quarta-feira, 3 de novembro de 2010

RP Memória

Há precisamente um ano foi assim...




Foi um ano fantástico em que tive a oportunidade de conhecer pessoas enriquecedoras em diversos locais do país (e mais virão já no próximo mês e 2011). A todos, o meu muito obrigado!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A banca e as novas tecnologias (1ª Parte)



O conservadorismo é ainda a nota principal na relação dos bancos com os seus clientes. Por exemplo no campo das novas tecnologias, que têm ajudado muitas marcas a aproximarem-se dos seus stakeholders, existe ainda um longo caminho a percorrer pela banca. A preocupação não tem ido além do desenvolvimento de websites simpáticos, funcionais e seguros para os seus clientes. A segurança é mesmo o factor que mais inibe as instituições bancárias.

Desde sempre que os bancos têm uma preocupação enorme com a segurança, o que faz com que evitem sistemas abertos que não possam controlar na totalidade. Contudo, no paradigma actual as novas tecnologias, onde se incluem não só as redes sociais como aplicações específicas para dispositivos móveis, constituem plataformas de excelência para a promoção de serviços e produtos junto do público. Com a implementação destas funcionalidades, a banca tornar-se-ia menos fria, mais sexy e principalmente mais próxima e útil para as pessoas.

As marcas devem colocar o foco na criação de instrumentos que facilitem verdadeiramente a vida aos seus clientes. Não basta realizar gigantescas campanhas de publicidade que remetem para websites com uma excelente imagem mas que pouco ou nada dizem a quem os visita. A essência deverá permanecer no pioneirismo e adequabilidade da solução desenvolvida, cujo segredo passa quase sempre pela integração de conteúdos em tecnologia inovadora.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Investigação


A Carolina Enes, aluna do mestrado em gestão estratégica das relações públicas na ESCS, está a estudar a percepção que os jornalistas e RP's têm da sua própria profissão e da profissão do outro. O trabalho só poderá ficará concluído com a resposta a um simples inquérito disponível aqui. Vamos lá participar. É totalmente gratuito! Algo cada vez mais difícil de encontrar nos tempos que correm.

Ficamos todos a aguardar as conclusões, principalmente o que os jornalistas dizem dos profissionais de comunicação. Aposto que esta parte terá linguagem menos própria!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ministro das Finanças em novela da noite


Acredite que não é ficção. Na Tailândia, o ministro das Finanças vai ter um papel na novela da noite com maior audiência. Através de um plano do Governo que pretende estimular a amortização de empréstimos, Korn Chatikavanji irá ajudar o protagonista de "Wanida" a liquidar as dívidas que tem.

Será que a próxima novela da TVI ainda tem lugar para o nosso ministro Teixeira dos Santos?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os tempos actuais do nosso ensino


Ainda a propósito deste grave episódio, reitero uma vez mais que existem fortes lacunas ao nível do ensino em Portugal. Comunicação e Relações Públicas não são excepção. Multiplicam-se os cursos e as formações com pouca ou mesmo nenhuma qualidade. Por isso é que algumas delas nem sequer começam e outras quase não têm alunos.

Sabemos, como em todas as áreas, que existem bons e maus profissionais. Recordo pela positiva e com saudade os simpáticos tempos da Escola Superior de Comunicação Social e as aulas de professores que me ensinaram muito. António Marques Mendes, José Viegas Soares e Maria Duarte Bello são alguns dos que mais me marcaram. Pelo domínio do conhecimento teórico mas também prático. Pelo entusiasmo e paixão com que ensinavam. Pela exigência e rigor. Pela facilidade no trato e disponibilidade para os alunos. Pela inteligência e humildade.

E é basicamente tudo isto que infelizmente, por uma razão ou outra, escasseia no nosso ensino, tornando-o cada vez mais medíocre.

Profissionais de Relações Públicas = Mulheres da Vida Pública



O José Caria, do blogue Be Aware of the Dog, alertou-me, e bem, para uma situação inadmissível que ofende todos os que andam nesta vida... profissional de Relações Públicas. Vejam aqui a ignorância que anda por aí à solta.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Financial Times - O poder dos conteúdos

Desde o passado mês de Setembro que o jornal económico Financial Times decidiu introduzir no seu caderno de Emprego semanal três páginas de conteúdos editoriais. Agora para além dos habituais anúncios de emprego, os leitores têm a oportunidade de ler artigos e entrevistas dentro desta temática. A estratégia do jornal passa por prolongar o tempo de leitura neste suplemento e captar novos leitores para o jornal. Uma vez mais fica demonstrado o poder dos conteúdos em detrimento da publicidade tradicional.

sábado, 9 de outubro de 2010

Mais uma farpa nas agências de comunicação




Esta notícia do DN é mais um contributo para denegrir a já frágil imagem das agências de comunicação. Facto de imediato aproveitado pelos nossos representantes na Assembleia da República (ver aqui notícia do Público).

