quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

10 razões para o insucesso das campanhas eleitorais



Os candidatos…

- Não estabelecem ligações com as pessoas;


- Estão direccionados para atacar quase exclusivamente os seus concorrentes;

- São egocêntricos. Veja-se o exemplo do Fernando Nobre num recente debate televisivo: “ O Sr. Francisco Lopes já viu alguma criança a correr atrás de uma galinha por causa de um bocadinho de pão que levava no bico?”. Foi obviamente ridicularizado;

- Não se identificam com as pessoas nem se relacionam com elas de forma directa para aumentar a sua influência;

- Não valorizam nem respeitam os eleitores;

- Não escutam verdadeiramente as pessoas. Assistimos somente a um falso escutar. Pedem-se opiniões que na verdade não têm qualquer consequência;

- Discursos pouco autênticos;

- Falta de verdade e transparência;

- Preferem focar-se em si próprios do que nos outros;

- Muito conservadores. Não introduzem momentos especiais.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Portugal vs Brasil



Sempre atento, o Rodrigo Saraiva destaca bem esta investigação para a qual tive a oportunidade de colaborar.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Desculpe... não percebi



Aproveitando a boleia do Telmo Carrapa e do seu "Comunicações ou Não", um espaço que visito regularmente e que aconselho, duas notícias que deveriam ir para a secção "E esta, hein?".



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Social Media: Não basta querer, é necessário estar preparado II


No seguimento do último post, recebi ontem mais uma informação de grande relevância para este meu espaço de Comunicação e Relações Públicas. Proveniente de uma empresa de comunicação da nossa praça, fiquei a saber que existe por aí uma instituição benemérita que anda a oferecer fraldas reutilizáveis.

Apesar de ter sido pai muito recentemente, o assunto não me emocionou o suficiente de forma a publicar aqui a informação. Lamento.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Social Media: Não basta querer, é necessário estar preparado


Através do PiaR tomei conhecimento deste post da Alda Telles sobre quais os melhores profissionais para trabalhar a comunicação das marcas nos social media. Concordo na generalidade com o artigo. Os profissionais de RP são sem sombra de dúvidas os melhores para actuar nestas novas plataformas ao nível da estratégia, conteúdos, relação, dinâmica, etc.

Contudo temos também de ser um pouco críticos connosco mesmos. Só assim conseguiremos ser melhores dia após dia e valorizar as nossas competências e trabalho junto das marcas. Digo isto porque nos últimos meses, no âmbito deste blog, tenho recebido por email informações de diversas agências de comunicação. 99,9 por cento das informações recebidas nada têm a ver com o universo da Comunicação e Relações Públicas. O meu blog deve estar certamente referenciado em algumas listas de blogs (espero eu de malta porreira), e por isso, cá vai disto. Disparamos para todo o lado, independentemente do perfil e conteúdos do blog.

Isto é uma autêntica perda de tempo, que não produz qualquer tipo de resultado e um mau trabalho que em nada prestigia o sector da Comunicação e Relações Públicas. As empresas devem estar atentas a estes duvidosos procedimentos internos e rectificar de imediato o comportamento dos seus profissionais. Isto porque para fazer copy-paste e carregar no send até a minha sobrinha de 4 anos faz.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Capacidade de comunicação de um líder

Um bom líder tem de saber comunicar de forma clara, sucinta e cativante.
Infelizmente, ainda existem muitos casos de pessoas com elevadas responsabilidades que não estão devidamente preparadas para enfrentar um jornalista ou uma audiência de média dimensão. O domínio das técnicas de comunicação é na actualidade um ponto fulcral na construção de um líder e na sua afirmação ao nível interno e externo. Por muito boa que seja uma ideia, ela só é verdadeiramente “comprada” se for bem transmitida a quem de direito. Tal como numa decisão difícil, e na actual conjuntura de crise são muitas as que os líderes têm de tomar, uma boa comunicação consegue legitimar essa posição menos simpática. Contudo, sempre num quadro de verdade e transparência.

Procure também entusiasmar as pessoas com quem tem a oportunidade de estar. Valorize ao máximo estes momentos e capte o interesse das pessoas. Contudo, sem nunca perder a sua personalidade e autenticidade, trabalhe-a de forma a ir ao encontro do interesse dos outros e em função do ambiente e circunstâncias onde está.

