terça-feira, 30 de junho de 2009

O óbvio


Segundo dados ontem divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (ver aqui), os jornais diários generalistas estão com as suas vendas em queda. Eu diria que esta é uma tendência que todos já percebemos que veio para ficar, quer gostemos ou não.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Relações Públicas e empreendedorismo



Apesar da mentalidade e postura estar a mudar nos últimos tempos, os portugueses são ainda pouco propensos ao empreendedorismo e ao risco. Ou dito de outra forma, gostam mais de ser comandados do que de comandar as tropas.

Como menciona aqui Francisco Banha, presidente executivo da GesEntrepreneur e uma referência na área do empreendedorismo em Portugal, “todos os empregadores querem trabalhadores com um espírito empreendedor. A educação em empreendedorismo tem como objectivo desenvolver um conjunto de atitudes e competências como a autonomia, a criatividade, o espírito de iniciativa e a inovação”.

Nas Relações Públicas devemos também adoptar esta postura. Só assim nos conseguiremos destacar e não sermos apenas mais um profissional, igual a tantos outros. O mercado está repleto de cópias, e algumas delas, muito mázinhas por sinal.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Estudo mostra que jornais e revistas são mais importantes que os Delegados de Informação Médica



O jornal Médico de Família, uma referência na imprensa especializada, dá eco na sua última edição a um estudo intitulado “Comportamento de Utilização de Fontes de Informação Médica pelos Médicos de Clínica Geral Portugueses”, realizado no âmbito de uma tese de mestrado em Marketing no ISCTE - Business School.

De acordo com a investigação de Inês Lopes, levada a cabo entre 2007 e 2008, “os canais preferenciais de informação perfilhados pela indústria farmacêutica durante anos, como o contacto através dos delegados de informação médica (DIM) e em congressos, são menos valorizados do que outras fontes, entre elas jornais e revistas médicas, anuários (em papel ou versão electrónica) e conselhos emitidos por pares”.

Ver notícia completa aqui.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Croquette Awards


Estes bem podiam ser os meus prémios. :-)

A maior sorte do mundo para este novo concurso de criatividade na área do marketing de guerrilha promovido pela Lisbon Ad School com o apoio da Torke.



PS: Boa iniciativa André! Um abraço!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Eleições europeias: figuras públicas apelam ao voto


O português Luís Figo faz parte de um lote de 27 personalidades convidadas pela Comissão Europeia para motivar os cidadãos a votar nas eleições do próximo dia 7. O vídeo e mais informações no site do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

I Colóquio de Comunicação Empresarial



A convite do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP) irei participar no próximo dia 26 de Maio (3ªfeira) no I Colóquio de Comunicação Empresarial promovida por esta instituição.

Todos os interessados no tema (e até fans, talvez) da zona norte do país que queiram assistir ao evento poderão contactar directamente o ISCAP.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Livro de Relações Públicas


A convite da Editora Pergaminho estou a preparar um livro sobre Relações Públicas, cujo nome revelarei mais tarde. Muitos serão apanhados de surpresa, pois apenas um conjunto restrito de pessoas sabia. A sua publicação está prevista para depois do Verão.

Será uma abordagem actual, dinâmica e moderna, mas sobretudo uma visão pessoal sobre esta área que ganha, com todo o mérito, relevância ano após ano na vida das organizações.

Neste âmbito, gostaria de poder contar com o vosso contributo para referirem alguns case studies que considerem interessantes (nacionais ou internacionais), bem como os que são actualmente, na vossa opinião, os principais problemas do sector das RP. Depois de receber os vossos inputs, tomarei a liberdade de seleccionar alguns, que evidentemente aparecerão citados, para contemplar no livro e fazer umas breves reflexões.

Todas as opiniões serão válidas e importantes para o esclarecimento público do tema e respectiva valorização.

Fico a aguardar as vossas mensagens para o e-mail: rpovoas@guesswhatpr.com

Obrigado!

Um abraço a todos,
Renato Póvoas

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Croquete Venenoso



Parece-me que os muitos comentadores e colunistas da nossa praça que dizem mal das agências de comunicação têm um pouco inveja destas. Consta que já ninguém os ouve e a sua influência anda a necessitar de Centrum*.

*Não trabalho esta marca. Contudo já o fiz no passado.
(Uma nota que fica bem a qualquer blogger transparente. Nada na manga. Nada na calça)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Agora Escolha

Ao reler uns apontamentos de Mark Hughes retive os dados de um estudo publicitário realizado sobre as secções das revistas dos jornais de domingo. Revela esta investigação que a capacidade para se lembrar da publicidade está relacionada com a espessura da revista. Quanto mais publicidade houver num meio de comunicação social, menos eficaz é cada anúncio.

Parece-me que existem muitas marcas que gostam de pagar para serem invisíveis aos olhos dos consumidores. Nos tempos actuais ser normal é uma banalidade. Ser diferente uma marca.

domingo, 3 de maio de 2009

Remuneração das agências


Como poderão ver aqui, já em 2007 tinha alertado e apontado soluções para um problema que parece só agora ser uma preocupação (aqui). A discussão está ainda centrada na publicidade, onde os investimentos são mais avultados, mas a seu tempo chegará ao mercado das RP.