É engraçado que um partido político, neste caso o PSD, que contratou, contrata e continuará a contratar os serviços de profissionais e agências de comunicação, venha agora indignar-se publicamente contra o acordo do Governo com a Kreab Gavin Anderson (KGA) para a defesa da imagem do país nos mercados financeiros internacionais.

De acordo com o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, o contrato agora celebrado com a KGA ronda os 330 mil euros, que não sua opinião é um montante elevado. Para o comum dos mortais, que nunca ouviu falar de uma agência de comunicação e muito menos sabe o que fazem, é lógico que este acordo representa mais um assalto à carteira dos portugueses. É legítimo que a esmagadora dos portugueses pense desta forma. O que não se pode aceitar é que este desconhecimento seja usado como arma política numa demagogia arrepiante.

Será que o senhor deputado já consideraria um melhor investimento se o dinheiro fosse gasto numa festa rija com o Tony Carreira e suas “muchachas”, couratos e entremeadas à descrição, vinho tinto de colheita seleccionada e uma bela sessão de fogo-de-artifício?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Croquete venenoso



A propósito deste post do Rui Calafate no It's PR Stupid atrevo-me a ser ainda mais polémico: "As RP geram vendas. Não se deixe enganar pelos discursos dos publicitários" (título do capítulo 7 do meu livro Relações Públicas Sem Croquete).

Para um publicitário brilhar apenas é necessário dinheiro. Para um RP brilhar é necessário talento!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Air France escolhe salões de beleza para comunicar




A companhia aérea Air France associou-se no Reino Unido aos salões de beleza TonyGuy para reforçar o seu posicionamento “viagens com estilo”. Ver aqui notícia da Marketeer.

Não tenho dúvidas do sucesso desta campanha de comunicação. São espaços excelentes onde as marcas conseguem de facto impactar o target. Falo por experiência própria.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Egoísta no Jornal de Negócios


Bom trabalho da jornalista Ana Torres Pereira (Jornal de Negócios) sobre a revista Egoísta.

“A Egoísta tem mais prémios – nacionais e internacionais – do que o número das suas edições. Tanto a editora, Patrícia Reis, como eu, somos criaturas angustiadas pela ânsia da inovação e, como tal, condenadas à pena da insatisfação permanente. Padecemos da convicção de que a perfeição não existe e que, para dela nos avizinharmos, a cada etapa vencida, logo sucede uma nova fasquia de ambição”.

Mário Assis Ferreira, director da Egoísta
Jornal de Negócios - 20.09.10

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Reflexão


Para reflectir:

"Se eu voltasse ao liceu, concentrar-me-ia em duas áreas: aprender a escrever bem e a falar perante um público. Nada na vida é mais importante do que a capacidade de comunicar eficazmente".

Gerald Ford

domingo, 12 de setembro de 2010

A receita da rentrée

Depois das bolas de berlim, os croquetes estão de volta!

Eis a receita para um ano repleto de êxitos:

Atitude
Energia
Inovação
Dinâmica
Iniciativa
Criatividade
Pragmatismo
Disponibilidade
Trabalho, trabalho e trabalho!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

What a surprise!


"Quase 90 por cento das pessoas dispensam anúncios" - consultar aqui notícia de hoje do Diário Económico.

Quantos mais estudos serão necessários? Será que ainda subsistem dúvidas? Quem ainda não viu esta realidade?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Relação consumidor - marca (breve reflexão)

Hoje em dia as marcas dão um falso poder aos consumidores. Mais do que interagir ou trabalhar com ele, necessitam de o colocar dentro da organização. Darem a responsabilidade de serem parte integrante das empresas e produtos não só num plano operacional, como principalmente ao nível estratégico. Tudo o que não passe por aqui é uma falsa e ilusória participação activa do consumidor na vida de uma marca. Espero que as marcas despertem para esta realidade antes dos seus consumidores.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Audiências em baixo

Já tinha alertado aqui em 2008 para o problema das audiências. Parece que esta é uma situação cada vez mais difícil de ignorar. Ver aqui notícia referente à recente posição da TVI sobre o assunto.

domingo, 8 de agosto de 2010

Hoje sou eu o croquete!



