Hoje em dia as marcas dão um falso poder aos consumidores. Mais do que interagir ou trabalhar com ele, necessitam de o colocar dentro da organização. Darem a responsabilidade de serem parte integrante das empresas e produtos não só num plano operacional, como principalmente ao nível estratégico. Tudo o que não passe por aqui é uma falsa e ilusória participação activa do consumidor na vida de uma marca. Espero que as marcas despertem para esta realidade antes dos seus consumidores.Um olhar pelos bastidores das Relações Públicas em Portugal no primeiro blog nacional sobre o tema. (Desde Agosto de 2005)
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Relação consumidor - marca (breve reflexão)
Hoje em dia as marcas dão um falso poder aos consumidores. Mais do que interagir ou trabalhar com ele, necessitam de o colocar dentro da organização. Darem a responsabilidade de serem parte integrante das empresas e produtos não só num plano operacional, como principalmente ao nível estratégico. Tudo o que não passe por aqui é uma falsa e ilusória participação activa do consumidor na vida de uma marca. Espero que as marcas despertem para esta realidade antes dos seus consumidores.segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Hoje sou eu o croquete!

Parabéns, Relações Públicas Sem Croquete!
Chamo-me Ana Cunha, tenho 21 anos e sou uma recém-licenciada.
Quando fui para a universidade entrei a medo e só sabia que, talvez, Ciências da Comunicação fosse uma boa opção. Hoje em dia, gosto de pensar que tomei a decisão certa ao optar pela especialização em Relações Públicas, independentemente da dificuldade de alguns em perceber exactamente o que andei a fazer ou para que serve ao certo esta minha licenciatura.
Chamo-me Marta Eusébio Barbosa, tenho 20 anos e sou uma recém-licenciada.
Queria ser jornalista. Candidatei-me à universidade para ser jornalista. Três anos depois, sou licenciada em Relações Públicas e Publicidade e já não imagino ser outra coisa e por muito que nos digam as mais literais barbaridades sobre a profissão que poucos reconhecem, esta área é um campo de vastíssimo e eterno cultivo. É a área do mais.
A verdade é que o profissional de Relações Públicas tem que ser um pouco omnisciente, um pouco omnipresente, uma espécie de espírito santo empresarial e institucional, capaz de, em torno de si, estruturar uma realidade voltada para o sucesso. 'Somos' (gostamos de nos sentir dentro do sistema, faz bem ao ego) visionários conscientes, temos que o ser.
Somos gente séria, senhores!
Não somos olheiros, nem captadores de modelos para encher discotecas. Somos estrategas. Somos pensadores que têm que, com um certo refinamento, bom gosto mesmo (coisa a que poucos estão habituados), pôr motores empresariais a mexer, evitar erros protocolares, criar iniciativas, mostrar potencialidades, gerir comunicação (e empresários que não a sabem gerir) e, ainda, no meio desta roda viva, afirmarmo-nos enquanto profissão. Uma luta contínua, quase uma forma de vida em resistência. Por isso é que os desafios nos são tão saborosos: sabem a esforço, sabem a mérito.
Este espaço, é, sem qualquer sombra de dúvida, um excelente momento de desmistificação dos profissionais da comunicação estratégica, dos responsáveis pela comunicação institucional, dos gestores de imagem e reputação, assessores, enfim, de todos aqueles que têm, muitas vezes que camuflar o facto de serem Relações Públicas em virtude da ignorância do povo que imediatamente aplica um rótulo de futilidade à pessoa.
E foi por isso que, indicadas pela nossa grande professora, e formadora, de Relações Públicas, Teresa Ruão, começamos a ler o blog, depois a ler o livro, depois a devorar o blog, depois a devorar o livro, e, por fim, a criar o clube de fãs do Relações Públicas Sem Croquete. E é com todo o orgulho que o fazemos, por ser uma fonte complementar e importantíssima para o nosso conhecimento do mundo real desta área do mais.
