quarta-feira, 29 de abril de 2009

Comunicação política




Mas alguém ainda acredita que consegue mais ou menos votos por causa de um outdoor no coração de Lisboa? – João Adelino Faria, jornalista e ‘pivot’ da RTP ao Diário Económico

Eu diria mais, todos os outdoors que estão colocados de norte a sul do país são um autêntico desperdício, não tendo qualquer efeito no eleitorado. A política necessita de se modernizar no que concerne às suas formas de promoção e ganhar conteúdo. Será que o outdoor do PS “Nós europeus” ou o do PSD “Política de Verdade” farão com que estes partidos tenham mais votos nas próximas eleições?

Não é isto que fará a diferença. Os portugueses estão cansados de falsas promessas e de discursos vazios que pouco ou nada dizem. Os políticos necessitam de estar mais próximos das pessoas e escutá-las, não caindo no erro de falarem apenas para os seus pares.

A demagogia já não vence eleições. Os portugueses estão fartos dos consecutivos anúncios de ideias, projectos, propostas, medidas e afins que não se concretizam. As pessoas sentem-se enganadas e não se revêem neste tipo de política. A verdade pode ser difícil de admitir, mas é o caminho mais acertado e o único que deve ser considerado.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Capas de revistas: simplicidade e autenticidade


A edição francesa da revista Elle em Abril apresenta na sua capa a conhecida Monica Belluci sem qualquer tipo de maquilhagem e sem recurso ao photoshop. A actriz foi fotografada com a cara lavada apenas em água e sabão.

Segundo os responsáveis da Elle o objectivo é mostrar a beleza feminina de forma natural contrariando as habituais super produções das revistas.

Alguns afirmarão certamente que se tratará de marketing. Eu chamaria inteligência. Aposto que as vendas desta edição irão disparar. Um exemplo para muitas outras revistas, cujas capas são totalmente manipuladas e fantasiosas (Maxmen e FHM são as mais evidentes).

Quem duvidar do sucesso desta iniciativa, basta recordar a campanha Beleza Real da marca Dove, um dos conceitos de comunicação de maior sucesso nos últimos anos, que gerou um gigantesco marketing viral. (Ver vídeo aqui)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma pérola vinda do Brasil

Esta pérola chegou-me através de um amigo do Brasil. A qualidade não é muita, mas penso que seja perceptível. Junto a um artigo sobre os mais recentes ataques piratas ao largo da Somália, um anúncio aos luxuosos cruzeiros da companhia internacional Royal Caribbean. Aposto que as vendas destas viagens vão disparar à conta deste anúncio e da sua colocação estratégica!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Efeito Obama


Como era expectável, os instrumentos utilizados por Barack Obama nas últimas eleições norte-americanas chegaram à política nacional.

José Sócrates através do site www.socrates2009.pt responderá no próximo dia 25 a questões feitas pelos portugueses, dez das quais em directo. Dentro desta página existem também grupos de discussão dedicados a diversos temas (Ambiente, Cultura, Emprego, Justiça, Tecnologia, entre outros). O objectivo aqui será criar uma rede social de partilha de conteúdos, onde quem participar poderá convidar outros a juntarem-se a estes grupos de interesse.


domingo, 12 de abril de 2009

RP mais poderosa que a publicidade

Já foi divulgado no passado mês de Março mas ainda não tinha aqui feito referência. Dada a sua importância fica agora a nota.


Segundo o estudo The Prominence (ver aqui notícia na PR Week) as relações públicas são mais poderosas do que a publicidade, pois um quarto do valor das marcas depende do sucesso das acções de RP. A investigação levada a cabo por uma empresa inglesa analisou a relação entre a cobertura dos media e o valor das marcas para as empresas.

O estudo revela ainda que em sectores onde existe uma maior pesquisa antes da decisão de compra, como a dos computadores, as relações públicas podem chegar a ser responsáveis por quase metade do valor da marca. Apple, Amazon, Cisco e Dell são algumas companhias da área tecnológica onde as notícias têm maior preponderância no valor global da marca. As relações públicas revelaram-se igualmente importantes em sectores como o automóvel, electrónica de consumo e serviços financeiros.
A metodologia da investigação utilizou uma combinação entre títulos, leads e menções em textos de notícias independentes que não foram pagas pela marca.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O lado positivo da crise

O vice-campeão mundial do salto com vara, Romain Mesnil, depois de perder como patrocinador a Nike, despiu-se de preconceitos e correu pelas ruas de Paris para tentar angariar novos sponsors. Os 46 segundos do seu vídeo já foram vistos por mais de 300 mil pessoas.

Pelos vistos a crise económica contribui para o aumento da criatividade. Valha-nos isto!

sábado, 28 de março de 2009

Os dois lados da notícia



Dois olhares distintos sobre o mesmo assunto. Isto há cada coincidência...





Ver aqui notícia do Diário Digital

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cabovisão tem tudo menos visão


Todos sabemos que as empresas de telecomunicações estão no top das reclamações dos consumidores nacionais. Deficiente assistência técnica, serviços comerciais pouco credíveis, incumprimento de contratos, entre outros. Agora, para além de tudo isto, têm também falta de visão comercial. Falo-vos a propósito de uma situação que me chegou através de uma cliente da Cabovisão.