Parabéns, Relações Públicas Sem Croquete!

Chamo-me Ana Cunha, tenho 21 anos e sou uma recém-licenciada.
Quando fui para a universidade entrei a medo e só sabia que, talvez, Ciências da Comunicação fosse uma boa opção. Hoje em dia, gosto de pensar que tomei a decisão certa ao optar pela especialização em Relações Públicas, independentemente da dificuldade de alguns em perceber exactamente o que andei a fazer ou para que serve ao certo esta minha licenciatura.

Chamo-me Marta Eusébio Barbosa, tenho 20 anos e sou uma recém-licenciada.
Queria ser jornalista. Candidatei-me à universidade para ser jornalista. Três anos depois, sou licenciada em Relações Públicas e Publicidade e já não imagino ser outra coisa e por muito que nos digam as mais literais barbaridades sobre a profissão que poucos reconhecem, esta área é um campo de vastíssimo e eterno cultivo. É a área do mais.

A verdade é que o profissional de Relações Públicas tem que ser um pouco omnisciente, um pouco omnipresente, uma espécie de espírito santo empresarial e institucional, capaz de, em torno de si, estruturar uma realidade voltada para o sucesso. 'Somos' (gostamos de nos sentir dentro do sistema, faz bem ao ego) visionários conscientes, temos que o ser.

Somos gente séria, senhores!

Não somos olheiros, nem captadores de modelos para encher discotecas. Somos estrategas. Somos pensadores que têm que, com um certo refinamento, bom gosto mesmo (coisa a que poucos estão habituados), pôr motores empresariais a mexer, evitar erros protocolares, criar iniciativas, mostrar potencialidades, gerir comunicação (e empresários que não a sabem gerir) e, ainda, no meio desta roda viva, afirmarmo-nos enquanto profissão. Uma luta contínua, quase uma forma de vida em resistência. Por isso é que os desafios nos são tão saborosos: sabem a esforço, sabem a mérito.

Este espaço, é, sem qualquer sombra de dúvida, um excelente momento de desmistificação dos profissionais da comunicação estratégica, dos responsáveis pela comunicação institucional, dos gestores de imagem e reputação, assessores, enfim, de todos aqueles que têm, muitas vezes que camuflar o facto de serem Relações Públicas em virtude da ignorância do povo que imediatamente aplica um rótulo de futilidade à pessoa.

E foi por isso que, indicadas pela nossa grande professora, e formadora, de Relações Públicas, Teresa Ruão, começamos a ler o blog, depois a ler o livro, depois a devorar o blog, depois a devorar o livro, e, por fim, a criar o clube de fãs do Relações Públicas Sem Croquete. E é com todo o orgulho que o fazemos, por ser uma fonte complementar e importantíssima para o nosso conhecimento do mundo real desta área do mais.

É de pé que aplaudimos uma iniciativa que hoje comemora 5 anos. E solenemente fazemos uma vénia, cheia de todo o protocolo e de toda a reverência. Não somos a brigada do croquete. Mas somos capazes de fazer com que o croquete se torne bonito.

Terminámos, assim, esta nossa pequena (e muito honrosa ) intervenção com uma das expressões de Renato Póvoas, a quem agradecemos o “convite”, e que é também uma filosofia de vida, mote para a luta constante pela legitimização da profissão:

“Sonhar. Inovar. Não ter medo de fracassar.”

5 anos de Relações Públicas Sem Croquete


Um muito obrigado a todos os que nos últimos anos têm acompanhado e contribuído para o crescimento deste espaço. É de facto já uma vasta comunidade, fundamental para a mudança da percepção global das Relações Públicas em Portugal. Continuem a participar neste diálogo aberto a todos. Comentários e sugestões serão sempre bem-vindos.

Como reflexo deste espírito colocarei, já de seguida, um texto que solicitei para esta ocasião especial às fundadoras do Clube de Fãs do Relações Públicas Sem Croquete. O palco agora é da Ana Cunha e da Marta Barbosa.

sábado, 7 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Publicidade: Tempo volta para trás


O espaço de ontem das Entrevistas de Verão do jornal Diário Económico foi dedicado à Publicidade. Vera Nobre da Costa, antiga presidente da Young & Rubicam e Pedro Pina, presidente da McCann, foram os entrevistados. Perante o que ali foi dito, deixo este apontamento musical do saudoso Tony de Matos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Inovação


Para muita gente criatividade e inovação é a mesmíssima coisa. Outros até sabem que são coisas distintas mas não conseguem apontar as principais diferenças. Uma vez que no post anterior escrevi sobre criatividade, começo então este, onde abordarei a inovação, explicando a essência de cada um.