Na altura, as minhas declarações e posições geraram alguma polémica no sector. Algo que as mais recentes medidas tomadas por multinacionais vêm agora dar-me razão.


Reitero que o paradigma de remuneração das agências de hoje terá de ser diferente do que era praticado há 3 ou 5 anos atrás. Ambas as partes (marcas e agências) terão de encontrar um equilíbrio saudável onde impere a justiça e a transparência.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Comunicação política




Mas alguém ainda acredita que consegue mais ou menos votos por causa de um outdoor no coração de Lisboa? – João Adelino Faria, jornalista e ‘pivot’ da RTP ao Diário Económico

Eu diria mais, todos os outdoors que estão colocados de norte a sul do país são um autêntico desperdício, não tendo qualquer efeito no eleitorado. A política necessita de se modernizar no que concerne às suas formas de promoção e ganhar conteúdo. Será que o outdoor do PS “Nós europeus” ou o do PSD “Política de Verdade” farão com que estes partidos tenham mais votos nas próximas eleições?

Não é isto que fará a diferença. Os portugueses estão cansados de falsas promessas e de discursos vazios que pouco ou nada dizem. Os políticos necessitam de estar mais próximos das pessoas e escutá-las, não caindo no erro de falarem apenas para os seus pares.

A demagogia já não vence eleições. Os portugueses estão fartos dos consecutivos anúncios de ideias, projectos, propostas, medidas e afins que não se concretizam. As pessoas sentem-se enganadas e não se revêem neste tipo de política. A verdade pode ser difícil de admitir, mas é o caminho mais acertado e o único que deve ser considerado.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Capas de revistas: simplicidade e autenticidade


A edição francesa da revista Elle em Abril apresenta na sua capa a conhecida Monica Belluci sem qualquer tipo de maquilhagem e sem recurso ao photoshop. A actriz foi fotografada com a cara lavada apenas em água e sabão.

Segundo os responsáveis da Elle o objectivo é mostrar a beleza feminina de forma natural contrariando as habituais super produções das revistas.

Alguns afirmarão certamente que se tratará de marketing. Eu chamaria inteligência. Aposto que as vendas desta edição irão disparar. Um exemplo para muitas outras revistas, cujas capas são totalmente manipuladas e fantasiosas (Maxmen e FHM são as mais evidentes).

Quem duvidar do sucesso desta iniciativa, basta recordar a campanha Beleza Real da marca Dove, um dos conceitos de comunicação de maior sucesso nos últimos anos, que gerou um gigantesco marketing viral. (Ver vídeo aqui)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma pérola vinda do Brasil

Esta pérola chegou-me através de um amigo do Brasil. A qualidade não é muita, mas penso que seja perceptível. Junto a um artigo sobre os mais recentes ataques piratas ao largo da Somália, um anúncio aos luxuosos cruzeiros da companhia internacional Royal Caribbean. Aposto que as vendas destas viagens vão disparar à conta deste anúncio e da sua colocação estratégica!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Efeito Obama


Como era expectável, os instrumentos utilizados por Barack Obama nas últimas eleições norte-americanas chegaram à política nacional.

José Sócrates através do site www.socrates2009.pt responderá no próximo dia 25 a questões feitas pelos portugueses, dez das quais em directo. Dentro desta página existem também grupos de discussão dedicados a diversos temas (Ambiente, Cultura, Emprego, Justiça, Tecnologia, entre outros). O objectivo aqui será criar uma rede social de partilha de conteúdos, onde quem participar poderá convidar outros a juntarem-se a estes grupos de interesse.


domingo, 12 de abril de 2009

RP mais poderosa que a publicidade

Já foi divulgado no passado mês de Março mas ainda não tinha aqui feito referência. Dada a sua importância fica agora a nota.


Segundo o estudo The Prominence (ver aqui notícia na PR Week) as relações públicas são mais poderosas do que a publicidade, pois um quarto do valor das marcas depende do sucesso das acções de RP. A investigação levada a cabo por uma empresa inglesa analisou a relação entre a cobertura dos media e o valor das marcas para as empresas.

O estudo revela ainda que em sectores onde existe uma maior pesquisa antes da decisão de compra, como a dos computadores, as relações públicas podem chegar a ser responsáveis por quase metade do valor da marca. Apple, Amazon, Cisco e Dell são algumas companhias da área tecnológica onde as notícias têm maior preponderância no valor global da marca. As relações públicas revelaram-se igualmente importantes em sectores como o automóvel, electrónica de consumo e serviços financeiros.
A metodologia da investigação utilizou uma combinação entre títulos, leads e menções em textos de notícias independentes que não foram pagas pela marca.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O lado positivo da crise

O vice-campeão mundial do salto com vara, Romain Mesnil, depois de perder como patrocinador a Nike, despiu-se de preconceitos e correu pelas ruas de Paris para tentar angariar novos sponsors. Os 46 segundos do seu vídeo já foram vistos por mais de 300 mil pessoas.

Pelos vistos a crise económica contribui para o aumento da criatividade. Valha-nos isto!

sábado, 28 de março de 2009

Os dois lados da notícia



Dois olhares distintos sobre o mesmo assunto. Isto há cada coincidência...