É de pé que aplaudimos uma iniciativa que hoje comemora 5 anos. E solenemente fazemos uma vénia, cheia de todo o protocolo e de toda a reverência. Não somos a brigada do croquete. Mas somos capazes de fazer com que o croquete se torne bonito.
Terminámos, assim, esta nossa pequena (e muito honrosa ) intervenção com uma das expressões de Renato Póvoas, a quem agradecemos o “convite”, e que é também uma filosofia de vida, mote para a luta constante pela legitimização da profissão:
“Sonhar. Inovar. Não ter medo de fracassar.”
Quando fui para a universidade entrei a medo e só sabia que, talvez, Ciências da Comunicação fosse uma boa opção. Hoje em dia, gosto de pensar que tomei a decisão certa ao optar pela especialização em Relações Públicas, independentemente da dificuldade de alguns em perceber exactamente o que andei a fazer ou para que serve ao certo esta minha licenciatura.
Chamo-me Marta Eusébio Barbosa, tenho 20 anos e sou uma recém-licenciada.
Queria ser jornalista. Candidatei-me à universidade para ser jornalista. Três anos depois, sou licenciada em Relações Públicas e Publicidade e já não imagino ser outra coisa e por muito que nos digam as mais literais barbaridades sobre a profissão que poucos reconhecem, esta área é um campo de vastíssimo e eterno cultivo. É a área do mais.
A verdade é que o profissional de Relações Públicas tem que ser um pouco omnisciente, um pouco omnipresente, uma espécie de espírito santo empresarial e institucional, capaz de, em torno de si, estruturar uma realidade voltada para o sucesso. 'Somos' (gostamos de nos sentir dentro do sistema, faz bem ao ego) visionários conscientes, temos que o ser.
Somos gente séria, senhores!
Não somos olheiros, nem captadores de modelos para encher discotecas. Somos estrategas. Somos pensadores que têm que, com um certo refinamento, bom gosto mesmo (coisa a que poucos estão habituados), pôr motores empresariais a mexer, evitar erros protocolares, criar iniciativas, mostrar potencialidades, gerir comunicação (e empresários que não a sabem gerir) e, ainda, no meio desta roda viva, afirmarmo-nos enquanto profissão. Uma luta contínua, quase uma forma de vida em resistência. Por isso é que os desafios nos são tão saborosos: sabem a esforço, sabem a mérito.
Este espaço, é, sem qualquer sombra de dúvida, um excelente momento de desmistificação dos profissionais da comunicação estratégica, dos responsáveis pela comunicação institucional, dos gestores de imagem e reputação, assessores, enfim, de todos aqueles que têm, muitas vezes que camuflar o facto de serem Relações Públicas em virtude da ignorância do povo que imediatamente aplica um rótulo de futilidade à pessoa.
E foi por isso que, indicadas pela nossa grande professora, e formadora, de Relações Públicas, Teresa Ruão, começamos a ler o blog, depois a ler o livro, depois a devorar o blog, depois a devorar o livro, e, por fim, a criar o clube de fãs do Relações Públicas Sem Croquete. E é com todo o orgulho que o fazemos, por ser uma fonte complementar e importantíssima para o nosso conhecimento do mundo real desta área do mais.
É de pé que aplaudimos uma iniciativa que hoje comemora 5 anos. E solenemente fazemos uma vénia, cheia de todo o protocolo e de toda a reverência. Não somos a brigada do croquete. Mas somos capazes de fazer com que o croquete se torne bonito.
Terminámos, assim, esta nossa pequena (e muito honrosa ) intervenção com uma das expressões de Renato Póvoas, a quem agradecemos o “convite”, e que é também uma filosofia de vida, mote para a luta constante pela legitimização da profissão:
“Sonhar. Inovar. Não ter medo de fracassar.”
5 anos de Relações Públicas Sem Croquete