Na minha perspectiva criatividade traduz-se em pensar algo novo, de que não há registo até então. São ideias novas ou que combinam de forma única. Já a inovação é o agarrar nestas ideias e transformá-las em produtos, serviços ou práticas que acrescentem valor ao existente (mais eficientes, melhor performance, mais económicas, etc).

Considero que a inovação é componente imprescindível para a modernização e sucesso de toda a actividade económica. A inovação é o elemento mais diferenciador e desequilibrador e o verdadeiro garante da competitividade de uma organização numa conjuntura global e altamente concorrencial. Independentemente do sector é esta a realidade, estejamos nós a falar de Comunicação ou não. Trata-se de algo transversal a toda a economia.

Desta forma, todas as empresas podem e devem inovar, procurando estar um passo à frente da sua concorrência e não do seu tempo. Sublinho: da sua concorrência, não do seu tempo. Quem apresenta soluções demasiado prematuras, arrisca-se que estas não obtenham sucesso. O desafio está em satisfazer necessidades ainda não satisfeitas ou criar novas necessidades. Este é o ponto fulcral em toda a temática da inovação empresarial.

À partida poderemos pensar que tudo está inventado ou que já não existe mais espaço para inovar. Errado! Nunca como agora este campo esteve tão fértil. Nunca como agora os seus clientes estiveram tão receptivos para receber propostas inovadoras. As oportunidades existem, basta estarmos informados e atentos ao que nos rodeia. E não somente na nossa área de actuação, pois é fundamental ter uma visão abrangente. Por isso se quer evitar cair num estado doentio de estagnação profunda ou até mesmo de declínio não hesite em inovar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Criatividade



Nos últimos tempos parece que virou moda falar de criatividade. Ela é referida por toda a gente, incluindo o Presidente da República, nas mais diversas áreas. São inúmeras as definições existentes mas o grande problema não é o entendimento que cada um de nós tem sobre o que é ou como a criatividade pode ser útil nas nossas vidas. O grande problema é a sua aplicabilidade. Como em muitas outras matérias apregoamos muito e agimos pouco.

Por norma a nossa sociedade não estimula o comportamento exploratório com base na tentativa e erro. Desde pequenos que somos formatados a agir de acordo com padrões rígidos há muito criados sob pena de sermos alvo de uma punição mais ou menos gravosa consoante a suposta infracção. Salvo raras excepções somos um povo conservador e pouco dado ao risco e mudança. Não nos iludamos. Esta mentalidade só mudará daqui a uma ou mesmo duas gerações. Receio que nessa altura seja já demasiado tarde para que nos consigamos impor como país perante uma conjuntura internacional fortemente concorrencial.

Necessitamos definitivamente de enterrar velhas ideias e não ter receio de abrir a porta que dá acesso ao mundo. Temos tantas ou mais capacidades do que os outros que chegam ao nosso país provenientes de Espanha, EUA ou China. Falta-nos apenas auto-estima e atitude para materializar as ideias e os projectos que fervilham nas nossas cabeças mas que, para mal dos nossos pecados, muitas vezes ficam apenas por aqui. Por isso digo: criem, inovem, façam acontecer e sejam felizes!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Análise de Miguel Coutinho no Diário Económico

Miguel Coutinho na sua "Face Visível" no Diário Económico (confesso que aprecio bastante este seu espaço diário), referiu ontem, a propósito de uma tertúlia da EGE - Atlantic Business School, que "uma escola de negócios não se pode limitar a ensinar modelos e teorias, devendo também ajudar a pensar e a especular. O futuro está no que conhecemos e vivemos mas também naquilo que, por vezes, não ousamos pensar".

Estas suas palavras vai ao encontro deste meu post.

É pena que alguns (muitos) ainda não tenham interiorizado esta nova realidade.

domingo, 18 de julho de 2010

Mais acção e menos associações



Este post surge em jeito de comentário a esta nota lançada pelo Telmo Carrapa que já foi abordada, embora de forma ligeira, pelo Rodrigo Saraiva e Rui Calafate aqui e ali respectivamente.