Ver aqui notícia do Diário Digital

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cabovisão tem tudo menos visão


Todos sabemos que as empresas de telecomunicações estão no top das reclamações dos consumidores nacionais. Deficiente assistência técnica, serviços comerciais pouco credíveis, incumprimento de contratos, entre outros. Agora, para além de tudo isto, têm também falta de visão comercial. Falo-vos a propósito de uma situação que me chegou através de uma cliente da Cabovisão.

Actualmente as empresas apenas se preocupam em ganhar novos clientes, canibalizando, pelo preço, mercados já muito saturados. Procurar diferenciar e inovar nos serviços e nas práticas é algo que fica normalmente num segundo plano. A principal aposta destas empresas está centrada em realizar mensalmente novos contratos (muito por culpa dos milhares de comerciais que andam na rua), minorando o esforço para manter os actuais e esquecendo por completo a importância da relação e da fidelização.

Confirmando esta estratégia, a Cabovisão tem actualmente uma campanha que por pouco mais de 19€ poderá adquirir os serviços de TV e telefone, num contrato válido por um ano. Até aqui tudo bem, não fosse o facto dos actuais clientes (muitos deles há já vários anos) estarem a pagar pelos mesmos serviços cerca de 33€, ou seja, mais 75%!!! Quando questionada, a empresa refere que esta é uma promoção apenas para novos clientes, excluindo os actuais. Ou seja, a Cabovisão com este comportamento está simplesmente a convidar os clientes a cancelarem os seus contratos e a mudarem-se para a concorrência.

Muito se fala em fidelização, relação e retenção de clientes, no entanto, infelizmente, poucas empresas passam da retórica à prática. Tal situação prejudica gravemente a boa imagem das organizações.

terça-feira, 10 de março de 2009

Desperdícios



Nada disto seria necessário caso os nossos marketeers já tivessem percebido que o marketing intrusivo passou à história e que os tempos actuais exigem outro tipo de estratégias...


in Diário Digital

DGC cria lista para travar publicidade através do telemóvel

As pessoas que não querem receber mensagens publicitárias através do telemóvel vão poder inscrever-se numa lista que será permanentemente actualizada pela Direcção-Geral do Consumidor (DGC), segundo um decreto-lei publicado hoje.

Segundo o diploma, que entra em vigor a 08 de Maio, é «proibido» enviar comunicações publicitárias por via electrónica, SMS ou MMS a quem constar das listas da DGC e das próprias entidades, nas quais manifestam o desejo de não receber as mensagens de marketing.

Compete à DGC «manter actualizada uma lista de âmbito nacional de pessoas que manifestem o desejo genérico de não receber quaisquer comunicações publicitárias», lê-se no diploma.

Os interessados em não receber mensagens publicitárias terão de preencher o formulário electrónico disponibilizado através da página electrónica da DGC, estando as entidades que promovam o envio dessas mensagens obrigadas a consultar a lista, que será actualizada trimestralmente.

Também é publicada hoje legislação que regula a publicidade a serviços de audiotexto e a serviços de valor acrescentado baseados em mensagens.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um 2009 com cartões mas sem complicações (Actualizado)

(Caso tenha conhecimento de mais alguma iniciativa deste género, envie-me para eu fazer referência aqui no blog)

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Câmara de Aljustrel lança cartão social contra a crise


A Câmara Municipal de Aljustrel anunciou hoje o lançamento de um cartão social e de apoios financeiros para melhorias em habitações de pessoas carenciadas, dois contributos para tentar minimizar os efeitos da actual crise económica.

Através do Cartão Social do Utente dos Serviços Municipais, os beneficiários, pessoas com carências comprovadas, vão ter direito à isenção total ou a descontos no pagamento de tarifas ou taxas aplicáveis a bens e serviços prestados pelo município, explicou o edil Manuel Camacho.
Como exemplo, os titulares do cartão poderão beneficiar da isenção total ou de descontos no pagamento do consumo de água, nas taxas de saneamento e de tratamento de resíduos sólidos e nas entradas em equipamentos municipais.
A Câmara aprovou também normas para conceder apoios financeiros a fundo perdido a famílias carenciadas ou pessoas dependentes residentes no concelho para poderem realizar intervenções de conservação, beneficiação ou adaptação das suas habitações.
Apoios a empresários locais, nomeadamente a diminuição da taxa de derrama para as pequenas e médias empresas, apoios a idosos na compra de medicamentos e reduções nos impostos municipais para as famílias carenciadas são algumas das medidas reclamadas pelo PS e que não foram ainda implementadas.
in Diário Digital

Um 2009 com cartões mas sem complicações


A poucos meses das eleições autárquicas, os municípios multiplicam-se a criar programas, subsídios, pacotes e cartões. Segundo dizem, o objectivo passa essencialmente por ajudar as populações a ultrapassar a crise sem complicações. Será que estas medidas conseguirão seduzir os eleitores?
Confira aqui algumas das iniciativas que têm marcado este início de 2009:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ministério Público dá lição de buzzmarketing


O Ministério Público deu este fim-de-semana uma grande ajuda na promoção do Carnaval de Torres Vedras. Com a polémica da sátira ao Magalhães que se iniciou aqui, prolongou-se aqui e teve este desfecho, eu diria que o Ministério Público activou os mecanismos de buzz com grande mestria. Será que os seus responsáveis andaram a ler o livro Buzzmarketing, de Mark Hughes?!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para onde caminhas Manuela?