Por fim, seja selectivo no número de intervenções que faz. Procure não opinar sobre tudo, sabemos que não existem humanos com conhecimentos sobre todas as matérias (a devida excepção para o Nuno Rogeiro), nem emitir ideias novas todos os dias. Não caia na tentação de ambicionar ter um “soundbyte” sempre que acorda de manhã.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Publicidade procura RP para gestão de crise


"80% dos portugueses concorda que a publicidade “só quer vender”
Ver aqui os desenvolvimentos via Briefing


“Proclamo independência da bullshit, das apresentações vazias e dos tão reais 360º, pelos quais tudo fica exactamente como estava”
Ver aqui os desenvolvimentos via Meios e Publicidade

A banca e as novas tecnologias (2ª parte)



Com as novas tecnologias terão de ser criados novos bancos para responder às necessidades de um público jovem que quer cada vez mais receber informações e serviços no menor tempo possível. As redes sociais, onde estes jovens estão várias horas por dia, são assim o meio de excelência para interagir e comunicar com eficácia.

Esta geração Y (nascidos entre 1980 e 1994) que vos falo nasceu a clicar. Querem por esta via fazer tudo de forma rápida e prática. Se tal não for possível, irão certamente procurar alternativas. São pessoas extremamente voláteis e impacientes.

Por outro lado, estes utilizadores/consumidores gostam de ser escutados pelas instituições. É fundamental envolvê-los ao máximo nos processos de decisão e no desenvolvimento de produtos e serviços. Se repararem, as empresas que estão conscientes desta realidade e têm esta componente no seu ADN são as mais bem sucedidas comercialmente.

A banca em Portugal tem ainda uma postura muito egocêntrica. Eu arriscaria dizer que dois terços do seu foco são na própria instituição, e apenas 1 terço nos seus clientes. O serviço hoje tem de estar direccionado para o cliente, escutando-o todos os dias e rectificando procedimentos em função deste feedback.

Por força do desenvolvimento das novas tecnologias e dos canais online, o papel das próprias agências bancárias está condenado a mudar drasticamente. Num futuro muito próximo cada um de nós quando se deslocar ao balcão do seu banco procurará um atendimento especializado e personalizado. As tarefas banais ficarão excluídas deste espaço, sendo apenas executadas ao nível online ou nas caixas de multibanco.


Para finalizar, diria que falta uma certa maturidade às instituições bancárias. Ou seja a capacidade de ver e agir em benefício dos outros. Na verdade, raramente se importam com o que é melhor para os seus clientes.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

RP Memória

Há precisamente um ano foi assim...




Foi um ano fantástico em que tive a oportunidade de conhecer pessoas enriquecedoras em diversos locais do país (e mais virão já no próximo mês e 2011). A todos, o meu muito obrigado!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A banca e as novas tecnologias (1ª Parte)



O conservadorismo é ainda a nota principal na relação dos bancos com os seus clientes. Por exemplo no campo das novas tecnologias, que têm ajudado muitas marcas a aproximarem-se dos seus stakeholders, existe ainda um longo caminho a percorrer pela banca. A preocupação não tem ido além do desenvolvimento de websites simpáticos, funcionais e seguros para os seus clientes. A segurança é mesmo o factor que mais inibe as instituições bancárias.

Desde sempre que os bancos têm uma preocupação enorme com a segurança, o que faz com que evitem sistemas abertos que não possam controlar na totalidade. Contudo, no paradigma actual as novas tecnologias, onde se incluem não só as redes sociais como aplicações específicas para dispositivos móveis, constituem plataformas de excelência para a promoção de serviços e produtos junto do público. Com a implementação destas funcionalidades, a banca tornar-se-ia menos fria, mais sexy e principalmente mais próxima e útil para as pessoas.

As marcas devem colocar o foco na criação de instrumentos que facilitem verdadeiramente a vida aos seus clientes. Não basta realizar gigantescas campanhas de publicidade que remetem para websites com uma excelente imagem mas que pouco ou nada dizem a quem os visita. A essência deverá permanecer no pioneirismo e adequabilidade da solução desenvolvida, cujo segredo passa quase sempre pela integração de conteúdos em tecnologia inovadora.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Investigação


A Carolina Enes, aluna do mestrado em gestão estratégica das relações públicas na ESCS, está a estudar a percepção que os jornalistas e RP's têm da sua própria profissão e da profissão do outro. O trabalho só poderá ficará concluído com a resposta a um simples inquérito disponível aqui. Vamos lá participar. É totalmente gratuito! Algo cada vez mais difícil de encontrar nos tempos que correm.