Um muito obrigado a todos os que nos últimos anos têm acompanhado e contribuído para o crescimento deste espaço. É de facto já uma vasta comunidade, fundamental para a mudança da percepção global das Relações Públicas em Portugal. Continuem a participar neste diálogo aberto a todos. Comentários e sugestões serão sempre bem-vindos.
Como reflexo deste espírito colocarei, já de seguida, um texto que solicitei para esta ocasião especial às fundadoras do Clube de Fãs do Relações Públicas Sem Croquete. O palco agora é da Ana Cunha e da Marta Barbosa.
Como reflexo deste espírito colocarei, já de seguida, um texto que solicitei para esta ocasião especial às fundadoras do Clube de Fãs do Relações Públicas Sem Croquete. O palco agora é da Ana Cunha e da Marta Barbosa.
sábado, 7 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Publicidade: Tempo volta para trás
O espaço de ontem das Entrevistas de Verão do jornal Diário Económico foi dedicado à Publicidade. Vera Nobre da Costa, antiga presidente da Young & Rubicam e Pedro Pina, presidente da McCann, foram os entrevistados. Perante o que ali foi dito, deixo este apontamento musical do saudoso Tony de Matos.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Inovação

Para muita gente criatividade e inovação é a mesmíssima coisa. Outros até sabem que são coisas distintas mas não conseguem apontar as principais diferenças. Uma vez que no post anterior escrevi sobre criatividade, começo então este, onde abordarei a inovação, explicando a essência de cada um.
Na minha perspectiva criatividade traduz-se em pensar algo novo, de que não há registo até então. São ideias novas ou que combinam de forma única. Já a inovação é o agarrar nestas ideias e transformá-las em produtos, serviços ou práticas que acrescentem valor ao existente (mais eficientes, melhor performance, mais económicas, etc).
Considero que a inovação é componente imprescindível para a modernização e sucesso de toda a actividade económica. A inovação é o elemento mais diferenciador e desequilibrador e o verdadeiro garante da competitividade de uma organização numa conjuntura global e altamente concorrencial. Independentemente do sector é esta a realidade, estejamos nós a falar de Comunicação ou não. Trata-se de algo transversal a toda a economia.
Desta forma, todas as empresas podem e devem inovar, procurando estar um passo à frente da sua concorrência e não do seu tempo. Sublinho: da sua concorrência, não do seu tempo. Quem apresenta soluções demasiado prematuras, arrisca-se que estas não obtenham sucesso. O desafio está em satisfazer necessidades ainda não satisfeitas ou criar novas necessidades. Este é o ponto fulcral em toda a temática da inovação empresarial.
À partida poderemos pensar que tudo está inventado ou que já não existe mais espaço para inovar. Errado! Nunca como agora este campo esteve tão fértil. Nunca como agora os seus clientes estiveram tão receptivos para receber propostas inovadoras. As oportunidades existem, basta estarmos informados e atentos ao que nos rodeia. E não somente na nossa área de actuação, pois é fundamental ter uma visão abrangente. Por isso se quer evitar cair num estado doentio de estagnação profunda ou até mesmo de declínio não hesite em inovar.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Criatividade

