou evitar comunicar medidas menos favoráveis torna-se mais penoso para a empresa quando tal facto é realmente conhecido. O caso que vos trouxe hoje aqui é um claro exemplo disto mesmo, pois desde sexta-feira são diversos os artigos e comentários negativos publicados.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Os novos canais de comunicação: uma questão de eficácia

Um estudo recente mundial revelou que cerca de $428 biliões de rendimentos da indústria da publicidade atingidos em 2006 foram provenientes de mensagens que ou atingiram a audiência errada ou não atingiram mesmo ninguém (The Economist). Popups, popovers, popunders, outdoors, TV, rádio e imprensa são cada vez mais spam, spam, spam!

É notório que os consumidores actuais procuram informação e não publicidade. Tal pode ser concretizado através de:
- Relações Públicas e reputação empresarial;
- Advertainment;
- Process-Based Marketing Management;
- Tryvertising;
- Sustainable and social marketing;
- Narrowcasting e Podcastings;
- Time-shift box, TIVO

As mensagens abandonaram os canais das massas, utilizando a multimédia interactiva. Deixaram de ser intrusivas e de monólogo para mensagens-convite e de comunicação participativa. Os conteúdos explícitos anteriormente utilizados deram agora lugar a mensagens de carácter mais interiorizado no produto e no serviço.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lóbi

Imaginem ser um português a afirmar que está a fazer lóbi... Lá teríamos que "apanhar" com os falsos moralistas.


Champions: ECA está a fazer lóbi em defesa do FC Porto

A Associação Europeia de Clubes está a fazer lóbi a favor do FC Porto, junto da UEFA, no processo que levou a entidade que superintende o futebol europeu a punir o tricampeões nacionais com um ano de afastamento da Liga dos Campeões, devido à condenação do clube azul-e-branco, na sequência do processo Apito Final.

A confirmação da ajuda prestada pela Associação Europeia de Clubes, inclusive através da intervenção pessoal do responsável máximo, o alemão Karl-Heinz Rummenigge, também presidente do Bayern Munique, foi dada, ao Jornal de Notícias desta sexta-feira, pelo porta-voz da associação, o espanhol Raul Sanllehí, dos quadros do Barcelona, outro dos clubes que está, transitoriamente, à frente do organismo nascido do G-14.
«Estamos a acompanhar a situação a par e passo, desde o início, e entendemos que a decisão da UEFA não tem justificação», sublinhou Raul Sanllehí, sustentando que o objectivo é «fazer lóbi» a favor dos tricampeões nacionais. «Os factos ainda não estão provados, pois o caso não transitou em julgado», lembrou o mesmo responsável.

De recordar que o aparecimento do G-14, entidade que agrupava uma boa parte dos clubes do top europeu, incluindo o F. C. Porto, se deveu, precisamente, à necessidade de afrontar a UEFA e cuidar dos interesses das equipas, em contraponto com várias das teses apresentadas pela estrutura sediada em Nyon.