Vejo sempre com bons olhos todas as acções que contribuam para o reconhecimento e valorização do sector das Relações Públicas em Portugal. Como sabem estou igualmente disponível para arregaçar as mangas e transformar meras conversas e ideias abstractas em iniciativas reais. Foi com esse propósito que me empenhei num conjunto de projectos, como são exemplo este blog (que completa o 5º aniversário já no próximo mês), o livro Relações Públicas Sem Croquete ou a própria Petição. É por isso também que aplaudo acções como o PR After Work que surgem através de profissionais independentes e que fazem mais pelo sector do que grande parte dos movimentos associativos em muitos anos. O sucesso destas iniciativas demonstram que a vontade, o querer e o agir desinteressadamente pelo sector é valorizado e reconhecido por quem nele actua, sobrepondo-se à inércia e letargia de quem ocupa muitas das vezes lugares de destaque em instituições apenas pela projecção pública que esses cargos lhes confere.

Tal como tive oportunidade de referir no meu livro, um dos desafios para a área das RP é o reconhecimento da importância desta disciplina no contexto empresarial e a união dos seus profissionais. Mantenho o que disse na altura: “Muitos dos intervenientes só se fazem ouvir quando criticam os seus mais directos concorrentes. Outros têm uma atitude individualista, focando-se apenas nos lucros das suas empresas e pouco, ou mesmo nada, no crescimento deste mercado. Seria importante que as diversas associações existentes em Portugal se unissem em torno de uma campanha nacional de valorização da profissão de relações públicas. Tal iniciativa estimularia um diálogo profícuo entre empresas, profissionais e estudantes, promovendo em simultâneo a afirmação de uma área que na maior parte das situações é difamada e menosprezada em plena praça pública”.

Acredito por isso que a solução para a nossa maleita seja maior dinamismo e acções concertadas entre todos e menos gente a olhar exclusivamente para o seu pequeno, e por vezes mal cuidado, quintal.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Gestão de crise nas redes sociais


Como é sabido o Millennium BCP não tem tido uma vida fácil nos últimos tempos (largos meses) em termos de imagem e reputação. O último capítulo foi o boato que chegou aos telemóveis e caixas de email de inúmeras pessoas dando conta das dificuldades financeiras do banco. Verdade ou mentira, o que é certo é que a mensagem passou para as redes sociais e propagou-se de forma fulminante em blogues e Facebook.

Dado não trabalhar a comunicação do Millennium BCP nem ser cliente do banco, confesso que vejo este episódio como algo positivo para o mercado da Comunicação em Portugal, nomeadamente ao nível do Digital PR. Como referia ontem Francisco Ferreira da Silva na sua coluna de opinião no Diário Económico, "Para já fica, uma vez mais demonstrado, para o bem e para o mal, o poder das redes sociais".

Aproveito este assunto para deixar aqui as principais guidelines em matéria de gestão de crise na esfera digital:

» Analisar as fontes;

» Analisar os conteúdos;

» Actuar com verdade;

» Disseminar o seu ponto de vista sobre o assunto;

» Monitorizar constantemente com ferramentas e programas adequados.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desabafo



Esta semana um aluno universitário de Comunicação escreveu-me a lamentar o facto da esmagadora maioria dos seus professores serem simplesmente académicos sem qualquer (entenda-se pouca) prática profissional. Tive de concordar. É de facto uma realidade.

Na minha perspectiva falta:
- Conhecimento da realidade no terreno;
- Abertura para a sociedade civil e meio empresarial;
- Gestão universitária à séria;
- Espírito liberal;
- Pensamento out of the box;
- Cruzar a Comunicação com outras áreas (Empreendedorismo, Inovação, Ciência, Tecnologia,…);
- Mente aberta e capacidade para relacionar vários conhecimentos independentes;
- Desejo e ambição para mudar.

sábado, 3 de julho de 2010

As consultoras de Relações Públicas devem ser os drivers das marcas




Quais as razões?
- Estamos na Era dos conteúdos relevantes. Esta é a “praia” dos RP
- Possuem profissionais mais multifacetados
- Possuem profissionais com uma visão mais larga da Comunicação
- Sabem colocar as marcas a interagir na perfeição com os seus clientes
- Dominam as técnicas para activar as premissas de buzz impact
- Dão credibilidade às marcas

Estão as consultoras de RP preparadas neste momento para isto?
Não.

Porquê?
Falta-lhes:
- Pensamento estratégico. Necessitam de mais estrategas e menos jornalistas
- Proactividade
- Desejo de inovar
- Arrogância (em dose moderada)
- Projecção pública
- Auto-estima
- Ambição em assumir esta “responsabilidade”

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Prémios APCE


O PiaR, através do seu "repórter" Rodrigo Saraiva, acompanhou ontem in loco a Gala do Grande Prémio APCE 2010. Fique aqui a par do que de mais importante se passou.

