domingo, 3 de outubro de 2010

Croquete venenoso



A propósito deste post do Rui Calafate no It's PR Stupid atrevo-me a ser ainda mais polémico: "As RP geram vendas. Não se deixe enganar pelos discursos dos publicitários" (título do capítulo 7 do meu livro Relações Públicas Sem Croquete).

Para um publicitário brilhar apenas é necessário dinheiro. Para um RP brilhar é necessário talento!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Air France escolhe salões de beleza para comunicar




A companhia aérea Air France associou-se no Reino Unido aos salões de beleza TonyGuy para reforçar o seu posicionamento “viagens com estilo”. Ver aqui notícia da Marketeer.

Não tenho dúvidas do sucesso desta campanha de comunicação. São espaços excelentes onde as marcas conseguem de facto impactar o target. Falo por experiência própria.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Egoísta no Jornal de Negócios


Bom trabalho da jornalista Ana Torres Pereira (Jornal de Negócios) sobre a revista Egoísta.

“A Egoísta tem mais prémios – nacionais e internacionais – do que o número das suas edições. Tanto a editora, Patrícia Reis, como eu, somos criaturas angustiadas pela ânsia da inovação e, como tal, condenadas à pena da insatisfação permanente. Padecemos da convicção de que a perfeição não existe e que, para dela nos avizinharmos, a cada etapa vencida, logo sucede uma nova fasquia de ambição”.

Mário Assis Ferreira, director da Egoísta
Jornal de Negócios - 20.09.10

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Reflexão


Para reflectir:

"Se eu voltasse ao liceu, concentrar-me-ia em duas áreas: aprender a escrever bem e a falar perante um público. Nada na vida é mais importante do que a capacidade de comunicar eficazmente".

Gerald Ford

domingo, 12 de setembro de 2010

A receita da rentrée

Depois das bolas de berlim, os croquetes estão de volta!

Eis a receita para um ano repleto de êxitos:

Atitude
Energia
Inovação
Dinâmica
Iniciativa
Criatividade
Pragmatismo
Disponibilidade
Trabalho, trabalho e trabalho!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

What a surprise!


"Quase 90 por cento das pessoas dispensam anúncios" - consultar aqui notícia de hoje do Diário Económico.

Quantos mais estudos serão necessários? Será que ainda subsistem dúvidas? Quem ainda não viu esta realidade?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Relação consumidor - marca (breve reflexão)

Hoje em dia as marcas dão um falso poder aos consumidores. Mais do que interagir ou trabalhar com ele, necessitam de o colocar dentro da organização. Darem a responsabilidade de serem parte integrante das empresas e produtos não só num plano operacional, como principalmente ao nível estratégico. Tudo o que não passe por aqui é uma falsa e ilusória participação activa do consumidor na vida de uma marca. Espero que as marcas despertem para esta realidade antes dos seus consumidores.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Audiências em baixo

Já tinha alertado aqui em 2008 para o problema das audiências. Parece que esta é uma situação cada vez mais difícil de ignorar. Ver aqui notícia referente à recente posição da TVI sobre o assunto.

domingo, 8 de agosto de 2010

Hoje sou eu o croquete!



Parabéns, Relações Públicas Sem Croquete!

Chamo-me Ana Cunha, tenho 21 anos e sou uma recém-licenciada.
Quando fui para a universidade entrei a medo e só sabia que, talvez, Ciências da Comunicação fosse uma boa opção. Hoje em dia, gosto de pensar que tomei a decisão certa ao optar pela especialização em Relações Públicas, independentemente da dificuldade de alguns em perceber exactamente o que andei a fazer ou para que serve ao certo esta minha licenciatura.

Chamo-me Marta Eusébio Barbosa, tenho 20 anos e sou uma recém-licenciada.
Queria ser jornalista. Candidatei-me à universidade para ser jornalista. Três anos depois, sou licenciada em Relações Públicas e Publicidade e já não imagino ser outra coisa e por muito que nos digam as mais literais barbaridades sobre a profissão que poucos reconhecem, esta área é um campo de vastíssimo e eterno cultivo. É a área do mais.

A verdade é que o profissional de Relações Públicas tem que ser um pouco omnisciente, um pouco omnipresente, uma espécie de espírito santo empresarial e institucional, capaz de, em torno de si, estruturar uma realidade voltada para o sucesso. 'Somos' (gostamos de nos sentir dentro do sistema, faz bem ao ego) visionários conscientes, temos que o ser.

Somos gente séria, senhores!

Não somos olheiros, nem captadores de modelos para encher discotecas. Somos estrategas. Somos pensadores que têm que, com um certo refinamento, bom gosto mesmo (coisa a que poucos estão habituados), pôr motores empresariais a mexer, evitar erros protocolares, criar iniciativas, mostrar potencialidades, gerir comunicação (e empresários que não a sabem gerir) e, ainda, no meio desta roda viva, afirmarmo-nos enquanto profissão. Uma luta contínua, quase uma forma de vida em resistência. Por isso é que os desafios nos são tão saborosos: sabem a esforço, sabem a mérito.