Marcelo Rebelo de Sousa referiu que Manuela Ferreira Leite tem um «problema de imagem». Algo que é evidente para todos menos para a própria. Para o comentador da RTP a líder do PSD tem «falhado na transmissão das suas posições» e só fala em estúdios de televisão ou na sede do partido.

Manuela Ferreira Leite prefere criticar tudo e todos, como por exemplo, os critérios jornalísticos ou as sondagens que a deixam numa má posição, do que fazer uma auto-análise e reflectir sobre o que poderá melhorar enquanto líder do maior partido da oposição. Enquanto não descer do seu pedestal e não abandonar a sua teimosia, jamais conquistará o povo. E ao contrário do que alguns possam desejar, este ainda vai tendo voto na matéria. É caso para se dizer que Manuela Ferreira Leite deveria fazer o que em tempos outro colega de partido referiu: “Vou andar por aí”. O «Fórum Portugal de Verdade», entretanto ontem anunciado, pelo que parece, vai um pouco neste sentido. Vamos esperar para ver.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Carlsberg Cup


Mesmo para quem não gosta ou liga a futebol, certamente reconhece que a Carlsberg Cup (Taça da Liga) está envolta em constantes polémicas. Se na primeira edição a competição foi relativamente tranquila, o mesmo já não se poderá dizer da actual. Algo que deve estar a preocupar o principal patrocinador da prova.


Tem acontecido um pouco de tudo: polémicas na arbitragem, regulamentos dúbios, equipas que ameaçam não comparecer aos jogos, falta de espectadores nos estádios… São tantas as situações que obrigou já a UNICER, detentora da marca Carlsberg, vir a público exigir rapidez na resolução dos problemas (ver notícia aqui).


Perante todos estes episódios, questiono-me:

- Face ao elevado investimento feito pela UNICER na competição, não estará o retorno aquém do esperado?

- Não terá sido um “casamento infeliz” com um evidente prejuízo para a marca?

A resposta a ambas é SIM.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Marketing de Guerrilha


Acções como esta ainda são pouco comuns entre nós, mas terão tendência para aumentar. Porquê?

- São dinâmicas e originais;

- Geram contacto directo com a população;

- São financeiramente vantajosas;

- Geram um marketing viral muito forte (antes e pós-acção);

- Têm potencial para chegar aos meios de comunicação tradicionais;

- Conseguem impactar as pessoas e gerar recordação.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A diferença entre Relações Públicas e Publicidade


A Unicer e a Central de Cervejas arrancaram esta semana com uma campanha publicitária, cuja mensagem central é "Somos líderes". Ver aqui notícia Briefing e Meios & Publicidade.
Este é um bom exemplo que ilustra a diferença entre Publicidade e Relações Públicas. Na primeira pode-se afirmar o que bem queremos. Temos sempre presença assegurada nos media. Na segunda, apenas com a verdade, criatividade e estratégia se consegue visibilidade. Uma questão de credibilidade, somente!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uma questão de estímulo...



«Não pretendemos nenhum subsídio. Queremos, sim, estimular um sector fundamental para a retoma, a publicidade»

Pedro Morais Leitão, presidente da Confederação de Meios, in Jornal de Negócios

O paradigma de funcionamento e financiamento dos meios de comunicação social alteraram-se. Seria razoável que estes procurassem criativamente novas formas de suplantar a actual crise, que é, como nós sabemos, transversal a todos os negócios. Já imaginaram se cada um de nós fosse solicitar subsídios, ah, desculpem, estímulos para a nossa actividade?!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Marketing viral: os melhores de 2008


O meu colega Fernando Rente, da Guess What, faz aqui referência aos melhores anúncios virais de 2008. Um belo e divertido apontamento!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Croquete venenoso


Esta informação revela que Malta está a posicionar-se como centro de serviços financeiros da Europa. E Portugal, como se posiciona? O que faz para tal? Tem sido eficaz até este momento?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Comunicação Política


Os media nacionais já começaram a ser inundados pelos políticos nacionais e pelos seus jogos de poder. Candidatos, ex-candidatos, aspirantes a candidatos, dissidentes partidários, … todos eles lutam por palcos mediáticos que lhes proporcionem atingir os seus intentos. São criados variadíssimos momentos de comunicação, cujo objectivo único é dar espaço de antena aos seus protagonistas. Trata-se de um autêntico frenesim político, a que os jornalistas correspondem no sentido de obterem o sound bite do dia. Um autêntico jogo de aparências, onde reina a encenação e escasseia a novidade factual.
A verdade que não existe na política e a falta de transparência, na minha opinião, são as principais razões para o divórcio dos portugueses relativamente à política e aos seus actores. Todos se indignam com a elevada abstenção dos actos eleitorais, no entanto ninguém procura encontrar soluções para este problema que afecta de forma grave a democracia portuguesa.