Notas pessoais:

- Parabéns ao João Duarte da YoungNetwork pelo Prémio Blog de Comunicação (Do Fundo da Comunicação);

- "Código de Conduta do Gestor de Comunicação Organizacional e Relações Públicas" - É de facto uma prioridade tal como referi no meu livro "Relações Públicas Sem Croquete";

- Um abraço ao Professor José Viegas Soares, Pres. do Júri e profissional que respeito e admiro bastante. Tive a sorte de ser seu aluno na ESCS.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Passatempo Relações Públicas Sem Croquete



Se fosse o responsável de Comunicação pela marca Portugal que projecto de RP implementaria para projectar o país no exterior?

A melhor sugestão recebida no meu email (renatopovoas@hotmail.com) até dia 4 de Julho levará para casa um exemplar do (valioso) livro Relações Públicas Sem Croquete.


domingo, 13 de junho de 2010

Vuvuzelas? Não obrigado!!!


As vuvuzelas andam na boca do mundo. Nos últimos tempos o som desta corneta tem ecoado nos mais diversos locais. Quantos de nós não foi já surpreendido por um sopro inesperado? Aparentemente estas poderiam ser boas notícias para a Galp que utilizou a vuvuzela como elemento central de toda a sua campanha de comunicação de apoio à Selecção no Mundial. No entanto, a ola favorável que se pretendia em torno da marca arrisca-se cada vez mais a ser um coro de críticas com evidentes efeitos negativos para a imagem da empresa.

A polémica em Portugal e lá fora tem sido muita em torno da vuvuzela. Por exemplo no Facebook foi criada uma página como o nome “Galp! Ponham a vuvuzela no recto!”. Surgiram também notícias dando conta dos efeitos prejudiciais que o som da corneta tem ao nível da audição não só das pessoas que estão nos estádios como das que se encontram em casa a ver os jogos pela televisão. Existem já canais de televisão que recorrem à locução tradicional para omitirem o som das vuvuzelas. Até Cristiano Ronaldo hoje em conferência de imprensa se referiu à polémica corneta: «Mas há algum jogador que goste? Acho que todos ficam irritados. Os comentários que ouço só dizem mal das vuvuzelas». Nas últimas horas um dos responsáveis pelo Campeonato do Mundo disse publicamente que, perante as inúmeras queixas, está a ser equacionada a proibição de vuvuzelas nos estádios.

Por todos estes episódios a Galp vê assim manchada a sua campanha de comunicação relativa ao Mundial. Ao contrário de outros anos onde conseguiu unir os portugueses em torno de hinos de apoio à Selecção (elogie-se o facto das mensagens da petrolífera se unirem na perfeição ao tema do Futebol e aos desejos dos adeptos) a estratégia para a presente competição não foi claramente a mais acertada. É caso para se dizer que a Galp sai do estádio copiosamente goleada e debaixo de um forte coro de assobios por parte dos adeptos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A importância dos conteúdos


Através do PiaR tomei conhecimento desta entrevista do Richard Sambrook da Edelman ao The Independent onde entre outras coisas refere que as marcas têm de falar directamente com os seus consumidores através de conteúdos interessantes e não puramente comerciais. Recordo aqui o que escrevi num dos capítulos do meu livro Relações Públicas Sem Croquete dedicado às tendências para o sector:

Comunicação directa com o consumidor
Com a proliferação dos meios digitais as marcas vêem aumentadas as suas possibilidades de aproximação aos consumidores. Caminhamos assim a passos largos para uma comunicação mais directa entre empresas e consumidores, com menos intermediários e filtros. Os jornalistas e os meios de comunicação continuarão a desempenhar um importante papel enquanto formadores de opinião, no entanto já não de forma tão decisiva ou primordial. Esta nova realidade exigirá que as marcas saibam adaptar a sua linguagem a este novo canal em tudo diferente ao que estavam habituadas a fazer até aqui.

O poder dos conteúdos informativos
O consumidor é seduzido por conteúdos informativos e não comerciais. Estes últimos não estimulam, não são sexy’s, não satisfazem qualquer tipo de necessidade. Apenas funcionam como repelente, diminuindo drasticamente a taxa de sucesso do contacto por parte da marca. Adopte um comportamento não intrusivo, em que o consumidor procura a marca de forma declarada e não o contrário. Com esta mentalidade empresarial constatará que irá estimular indirectamente por parte do público a produção de conteúdos positivos sobre as suas marcas.

domingo, 30 de maio de 2010

Associação de Relações Públicas de Portugal

Para o reconhecimento oficial das Relações Públicas defendo que é fundamental existir associações activas com uma forte capacidade de mobilização. Nos últimos tempos a Associação de Relações Públicas de Portugal (ARPP) tem dado sinais de querer afimar-se como uma voz activa na defesa da profissão e do sector. Ainda bem que assim é!