Nos últimos tempos parece que virou moda falar de criatividade. Ela é referida por toda a gente, incluindo o Presidente da República, nas mais diversas áreas. São inúmeras as definições existentes mas o grande problema não é o entendimento que cada um de nós tem sobre o que é ou como a criatividade pode ser útil nas nossas vidas. O grande problema é a sua aplicabilidade. Como em muitas outras matérias apregoamos muito e agimos pouco.
Por norma a nossa sociedade não estimula o comportamento exploratório com base na tentativa e erro. Desde pequenos que somos formatados a agir de acordo com padrões rígidos há muito criados sob pena de sermos alvo de uma punição mais ou menos gravosa consoante a suposta infracção. Salvo raras excepções somos um povo conservador e pouco dado ao risco e mudança. Não nos iludamos. Esta mentalidade só mudará daqui a uma ou mesmo duas gerações. Receio que nessa altura seja já demasiado tarde para que nos consigamos impor como país perante uma conjuntura internacional fortemente concorrencial.
Necessitamos definitivamente de enterrar velhas ideias e não ter receio de abrir a porta que dá acesso ao mundo. Temos tantas ou mais capacidades do que os outros que chegam ao nosso país provenientes de Espanha, EUA ou China. Falta-nos apenas auto-estima e atitude para materializar as ideias e os projectos que fervilham nas nossas cabeças mas que, para mal dos nossos pecados, muitas vezes ficam apenas por aqui. Por isso digo: criem, inovem, façam acontecer e sejam felizes!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Análise de Miguel Coutinho no Diário Económico
Miguel Coutinho na sua "Face Visível" no Diário Económico (confesso que aprecio bastante este seu espaço diário), referiu ontem, a propósito de uma tertúlia da EGE - Atlantic Business School, que "uma escola de negócios não se pode limitar a ensinar modelos e teorias, devendo também ajudar a pensar e a especular. O futuro está no que conhecemos e vivemos mas também naquilo que, por vezes, não ousamos pensar". É pena que alguns (muitos) ainda não tenham interiorizado esta nova realidade.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Mais acção e menos associações II
No seguimento do meu último post, leia aqui os desenvolvimentos por parte do Telmo Carrapa e Rui Calafate. Assino por baixo.
domingo, 18 de julho de 2010
Mais acção e menos associações

Este post surge em jeito de comentário a esta nota lançada pelo Telmo Carrapa que já foi abordada, embora de forma ligeira, pelo Rodrigo Saraiva e Rui Calafate aqui e ali respectivamente.
Vejo sempre com bons olhos todas as acções que contribuam para o reconhecimento e valorização do sector das Relações Públicas em Portugal. Como sabem estou igualmente disponível para arregaçar as mangas e transformar meras conversas e ideias abstractas em iniciativas reais. Foi com esse propósito que me empenhei num conjunto de projectos, como são exemplo este blog (que completa o 5º aniversário já no próximo mês), o livro Relações Públicas Sem Croquete ou a própria Petição. É por isso também que aplaudo acções como o PR After Work que surgem através de profissionais independentes e que fazem mais pelo sector do que grande parte dos movimentos associativos em muitos anos. O sucesso destas iniciativas demonstram que a vontade, o querer e o agir desinteressadamente pelo sector é valorizado e reconhecido por quem nele actua, sobrepondo-se à inércia e letargia de quem ocupa muitas das vezes lugares de destaque em instituições apenas pela projecção pública que esses cargos lhes confere.
Tal como tive oportunidade de referir no meu livro, um dos desafios para a área das RP é o reconhecimento da importância desta disciplina no contexto empresarial e a união dos seus profissionais. Mantenho o que disse na altura: “Muitos dos intervenientes só se fazem ouvir quando criticam os seus mais directos concorrentes. Outros têm uma atitude individualista, focando-se apenas nos lucros das suas empresas e pouco, ou mesmo nada, no crescimento deste mercado. Seria importante que as diversas associações existentes em Portugal se unissem em torno de uma campanha nacional de valorização da profissão de relações públicas. Tal iniciativa estimularia um diálogo profícuo entre empresas, profissionais e estudantes, promovendo em simultâneo a afirmação de uma área que na maior parte das situações é difamada e menosprezada em plena praça pública”.
Acredito por isso que a solução para a nossa maleita seja maior dinamismo e acções concertadas entre todos e menos gente a olhar exclusivamente para o seu pequeno, e por vezes mal cuidado, quintal.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Gestão de crise nas redes sociais