Várias sondagens têm revelado nos últimos anos que o eleitorado tem uma má imagem da «classe política». Um estudo de 2002 conduzido pelos investigadores Pedro Magalhães e Sérgio Faria referem que “em termos médios, as instituições políticas tendem a ser aquelas em relação às quais os inquiridos declaram ter menos confiança. Esta é determinada em grande medida pela avaliação negativa que é feita da performance dos agentes e das instituições dos espaços políticos, tanto no que se refere à política feita, propriamente dita, quanto aos resultados que essa política tem na órbita dos interesses particulares de cada um”.
Cada vez mais assistimos a uma artificialidade desmesurada na vida política nacional, onde nada nos surpreende dada a elevada previsibilidade dos actos. O político é hoje percepcionado como um malandro que só se lembra das pessoas em períodos eleitorais e que as engana constantemente. Nenhum político actual tem capacidade para sobressair dos restantes, pois todos eles mentem. Chegou o tempo de falar verdade com base em ideias próprias, objectivos claros e convicções sólidas. Tal como referia Abraham Lincoln: “É possível enganar toda a gente durante algum tempo, e mesmo alguma gente durante todo o tempo, mas não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo”.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Croquete venenoso


Uma brilhante campanha de Relações Públicas promovida pelo governo do estado de Queensland, na Austrália. Ver aqui. Uma prova de que uma ideia inovadora vale por vezes mais que uma campanha de milhões. Uma reflexão que deverá ser feita pelos responsáveis do Turismo em Portugal.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sugestão Cultural



Tive oportunidade de ver recentemente o filme "A Troca", que recomendo desde já. Com realização de Clint Eastwood e interpretação de Angelina Jolie e John Malkovich, esta é uma bela película que demonstra a importância dos media e a mobilização das massas nos anos 30. A não perder!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estudo AdvertisingAge


A AdvertisingAge dá-nos hoje a conhecer um estudo interessante sobre o que pensam e quais as expectativas dos Marketers para 2009. Curioso o facto de estes revelarem estarem saturados de buzzwords como a Web 2.0, blogs e redes sociais. A mesma investigação revela ainda que apesar dos cortes nos orçamentos de marketing para 2009, os profissionais estão optimistas! Terá agora Seth Godin razão quando afirmou “All Marketers are Liars”? Conferir tudo aqui.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A Política nos media


A aposta forte de ontem da SIC em entrevistar o Primeiro-Ministro José Sócrates, não proporcionou certamente em termos de audiência os resultados desejados e esperados. Vejamos, se no domingo o Jornal da Noite da SIC teve um share de 29,4%, já ontem a entrevista ao PM apenas atingiu os 28,9%. Isto apesar de o bloco informativo que antecedeu a entrevista ter tido um share de 31,4%.

No arranque de um ano muito forte em termos políticos, dadas as inúmeras eleições que irão existir, penso que as estações televisivas, e os media em geral, deviam estar atentos a estes números, sabendo interepretá-los e agindo em conformidade. Considero que a Política e os seus intervenientes têm demasiado peso nos meios de comunicação nacionais. Mais do que merecem, dada a sua qualidade, e mais do que o público pretende. Num período em que se fala tanto em audiências, vendas, retorno e sobrevivência dos media, considero que os seus gestores deveriam sair dos gabinetes e descer à rua do povo…

domingo, 4 de janeiro de 2009

O que não irei esquecer em 2009...


"Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo."
Liang Tzu

"O futuro interessa-me por ser o lugar onde vou passar o resto da minha vida."
Woody Allen

"A genialidade é feita de 1% inspiração e 99% transpiração."
Thomas Edison

"O presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a Criatividade" Hugo von Hofmannsthal

"Aqueles que dizem que algo não pode ser feito deveriam sair do caminho daqueles que estão a tentar fazer."
Joel Arthur Barker

domingo, 28 de dezembro de 2008

A visão deturpada de Eduardo Cintra Torres



Pelo que sei apenas Rodrigo Saraiva do PiaR abordou este assunto aqui e aqui e Domingas Carvalhosa do Primeira Página aqui (Corrijam-me se estiver errado). Considero que perante tantas barbaridades, erros e deturpações, as reacções do sector deveriam ter sido em maior número. Não compreendo por exemplo como é que a APECOM não reagiu formalmente a este artigo de ECT que mancha por completo a credibilidade das agências de comunicação com críticas falsas e gratuitas. Todos sabemos que este senhor gosta de falar mais do que realmente sabe, escudando-se na suposta frontalidade e verdade que tanto apregoa. No entanto, e já dizem os bons manuais de comunicação, a demagogia deve ser combatida desde o início com a verdade e apenas a verdade.

Vamos então proceder à análise do assunto:

1) ECT refere que apenas se estava a referir a algumas agências e não a todas. Se conhece tão bem o mercado e é tão frontal, porque é que não concretiza, referindo quais são as “boas e as más agências de comunicação”? Seria sério da minha parte afirmar que alguns, e note-se referi apenas alguns, colunistas escrevem em função dos seus interesses e ambições pessoais?


2) “Inundados de informações e, se necessário, de rumores e insinuações, os jornalistas ficam apenas com um lado da questão”
Isto só acontece se forem maus jornalistas. Todos os profissionais sérios devem investigar e procurar escutar todos os intervenientes da notícia. Os jornalistas não são marionetes. Por outro lado, se não fossem as agências de comunicação e todos os meios que disponibilizam aos jornalistas, alguns media, certamente, já teriam encerrado.


3) ”…tudo isto é lobbying, claro, um nome lindo para uma actividade que tantas vezes pode ser suja”.