Poderão encontrar aqui a página de Facebook da ARPP.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Um novo Ministério para o Marketing?


Num momento em que todos percebemos que as empresas nacionais não podem ficar limitadas somente ao nosso território, a criatividade e a inovação são frequentemente referidas como sendo factores-chave para o sucesso da internacionalização dos negócios. Infelizmente fala-se muito, mas implementa-se pouco.

Pelo parco conhecimento em marketing dos gestores das pequenas e médias empresas portuguesas, que constituem 90 por cento do tecido empresarial do nosso país, a aposta nesta disciplina é feita ainda de uma forma muito tímida. Os tempos actuais deveriam encorajar os decisores a criar valor para as suas empresas através de estratégias de marketing bem pensadas e fortemente alicerçadas. Contudo, o habitual conservadorismo e pessimismo do típico gestor nacional fazem com que o marketing nunca seja uma prioridade na estratégia de crescimento da empresa. Uma questão de ADN ou de mentalidade que necessita de ser rapidamente alterada.

Os decisores devem olhar para as suas empresas de forma profissional e desapaixonada, agindo com base em pressupostos racionais e não em meros feelings. As empresas são hoje marcas cuja performance é fortemente influenciada pela forma como comunicam com os seus diversos stakeholders. O marketing e a comunicação têm assim de ocupar um lugar de destaque na administração das empresas com pessoas válidas e realmente conhecedoras do trabalho que realizam, explorando no limite as ferramentas que dispõem.

É por tudo isto que refiro que o Governo português deveria criar o Ministério para o Marketing. Aqui estariam reunidos um conjunto de profissionais de inquestionável qualidade cujos objectivos passariam por desenvolver a marca Portugal e auxiliar PME’s nacionais no campo do marketing. Acredito que este seria um contributo válido não só para resolver os muitos problemas actuais das empresas portuguesas como enfrentar os grandes desafios futuros de uma sociedade dinâmica e globalizada.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

És RP? Estás convocado!

Através do PiaR Events o Relações Públicas Rodrigo Saraiva (um adepto ferveroso do croquete) lançou aqui o convite para um encontro after work de profissionais da área. A adessão foi imediata. Ver aqui data e local. Espero marcar presença para beber... ou melhor conviver com outros colegas RP's.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

XVII Encontro de RP - ISMAI

Foi com um enorme prazer que aceitei o simpático convite do Prof. Abílio da Fonseca, um dos profissionais com maior história na área das RP em Portugal, para participar no XVII Encontro de Relações Públicas do ISMAI no próximo dia 20 de Maio. Lá estarei para falar sobre "A Criatividade nas RP".

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Portugal espera estabilidade nas RP - Marketeer


A revista Marketeer dá aqui eco ao estudo da ICCO referindo que Portugal espera estabilidade nas RP. Eu penso que quem actua na área não concordará com esta conclusão. Conjecturo:
- Crescimento do sector (volume de facturação);
- Valorização da profissão junto dos quadros superiores das empresas;
- Mais e melhores profisionais de RP;
- Maior criatividade dos trabalhos implementados;
- Selecção natural de empresas (profissionais e amadores).


RP crescem 8% em Portugal (Estudo ICCO)


Ver aqui notícia de hoje da Meios & Publicidade.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sector vitivinícola: potenciar as vendas através da internet


No âmbito da conferência Wine Marketing, promovida pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM), Evelyn Resnick, autora do libro “Wine Brands”, salientou a importância da internet e das redes sociais na promoção das marcas.

O vinho tem hoje novos consumidores (mulheres, países emergentes e jovens adultos) que devem ser impactados pelas empresas vitivinícolas através das novas tecnologias. Para além da elevada utilização da web, valorizam bastante os sites e blogues nesta área. Por outro lado, apesar da conjuntura económica, o consumo de vinho tem crescido consecutivamente em diversos países do mundo como é o caso dos Estados Unidos da América.