Como é sabido o Millennium BCP não tem tido uma vida fácil nos últimos tempos (largos meses) em termos de imagem e reputação. O último capítulo foi o boato que chegou aos telemóveis e caixas de email de inúmeras pessoas dando conta das dificuldades financeiras do banco. Verdade ou mentira, o que é certo é que a mensagem passou para as redes sociais e propagou-se de forma fulminante em blogues e Facebook.
Dado não trabalhar a comunicação do Millennium BCP nem ser cliente do banco, confesso que vejo este episódio como algo positivo para o mercado da Comunicação em Portugal, nomeadamente ao nível do Digital PR. Como referia ontem Francisco Ferreira da Silva na sua coluna de opinião no Diário Económico, "Para já fica, uma vez mais demonstrado, para o bem e para o mal, o poder das redes sociais".
Aproveito este assunto para deixar aqui as principais guidelines em matéria de gestão de crise na esfera digital:
» Analisar as fontes;
» Analisar os conteúdos;
» Actuar com verdade;
» Disseminar o seu ponto de vista sobre o assunto;
» Monitorizar constantemente com ferramentas e programas adequados.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Desabafo

Esta semana um aluno universitário de Comunicação escreveu-me a lamentar o facto da esmagadora maioria dos seus professores serem simplesmente académicos sem qualquer (entenda-se pouca) prática profissional. Tive de concordar. É de facto uma realidade.
Na minha perspectiva falta:
- Conhecimento da realidade no terreno;
- Abertura para a sociedade civil e meio empresarial;
- Gestão universitária à séria;
- Espírito liberal;
- Pensamento out of the box;
- Cruzar a Comunicação com outras áreas (Empreendedorismo, Inovação, Ciência, Tecnologia,…);
- Mente aberta e capacidade para relacionar vários conhecimentos independentes;
- Desejo e ambição para mudar.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
As consultoras de Relações Públicas devem ser os drivers das marcas

Quais as razões?
- Estamos na Era dos conteúdos relevantes. Esta é a “praia” dos RP
- Possuem profissionais mais multifacetados
- Possuem profissionais com uma visão mais larga da Comunicação
- Sabem colocar as marcas a interagir na perfeição com os seus clientes
- Dominam as técnicas para activar as premissas de buzz impact
- Dão credibilidade às marcas
Estão as consultoras de RP preparadas neste momento para isto?
Não.
Porquê?
Falta-lhes:
- Pensamento estratégico. Necessitam de mais estrategas e menos jornalistas
- Proactividade
- Desejo de inovar
- Arrogância (em dose moderada)
- Projecção pública
- Auto-estima
- Ambição em assumir esta “responsabilidade”
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Prémios APCE

O PiaR, através do seu "repórter" Rodrigo Saraiva, acompanhou ontem in loco a Gala do Grande Prémio APCE 2010. Fique aqui a par do que de mais importante se passou.
Notas pessoais:
- Parabéns ao João Duarte da YoungNetwork pelo Prémio Blog de Comunicação (Do Fundo da Comunicação);
- "Código de Conduta do Gestor de Comunicação Organizacional e Relações Públicas" - É de facto uma prioridade tal como referi no meu livro "Relações Públicas Sem Croquete";
- Um abraço ao Professor José Viegas Soares, Pres. do Júri e profissional que respeito e admiro bastante. Tive a sorte de ser seu aluno na ESCS.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Passatempo Relações Públicas Sem Croquete

Se fosse o responsável de Comunicação pela marca Portugal que projecto de RP implementaria para projectar o país no exterior?
A melhor sugestão recebida no meu email (renatopovoas@hotmail.com) até dia 4 de Julho levará para casa um exemplar do (valioso) livro Relações Públicas Sem Croquete.
domingo, 13 de junho de 2010
Vuvuzelas? Não obrigado!!!