Lá está, ECT tem o cuidado de referir que nem sempre é suja, apenas “que tantas vezes pode ser”. O lobby é um processo transparente e legal, e já instituído na União Europeia e nos EUA, por exemplo. Ao contrário do que muitos julgam, o lobby pretende evitar o habitual tráfico de influência encapotado.


4) “Entretanto, nas agências de propaganda, arrecadam-se lucros por vezes fabulosos e teoriza-se sobre a sua “científica” actividade das “relações públicas”.

Lucros fabulosos??!! Fico a aguardar os valores e os nomes das respectivas agências. Sobre o carácter científico das RP posso referir-lhe diversos bons livros. Uma coisa é certa, a prática das RP é bem mais científica do que a do “colunista semanal”.


5) ”Não tendo a oposição ou outras partes envolvidas nas notícias acesso aos mesmos orçamentos de propaganda para pagar a agências de comunicação concorrentes,… cria um desequilíbrio”

Permitam-me o paralelismo com a publicidade, mas se uma entidade não tiver dinheiro para pagar a uma agência de publicidade para criar um anúncio e a uma agência de meios para o colocar nos media, também existirá um desequilíbrio… Não me parece séria a afirmação do ECT, até porque os media estão ao alcance de qualquer empresa ou cidadão. Qualquer um de nós pode ligar para uma redacção e denunciar uma situação que considere ser pertinente.


Não me querendo alongar neste post que já vai longo, foquei apenas cinco pontos do artigo de ECT, mas muitos outros poderiam ser referidos. É de facto lamentável que cada vez mais os nossos colunistas se rendam e orientem as suas posições segundo critérios mediáticos, independentemente de fugirem à verdade e deturparem a realidade.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Marketing de Guerrilha


Excelente acção de marketing de guerrilha. Fica a dica para as empresas portuguesas na área do calçado e o aviso para os nossos governantes… Ver aqui

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A crise é inimiga da inovação


Ainda há dias Martin Lindstrom, expert em Marketing Sensorial, aquando da sua passagem por Lisboa, referia que “as marcas são prostitutas. Querem agradar a todos os clientes e não podem. Sendo que o problema reside no facto das marcas serem geridas pelos directores de marketing, que têm medo de ser despedidos”.

Concordo em absoluto com estas ideias. Os marketeers vivem hoje em dia aterrorizados pela crise económica e pelos efeitos que essa conjuntura provoca ao nível dos recursos humanos nas empresas. Têm receio de apostar em formatos e abordagens diferentes. Preferem os modelos convencionais, mesmo que estes proporcionem cada vez menores resultados. “Se sei que o anúnciozinho de televisão vai resultando, para quê mudar?”, dirão alguns.

De facto, utilizar os recentes instrumentos de comunicação, cuja eficácia é mais difícil de medir, é algo ainda muito distante para a maior parte dos marketeers que se encontram de pedra e cal nas empresas. A crise claramente não beneficia a inovação.

Os marketeers não são atrevidos e fogem de situações que os leve a assumir o risco. Claramente ainda não perceberam que o marketing tradicional morreu. Ou melhor, talvez já o tenham percepcionado mas recusam-se a dar o passo em frente. Agora a decisão é sua, se pretender ser vencedor, existe apenas um caminho: Inovar!
Para reflexão:
» “Um aspecto essencial da criatividade é não ter medo de fracassar.” Dr. Edwin Land
» “Um executivo que não sabe gerir a inovação é incompetente e inadequado para a sua função.” Peter Drucker

sábado, 13 de dezembro de 2008

A mediatização da Medicina


Li recentemente, num jornal da especialidade, um profissional de saúde a criticar a falta de rigor científico e as ambiguidades com que muitas vezes as questões de Saúde são tratadas nos meios de comunicação social. Algo que já não é novo mas que merece uma reflexão pelo interesse que este tema desperta na população.

O médico referia ainda que, «actualmente muitos doentes chegam ao consultório com um autodiagnóstico baseado em textos, nem sempre de boa qualidade, que retiram da internet e com base em factos de que ouvem relatar. Tal situação provoca um aumento da ansiedade dos doentes, solicitando análises e exames semanalmente e prescrições de um outro medicamento, de acordo com os dados errados aos quais tiveram acesso».

Quem serão os principais responsáveis por este processo informativo menos claro?

Na minha opinião a responsabilidade terá de ser repartida por um conjunto de intervenientes:

1) Especialistas médicos
A esmagadora maioria não está preparada para falar com os meios de comunicação social. Não sabem ser sintéticos no seu discurso. Não utilizam uma linguagem simples e perceptível em função do meio. Não conhecem as especificidades dos media (ex: timings).

2) Jornalistas
Não têm formação na área da Comunicação em Saúde. São alvo de grande rotatividade. Desconhecem as especificidades do sector. Os meios de comunicação social não possuem editorias específicas de Saúde, sendo esta área integrada na editoria de Sociedade, onde se abordam variadíssimos temas.

3) Agentes que promovem as notícias
A Indústria Farmacêutica pretende por vezes dar eco na opinião pública a assuntos que não constituem notícias. Cabe ao consultor de comunicação ser imaginativo e sugerir abordagens diferenciadoras para promover o tema dentro dos parâmetros da ética e transparência exigidas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A visão transversal de um consultor de comunicação



Continuo sem perceber porque é que na maioria das situações os marketeers das empresas continuam a escutar em primeiro lugar e a confiar mais nos agentes da comunicação publicitária do que nos consultores de comunicação. Apesar das suas evidentes lacunas, os primeiros são (ainda) as principais figuras para quem contrata.