Segundo Evelyn, os produtores de vinho devem marcar presença em comunidades na internet, criar blogues, enviar emails e vender na internet. As estratégias de email marketing devem ser criativas e diferenciadas, tendo os novos consumidores como principal target. Já a criação de blogues sobre a temática devem ser bem estruturados e não excessivamente comerciais, pois assim perderão o seu principal valor: credibilidade.

sábado, 1 de maio de 2010

Sr. Marketeer convença-se: hoje quem manda são os consumidores!

Com a actual crise económica as empresas têm de uma vez por todas mudar a forma como se relacionam com os seus consumidores. Terão de estar ao lado destes, de forma clara e transparente. Auxiliá-los a ultrapassar a crise e não simplesmente a empurrar os seus produtos. O paradigma do sistema económico de hoje é definido e coordenado pelo consumidor, não pelas empresas.


As empresas têm de praticar um marketing verdadeiro e falar verdade com os seus diferentes públicos. Por outro lado terão de antecipar o futuro e não esperar tranquilamente que este venha para que se possam adaptar. Nesse momento correm o risco de já ser demasiado tarde. Os produtos são cada vez menos vendidos a alguém para passarem a ser comprados por alguém.

As marcas têm de cumprir as promessas que fazem. Não basta dizer que são diferentes das suas vizinhas do linear do supermercado, quando depois de testadas tal vem a comprovar-se que não é bem assim. O consumidor sente-se enganado e revoltado. Não pode ser tratado como estúpido, pois claramente não o é, ao contrário do que muitas marcas infelizmente ainda pensam.

As estratégias de marketing das empresas têm de se adaptar aos tempos actuais, olhando para o consumidor como um ser humano que tem as suas dificuldades (hoje mais do que nunca), e que necessita de ser ajudado. Se estiver com ele hoje de forma desinteressada, amanhã ele irá reconhecer isso e jamais o abandonará.

domingo, 25 de abril de 2010

Quem ganhou com o 25 de Abril de 2010?

A sessão de hoje na Assembleia da República para assinalar a comemoração do XXXVI aniversário do 25 de Abril foi tudo menos tradicional.

O Presidente da República apostou num discurso executivo e muito mais objectivo do que é normal. Lançou duas propostas concretas que poderão ajudar o país a sair da crise: rentabilização da nossa posição geográfica junto ao mar e a aposta nas indústrias criativas. Considero a última fundamental. Os pilares do conhecimento, inovação e diferenciação são cruciais para revitalizar a economia e o tecido empresarial português numa perspectiva global.

Mas a grande surpresa da manhã foi mesmo o discurso de Aguiar-Branco do PSD num registo muito mais à esquerda do que é normal, criticando os habituais preconceitos ideológicos. Um discurso de clara rotura com a anterior direcção do PSD e que demonstra um partido mais próximo e preocupado com os verdadeiros problemas do cidadão comum.

Uma coisa é certa, numa efeméride onde normalmente a esquerda é a estrela do dia, foi a direita que marcou pontos junto do eleitorado.

domingo, 18 de abril de 2010

Clube de Fãs do Relações Públicas Sem Croquete

Depois da enorme perplexidade que me deixou de boca aberta, soltei uma valente gargalhada. Numa iniciativa certamente tresloucada da Ana Cunha e Marta Eusébio Barbosa, estudantes de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, que eu não conheço (ainda) pessoalmente, está criado no Facebook o Clube de Fãs do blog/livro Relações Públicas Sem Croquete. Em 48 horas já se registam 35 membros!

O meu muito obrigado às mentoras e criadoras do projecto. Agora apenas fico à espera de um convite para ir ao norte beber um copo com todos!

Depois disto apenas ambiciono ter uma estátua ou o nome de uma rua!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Para reflectir

Stephan Morais, o representante português no World Economic Forum (WEF), deu esta semana uma entrevista bem interessante ao jornal Expresso. Deixo aqui algumas das suas declarações nas quais me revejo a 100%:

» Há falta de ambição no país;

» Muitas vezes, os cidadãos, as empresas e os governos resignam-se à nossa pequenez e ao facto de estarmos na cauda da Europa;

» Portugal não resolve o problema económico a médio prazo atirando dinheiro para cima das grandes obras públicas. A solução passa pela redução do peso do Estado;

» Não é importante passar muitas horas no trabalho, mas sim ser eficiente.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Prémio Associação Brasileira de Relações Públicas

Fui contactado directamente pela Associação Brasileira de Relações Públicas no sentido de divulgar o Prémio ABRP 2010. Como este blog é lido por inúmeros estudante e profissionais do outro lado do Atlântico aqui fica a nota.