As vuvuzelas andam na boca do mundo. Nos últimos tempos o som desta corneta tem ecoado nos mais diversos locais. Quantos de nós não foi já surpreendido por um sopro inesperado? Aparentemente estas poderiam ser boas notícias para a Galp que utilizou a vuvuzela como elemento central de toda a sua campanha de comunicação de apoio à Selecção no Mundial. No entanto, a ola favorável que se pretendia em torno da marca arrisca-se cada vez mais a ser um coro de críticas com evidentes efeitos negativos para a imagem da empresa.
A polémica em Portugal e lá fora tem sido muita em torno da vuvuzela. Por exemplo no Facebook foi criada uma página como o nome “Galp! Ponham a vuvuzela no recto!”. Surgiram também notícias dando conta dos efeitos prejudiciais que o som da corneta tem ao nível da audição não só das pessoas que estão nos estádios como das que se encontram em casa a ver os jogos pela televisão. Existem já canais de televisão que recorrem à locução tradicional para omitirem o som das vuvuzelas. Até Cristiano Ronaldo hoje em conferência de imprensa se referiu à polémica corneta: «Mas há algum jogador que goste? Acho que todos ficam irritados. Os comentários que ouço só dizem mal das vuvuzelas». Nas últimas horas um dos responsáveis pelo Campeonato do Mundo disse publicamente que, perante as inúmeras queixas, está a ser equacionada a proibição de vuvuzelas nos estádios.
Por todos estes episódios a Galp vê assim manchada a sua campanha de comunicação relativa ao Mundial. Ao contrário de outros anos onde conseguiu unir os portugueses em torno de hinos de apoio à Selecção (elogie-se o facto das mensagens da petrolífera se unirem na perfeição ao tema do Futebol e aos desejos dos adeptos) a estratégia para a presente competição não foi claramente a mais acertada. É caso para se dizer que a Galp sai do estádio copiosamente goleada e debaixo de um forte coro de assobios por parte dos adeptos.
Por todos estes episódios a Galp vê assim manchada a sua campanha de comunicação relativa ao Mundial. Ao contrário de outros anos onde conseguiu unir os portugueses em torno de hinos de apoio à Selecção (elogie-se o facto das mensagens da petrolífera se unirem na perfeição ao tema do Futebol e aos desejos dos adeptos) a estratégia para a presente competição não foi claramente a mais acertada. É caso para se dizer que a Galp sai do estádio copiosamente goleada e debaixo de um forte coro de assobios por parte dos adeptos.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
A importância dos conteúdos
Através do PiaR tomei conhecimento desta entrevista do Richard Sambrook da Edelman ao The Independent onde entre outras coisas refere que as marcas têm de falar directamente com os seus consumidores através de conteúdos interessantes e não puramente comerciais. Recordo aqui o que escrevi num dos capítulos do meu livro Relações Públicas Sem Croquete dedicado às tendências para o sector:
Comunicação directa com o consumidor
Com a proliferação dos meios digitais as marcas vêem aumentadas as suas possibilidades de aproximação aos consumidores. Caminhamos assim a passos largos para uma comunicação mais directa entre empresas e consumidores, com menos intermediários e filtros. Os jornalistas e os meios de comunicação continuarão a desempenhar um importante papel enquanto formadores de opinião, no entanto já não de forma tão decisiva ou primordial. Esta nova realidade exigirá que as marcas saibam adaptar a sua linguagem a este novo canal em tudo diferente ao que estavam habituadas a fazer até aqui.
O poder dos conteúdos informativos
O consumidor é seduzido por conteúdos informativos e não comerciais. Estes últimos não estimulam, não são sexy’s, não satisfazem qualquer tipo de necessidade. Apenas funcionam como repelente, diminuindo drasticamente a taxa de sucesso do contacto por parte da marca. Adopte um comportamento não intrusivo, em que o consumidor procura a marca de forma declarada e não o contrário. Com esta mentalidade empresarial constatará que irá estimular indirectamente por parte do público a produção de conteúdos positivos sobre as suas marcas.
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