Não querendo “puxar a brasa à minha sardinha”, considero, pelo que tenho assistido profissionalmente, que os profissionais das consultoras de comunicação e relações públicas são os mais habilitados para definir e conduzir os processos de comunicação, representando a figura de conselheiro do marketeer. No entanto, aqui, estou a falar de profissionais formados em Comunicação Empresarial, ou algo similar, e com experiência no terreno. Com todo o respeito não me refiro a ex-jornalistas ou simples curiosos na matéria.

Imagine falar sobre comunicação com profissionais de uma agência de publicidade e de uma agência de comunicação. Confira quem tem o discurso mais redutor sobre a área? Qual deles melhor percepciona a comunicação na sua plenitude? Quem está mais aberto às novas tendências e aos novos modelos de comunicação?

Então porquê a maior preponderância da publicidade?
+ Antiga
+ Métricas (mas pouco credíveis)
+ Projecção mediática
+ Conservadora (ideal em situações de crise como a actual, onde existe uma menor propensão em arriscar)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Currículos Google

É um fenómeno recente, ainda pouco habitual em Portugal, mas que já começa a despoletar de forma real em outros países europeus, como é o caso da nossa vizinha Espanha. No momento de avaliar as candidaturas, algumas empresas de recrutamento já pesquisam o nome do candidato no Google para detectar eventuais referências. Nos EUA, mais de 80% dos recrutadores usam os motores de busca para encontrar informações sobre os candidatos e 10% admitem já ter descartado potenciais colaboradores com base nos resultados destas buscas.

Redes sociais (Linkedin, Facebook, The Star Tracker, Hi5, entre outros), fóruns e todo o tipo de sites pessoais servem para construir um currículo Google. As pessoas devem ter uma grande preocupação com todas as informações existente nestes diversos locais. Por vezes uma foto ou um tipo de conteúdo menos feliz pode deixar tudo a perder.

Com a proliferação de redes sociais e do número de pessoas em cada uma delas, não basta presente. Há que saber estar. Devemos conseguir saber tirar as vantagens reais destas ferramentas para projectar as nossas aptidões e experiências no mercado laboral.

A construção de um blog ou de um site pessoal, deve obedecer a um conjunto de regras que devem ser cumpridas para que o local seja muito visitado, e a médio-longo prazo se torne numa referência. Isto é algo que pode demorar algum tempo, pois uma boa posição nos motores de busca depende da confiança que estes tenham nos seus conteúdos.

Por isso, não perca mais tempo e elabore a sua própria estratégia. Foque-se nos seus objectivos e respectivos targets. Não deixe tudo para o factor sorte…

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Métricas

Contaram-me no outro dia que as audiências de televisão em Portugal eram medidas através de mil audímetros. Confesso que fiquei um pouco surpreendido pelo número tão escasso de aparelhos.

Segundo dados que recolhi referentes a 2003, a Alemanha surge à frente no número de audímetros, com 5640. Seguem-se EUA, 5094; Reino Unido, 4500 e Espanha, 3105. Manifestamente insatisfatório.

O número reduzido de audímetros é uma das principais fragilidades na mensuração das audiências. Isto para já não falar nos critérios de atribuição dos aparelhos ou na veracidade dos resultados apurados. Quem tem um audímetro em casa tem de cumprir certas e determinadas rotinas para que não haja um enviesamento nos dados. Umas vezes por desleixo, outras por esquecimento, o que é certo é que este tipo de métrica não é o mais ajustado, pelo número e pelo formato.

Numa época em que os canais digladiam-se ferozmente pelos melhores resultados em termos de audiência, utilizando apuradas técnicas de contraprogramação, onde os anunciantes (ainda) investem milhões em anúncios cujo retorno é imprevisível, penso que está na hora de haver maior profissionalismo, rigor e transparência na medição das audiências. Caso contrário continuar-se-á a apostar com base nos feelings de cada um.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cristo Samsung


Foi publicado ontem no jornal Público uma carta de um leitor que se insurge contra a publicidade da marca Samsung presente no Cristo Rei (ver imagem). Segundo o mesmo "A responsabilidade social das empresas, tão em moda, passa também pela responsabilidade das marcas ao querer gerar notoriedade por associações a eventos e símbolos que gerem emoção nos consumidores. Mas atenção para que esta notoriedade não seja controversa nem nociva para a Samsung, e esta provavelmente é." O mesmo conclui: "por mim, só sei que nunca irei comprar televisores e outros produtos da Samsung".
Este é um importante alerta para as empresas que usam e abusam de patrocínios e associações indevidas. Estes (elevados) investimentos devem ser avaliados devidamente antes de serem realizados. Quais os prós e os contras de tal acção? Será que a marca em causa analisou previamente os factores culturais da população portuguesa? Os conceitos e as ideias não podem ser transportadas de país para país sem uma primeira análise situacional. Existem um conjunto de especificidades que têm de ser tidas em conta se não quisermos colocar em causa a identidade das nossas marcas que, na maior parte das vezes, tanto tempo demorou a construir.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Marketing Autárquico - Parte II



As autarquias necessitam de ser mais competitivas, dinâmicas, inovadoras e criativas. Só assim se conseguirão diferenciar e obter uma sustentabilidade económica consolidada. Terão de implementar e promover as suas actividades, envolvendo todos os seus targets, desde as suas populações à comunicação social. Todas as autarquias, pequenas ou grandes, possuem vantagens competitivas e elementos diferenciadores, basta identificá-los e rentabilizá-los.