Este espaço, é, sem qualquer sombra de dúvida, um excelente momento de desmistificação dos profissionais da comunicação estratégica, dos responsáveis pela comunicação institucional, dos gestores de imagem e reputação, assessores, enfim, de todos aqueles que têm, muitas vezes que camuflar o facto de serem Relações Públicas em virtude da ignorância do povo que imediatamente aplica um rótulo de futilidade à pessoa.

E foi por isso que, indicadas pela nossa grande professora, e formadora, de Relações Públicas, Teresa Ruão, começamos a ler o blog, depois a ler o livro, depois a devorar o blog, depois a devorar o livro, e, por fim, a criar o clube de fãs do Relações Públicas Sem Croquete. E é com todo o orgulho que o fazemos, por ser uma fonte complementar e importantíssima para o nosso conhecimento do mundo real desta área do mais.

É de pé que aplaudimos uma iniciativa que hoje comemora 5 anos. E solenemente fazemos uma vénia, cheia de todo o protocolo e de toda a reverência. Não somos a brigada do croquete. Mas somos capazes de fazer com que o croquete se torne bonito.

Terminámos, assim, esta nossa pequena (e muito honrosa ) intervenção com uma das expressões de Renato Póvoas, a quem agradecemos o “convite”, e que é também uma filosofia de vida, mote para a luta constante pela legitimização da profissão:

“Sonhar. Inovar. Não ter medo de fracassar.”

5 anos de Relações Públicas Sem Croquete


Um muito obrigado a todos os que nos últimos anos têm acompanhado e contribuído para o crescimento deste espaço. É de facto já uma vasta comunidade, fundamental para a mudança da percepção global das Relações Públicas em Portugal. Continuem a participar neste diálogo aberto a todos. Comentários e sugestões serão sempre bem-vindos.

Como reflexo deste espírito colocarei, já de seguida, um texto que solicitei para esta ocasião especial às fundadoras do Clube de Fãs do Relações Públicas Sem Croquete. O palco agora é da Ana Cunha e da Marta Barbosa.

sábado, 7 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Publicidade: Tempo volta para trás


O espaço de ontem das Entrevistas de Verão do jornal Diário Económico foi dedicado à Publicidade. Vera Nobre da Costa, antiga presidente da Young & Rubicam e Pedro Pina, presidente da McCann, foram os entrevistados. Perante o que ali foi dito, deixo este apontamento musical do saudoso Tony de Matos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Inovação


Para muita gente criatividade e inovação é a mesmíssima coisa. Outros até sabem que são coisas distintas mas não conseguem apontar as principais diferenças. Uma vez que no post anterior escrevi sobre criatividade, começo então este, onde abordarei a inovação, explicando a essência de cada um.

Na minha perspectiva criatividade traduz-se em pensar algo novo, de que não há registo até então. São ideias novas ou que combinam de forma única. Já a inovação é o agarrar nestas ideias e transformá-las em produtos, serviços ou práticas que acrescentem valor ao existente (mais eficientes, melhor performance, mais económicas, etc).

Considero que a inovação é componente imprescindível para a modernização e sucesso de toda a actividade económica. A inovação é o elemento mais diferenciador e desequilibrador e o verdadeiro garante da competitividade de uma organização numa conjuntura global e altamente concorrencial. Independentemente do sector é esta a realidade, estejamos nós a falar de Comunicação ou não. Trata-se de algo transversal a toda a economia.

Desta forma, todas as empresas podem e devem inovar, procurando estar um passo à frente da sua concorrência e não do seu tempo. Sublinho: da sua concorrência, não do seu tempo. Quem apresenta soluções demasiado prematuras, arrisca-se que estas não obtenham sucesso. O desafio está em satisfazer necessidades ainda não satisfeitas ou criar novas necessidades. Este é o ponto fulcral em toda a temática da inovação empresarial.

À partida poderemos pensar que tudo está inventado ou que já não existe mais espaço para inovar. Errado! Nunca como agora este campo esteve tão fértil. Nunca como agora os seus clientes estiveram tão receptivos para receber propostas inovadoras. As oportunidades existem, basta estarmos informados e atentos ao que nos rodeia. E não somente na nossa área de actuação, pois é fundamental ter uma visão abrangente. Por isso se quer evitar cair num estado doentio de estagnação profunda ou até mesmo de declínio não hesite em inovar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Criatividade



Nos últimos tempos parece que virou moda falar de criatividade. Ela é referida por toda a gente, incluindo o Presidente da República, nas mais diversas áreas. São inúmeras as definições existentes mas o grande problema não é o entendimento que cada um de nós tem sobre o que é ou como a criatividade pode ser útil nas nossas vidas. O grande problema é a sua aplicabilidade. Como em muitas outras matérias apregoamos muito e agimos pouco.