Ficamos todos a aguardar as conclusões, principalmente o que os jornalistas dizem dos profissionais de comunicação. Aposto que esta parte terá linguagem menos própria!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ministro das Finanças em novela da noite


Acredite que não é ficção. Na Tailândia, o ministro das Finanças vai ter um papel na novela da noite com maior audiência. Através de um plano do Governo que pretende estimular a amortização de empréstimos, Korn Chatikavanji irá ajudar o protagonista de "Wanida" a liquidar as dívidas que tem.

Será que a próxima novela da TVI ainda tem lugar para o nosso ministro Teixeira dos Santos?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os tempos actuais do nosso ensino


Ainda a propósito deste grave episódio, reitero uma vez mais que existem fortes lacunas ao nível do ensino em Portugal. Comunicação e Relações Públicas não são excepção. Multiplicam-se os cursos e as formações com pouca ou mesmo nenhuma qualidade. Por isso é que algumas delas nem sequer começam e outras quase não têm alunos.

Sabemos, como em todas as áreas, que existem bons e maus profissionais. Recordo pela positiva e com saudade os simpáticos tempos da Escola Superior de Comunicação Social e as aulas de professores que me ensinaram muito. António Marques Mendes, José Viegas Soares e Maria Duarte Bello são alguns dos que mais me marcaram. Pelo domínio do conhecimento teórico mas também prático. Pelo entusiasmo e paixão com que ensinavam. Pela exigência e rigor. Pela facilidade no trato e disponibilidade para os alunos. Pela inteligência e humildade.

E é basicamente tudo isto que infelizmente, por uma razão ou outra, escasseia no nosso ensino, tornando-o cada vez mais medíocre.

Profissionais de Relações Públicas = Mulheres da Vida Pública



O José Caria, do blogue Be Aware of the Dog, alertou-me, e bem, para uma situação inadmissível que ofende todos os que andam nesta vida... profissional de Relações Públicas. Vejam aqui a ignorância que anda por aí à solta.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Financial Times - O poder dos conteúdos

Desde o passado mês de Setembro que o jornal económico Financial Times decidiu introduzir no seu caderno de Emprego semanal três páginas de conteúdos editoriais. Agora para além dos habituais anúncios de emprego, os leitores têm a oportunidade de ler artigos e entrevistas dentro desta temática. A estratégia do jornal passa por prolongar o tempo de leitura neste suplemento e captar novos leitores para o jornal. Uma vez mais fica demonstrado o poder dos conteúdos em detrimento da publicidade tradicional.

sábado, 9 de outubro de 2010

Mais uma farpa nas agências de comunicação




Esta notícia do DN é mais um contributo para denegrir a já frágil imagem das agências de comunicação. Facto de imediato aproveitado pelos nossos representantes na Assembleia da República (ver aqui notícia do Público).

É engraçado que um partido político, neste caso o PSD, que contratou, contrata e continuará a contratar os serviços de profissionais e agências de comunicação, venha agora indignar-se publicamente contra o acordo do Governo com a Kreab Gavin Anderson (KGA) para a defesa da imagem do país nos mercados financeiros internacionais.

De acordo com o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, o contrato agora celebrado com a KGA ronda os 330 mil euros, que não sua opinião é um montante elevado. Para o comum dos mortais, que nunca ouviu falar de uma agência de comunicação e muito menos sabe o que fazem, é lógico que este acordo representa mais um assalto à carteira dos portugueses. É legítimo que a esmagadora dos portugueses pense desta forma. O que não se pode aceitar é que este desconhecimento seja usado como arma política numa demagogia arrepiante.

Será que o senhor deputado já consideraria um melhor investimento se o dinheiro fosse gasto numa festa rija com o Tony Carreira e suas “muchachas”, couratos e entremeadas à descrição, vinho tinto de colheita seleccionada e uma bela sessão de fogo-de-artifício?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Croquete venenoso



A propósito deste post do Rui Calafate no It's PR Stupid atrevo-me a ser ainda mais polémico: "As RP geram vendas. Não se deixe enganar pelos discursos dos publicitários" (título do capítulo 7 do meu livro Relações Públicas Sem Croquete).

Para um publicitário brilhar apenas é necessário dinheiro. Para um RP brilhar é necessário talento!