Cada autarquia terá de ser trabalhada como uma marca, potenciá-la ao máximo, no sentido de incrementar a sua notoriedade e reputação, gerando assim valor público. Esta mudança tornará as instituições mais comerciais mas com outra “folga” financeira que permitirá desenvolver projectos de elevado interesse para os cidadãos. O sector privado é um importante player nesta estratégia que terá de ser estimulado e alimentado. Este é um bom exemplo de uma iniciativa win-win para os diversos parceiros envolvidos, mas ao que parece até agora mal fundamentada ou explicada.

Por fim, deixo-lhe aqui as principais fases para a implementação de um Plano Estratégico de Marketing Autárquico (PEMA) consistente:

1- Diagnóstico do local
2 – Análise SWOT
3 – Definição de objectivos
4 – Elaboração da estratégia
5 – Plano de acção e respectiva implementação
6 – Avaliação

Trata-se de uma mudança de mentalidades e um desafio para todos mas que certamente irá valer a pena!


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Marketing Autárquico - Parte I



Embora muitos dos nossos autarcas se recusem a admitir que esta expressão faz parte do seu léxico, pela sua suposta conotação negativa, existem já alguns que percepcionam as mais-valias da implementação de um coerente Plano Estratégico de Marketing Autárquico (PEMA). Mas ainda existe muito a fazer…

Hoje em dia todas as autarquias, sem excepção, vivem sérias dificuldades financeiras. Seja pelos cortes orçamentais do Governo Central, ou pelo desinvestimento privado ou até mesmo pela migração das populações. São múltiplas as razões que têm levado a uma diminuição das receitas dos municípios. Qual o caminho então a seguir?

Claramente uma aposta séria e real na definição e implementação de um Plano de Marketing que corresponda às necessidades dos seus públicos-alvo: munícipes, empresas, turistas, comunicação social, entre outros. O tradicional paradigma de gestão municipal está ultrapassado. As autarquias terão de se modernizar e apostar em novos modelos e estruturas. Eu defendo mesmo um modelo empresarial para as autarquias, onde seria integrado um departamento de marketing responsável por detectar as oportunidades e reduzir as ameaças. Isto deverá ser, em primeiro lugar, percepcionado pelos autarcas como um investimento e não como um custo. Depois, será fundamental comunicar, de forma clara e correcta, aos cidadãos os reflexos positivos nas suas vidas da aplicação dessa estratégia.
Amanhã, concluirei o meu raciocínio.

domingo, 16 de novembro de 2008

O deserto do PSD



Manuela Ferreira Leite num encontro esta semana com militantes do PSD queixou-se da cobertura jornalística de uma acção recente onde esteve presente. Segundo a líder do maior partido da oposição, esta iniciativa foi apenas a 14ª notícia durante quatro segundos na televisão, numa altura em que iniciava o jogo do Sporting-Benfica. Esta foi uma das justificações de Manuela Ferreira Leite para o facto de não conseguir passar a mensagem e do PSD estar em baixa nas sondagens.
Parecem-me no mínimo absurdas estas declarações. Será que alguém acredita que são apenas factores externos, como o invocado agora pela líder do PSD, que contribuem para o mau desempenho do partido? Não terão os seus dirigentes a lucidez necessária para ver que as suas intervenções públicas são praticamente vazias de conteúdos, sem capacidade para entusiasmar os portugueses?
O PSD não demonstra ter qualquer tipo de estratégia. Manuela Ferreira Leite não gera empatia. Estes são problemas que estão a castigar e a prejudicar a má performance do partido, não aproveitando o evidente desgaste do Governo e do Partido Socialista que se verifica nesta altura.
O maior partido da oposição tem de compreender que a relevância e a credibilidade conquistam-se. O recente percurso do PSD, marcado pelas inúmeras disputas e casos internos, levou a que perdesse espaço e importância pública. Enquanto não arrumar a casa e mobilizar os seus próprios militantes, jamais conseguirá ganhar os eleitores e os portugueses. O mesmo se passa na vida das empresas. Se o público interno não estiver empenhado, motivado e identificado com a estratégia da empresa, esta não conseguirá ganhar clientes.

Prevejo assim que o PSD continuará a percorrer um longo e penoso deserto mediático…

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Croquete Venenoso


"Em Portugal faz-se pouco jornalismo de investigação. Diz-se que é por causa dos directores dos meios de comunicação social porque não acreditam que seja rentável. É verdade mas é também porque o jornalista não tem iniciativa para investigar, reforçada actualmente com a preguiça por causa das novas tecnologias como a Internet, há a ilusão de que está lá tudo".


Paulo Moura, jornalista e docente da Escola Superior de Comunicação Social, à margem da Primeira Conferência Internacional sobre Jornalismo de Investigação e Novos Meios Tecnológicos que decorreu em Lisboa (Fonte: Diário de Notícias)