Por norma a nossa sociedade não estimula o comportamento exploratório com base na tentativa e erro. Desde pequenos que somos formatados a agir de acordo com padrões rígidos há muito criados sob pena de sermos alvo de uma punição mais ou menos gravosa consoante a suposta infracção. Salvo raras excepções somos um povo conservador e pouco dado ao risco e mudança. Não nos iludamos. Esta mentalidade só mudará daqui a uma ou mesmo duas gerações. Receio que nessa altura seja já demasiado tarde para que nos consigamos impor como país perante uma conjuntura internacional fortemente concorrencial.

Necessitamos definitivamente de enterrar velhas ideias e não ter receio de abrir a porta que dá acesso ao mundo. Temos tantas ou mais capacidades do que os outros que chegam ao nosso país provenientes de Espanha, EUA ou China. Falta-nos apenas auto-estima e atitude para materializar as ideias e os projectos que fervilham nas nossas cabeças mas que, para mal dos nossos pecados, muitas vezes ficam apenas por aqui. Por isso digo: criem, inovem, façam acontecer e sejam felizes!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Análise de Miguel Coutinho no Diário Económico

Miguel Coutinho na sua "Face Visível" no Diário Económico (confesso que aprecio bastante este seu espaço diário), referiu ontem, a propósito de uma tertúlia da EGE - Atlantic Business School, que "uma escola de negócios não se pode limitar a ensinar modelos e teorias, devendo também ajudar a pensar e a especular. O futuro está no que conhecemos e vivemos mas também naquilo que, por vezes, não ousamos pensar".

Estas suas palavras vai ao encontro deste meu post.

É pena que alguns (muitos) ainda não tenham interiorizado esta nova realidade.

domingo, 18 de julho de 2010

Mais acção e menos associações



Este post surge em jeito de comentário a esta nota lançada pelo Telmo Carrapa que já foi abordada, embora de forma ligeira, pelo Rodrigo Saraiva e Rui Calafate aqui e ali respectivamente.

Vejo sempre com bons olhos todas as acções que contribuam para o reconhecimento e valorização do sector das Relações Públicas em Portugal. Como sabem estou igualmente disponível para arregaçar as mangas e transformar meras conversas e ideias abstractas em iniciativas reais. Foi com esse propósito que me empenhei num conjunto de projectos, como são exemplo este blog (que completa o 5º aniversário já no próximo mês), o livro Relações Públicas Sem Croquete ou a própria Petição. É por isso também que aplaudo acções como o PR After Work que surgem através de profissionais independentes e que fazem mais pelo sector do que grande parte dos movimentos associativos em muitos anos. O sucesso destas iniciativas demonstram que a vontade, o querer e o agir desinteressadamente pelo sector é valorizado e reconhecido por quem nele actua, sobrepondo-se à inércia e letargia de quem ocupa muitas das vezes lugares de destaque em instituições apenas pela projecção pública que esses cargos lhes confere.

Tal como tive oportunidade de referir no meu livro, um dos desafios para a área das RP é o reconhecimento da importância desta disciplina no contexto empresarial e a união dos seus profissionais. Mantenho o que disse na altura: “Muitos dos intervenientes só se fazem ouvir quando criticam os seus mais directos concorrentes. Outros têm uma atitude individualista, focando-se apenas nos lucros das suas empresas e pouco, ou mesmo nada, no crescimento deste mercado. Seria importante que as diversas associações existentes em Portugal se unissem em torno de uma campanha nacional de valorização da profissão de relações públicas. Tal iniciativa estimularia um diálogo profícuo entre empresas, profissionais e estudantes, promovendo em simultâneo a afirmação de uma área que na maior parte das situações é difamada e menosprezada em plena praça pública”.

Acredito por isso que a solução para a nossa maleita seja maior dinamismo e acções concertadas entre todos e menos gente a olhar exclusivamente para o seu pequeno, e por vezes mal cuidado, quintal.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Gestão de crise nas redes sociais


Como é sabido o Millennium BCP não tem tido uma vida fácil nos últimos tempos (largos meses) em termos de imagem e reputação. O último capítulo foi o boato que chegou aos telemóveis e caixas de email de inúmeras pessoas dando conta das dificuldades financeiras do banco. Verdade ou mentira, o que é certo é que a mensagem passou para as redes sociais e propagou-se de forma fulminante em blogues e Facebook.

Dado não trabalhar a comunicação do Millennium BCP nem ser cliente do banco, confesso que vejo este episódio como algo positivo para o mercado da Comunicação em Portugal, nomeadamente ao nível do Digital PR. Como referia ontem Francisco Ferreira da Silva na sua coluna de opinião no Diário Económico, "Para já fica, uma vez mais demonstrado, para o bem e para o mal, o poder das redes sociais".

Aproveito este assunto para deixar aqui as principais guidelines em matéria de gestão de crise na esfera digital:

» Analisar as fontes;

» Analisar os conteúdos;

» Actuar com verdade;

» Disseminar o seu ponto de vista sobre o assunto;

» Monitorizar constantemente com ferramentas e programas adequados.