Actualmente as empresas apenas se preocupam em ganhar novos clientes, canibalizando, pelo preço, mercados já muito saturados. Procurar diferenciar e inovar nos serviços e nas práticas é algo que fica normalmente num segundo plano. A principal aposta destas empresas está centrada em realizar mensalmente novos contratos (muito por culpa dos milhares de comerciais que andam na rua), minorando o esforço para manter os actuais e esquecendo por completo a importância da relação e da fidelização.

Confirmando esta estratégia, a Cabovisão tem actualmente uma campanha que por pouco mais de 19€ poderá adquirir os serviços de TV e telefone, num contrato válido por um ano. Até aqui tudo bem, não fosse o facto dos actuais clientes (muitos deles há já vários anos) estarem a pagar pelos mesmos serviços cerca de 33€, ou seja, mais 75%!!! Quando questionada, a empresa refere que esta é uma promoção apenas para novos clientes, excluindo os actuais. Ou seja, a Cabovisão com este comportamento está simplesmente a convidar os clientes a cancelarem os seus contratos e a mudarem-se para a concorrência.

Muito se fala em fidelização, relação e retenção de clientes, no entanto, infelizmente, poucas empresas passam da retórica à prática. Tal situação prejudica gravemente a boa imagem das organizações.

terça-feira, 10 de março de 2009

Desperdícios



Nada disto seria necessário caso os nossos marketeers já tivessem percebido que o marketing intrusivo passou à história e que os tempos actuais exigem outro tipo de estratégias...


in Diário Digital

DGC cria lista para travar publicidade através do telemóvel

As pessoas que não querem receber mensagens publicitárias através do telemóvel vão poder inscrever-se numa lista que será permanentemente actualizada pela Direcção-Geral do Consumidor (DGC), segundo um decreto-lei publicado hoje.

Segundo o diploma, que entra em vigor a 08 de Maio, é «proibido» enviar comunicações publicitárias por via electrónica, SMS ou MMS a quem constar das listas da DGC e das próprias entidades, nas quais manifestam o desejo de não receber as mensagens de marketing.

Compete à DGC «manter actualizada uma lista de âmbito nacional de pessoas que manifestem o desejo genérico de não receber quaisquer comunicações publicitárias», lê-se no diploma.

Os interessados em não receber mensagens publicitárias terão de preencher o formulário electrónico disponibilizado através da página electrónica da DGC, estando as entidades que promovam o envio dessas mensagens obrigadas a consultar a lista, que será actualizada trimestralmente.

Também é publicada hoje legislação que regula a publicidade a serviços de audiotexto e a serviços de valor acrescentado baseados em mensagens.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um 2009 com cartões mas sem complicações (Actualizado)

(Caso tenha conhecimento de mais alguma iniciativa deste género, envie-me para eu fazer referência aqui no blog)

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Câmara de Aljustrel lança cartão social contra a crise


A Câmara Municipal de Aljustrel anunciou hoje o lançamento de um cartão social e de apoios financeiros para melhorias em habitações de pessoas carenciadas, dois contributos para tentar minimizar os efeitos da actual crise económica.

Através do Cartão Social do Utente dos Serviços Municipais, os beneficiários, pessoas com carências comprovadas, vão ter direito à isenção total ou a descontos no pagamento de tarifas ou taxas aplicáveis a bens e serviços prestados pelo município, explicou o edil Manuel Camacho.
Como exemplo, os titulares do cartão poderão beneficiar da isenção total ou de descontos no pagamento do consumo de água, nas taxas de saneamento e de tratamento de resíduos sólidos e nas entradas em equipamentos municipais.
A Câmara aprovou também normas para conceder apoios financeiros a fundo perdido a famílias carenciadas ou pessoas dependentes residentes no concelho para poderem realizar intervenções de conservação, beneficiação ou adaptação das suas habitações.
Apoios a empresários locais, nomeadamente a diminuição da taxa de derrama para as pequenas e médias empresas, apoios a idosos na compra de medicamentos e reduções nos impostos municipais para as famílias carenciadas são algumas das medidas reclamadas pelo PS e que não foram ainda implementadas.
in Diário Digital

Um 2009 com cartões mas sem complicações


A poucos meses das eleições autárquicas, os municípios multiplicam-se a criar programas, subsídios, pacotes e cartões. Segundo dizem, o objectivo passa essencialmente por ajudar as populações a ultrapassar a crise sem complicações. Será que estas medidas conseguirão seduzir os eleitores?
Confira aqui algumas das iniciativas que têm marcado este início de 2009:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ministério Público dá lição de buzzmarketing


O Ministério Público deu este fim-de-semana uma grande ajuda na promoção do Carnaval de Torres Vedras. Com a polémica da sátira ao Magalhães que se iniciou aqui, prolongou-se aqui e teve este desfecho, eu diria que o Ministério Público activou os mecanismos de buzz com grande mestria. Será que os seus responsáveis andaram a ler o livro Buzzmarketing, de Mark Hughes?!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para onde caminhas Manuela?


Marcelo Rebelo de Sousa referiu que Manuela Ferreira Leite tem um «problema de imagem». Algo que é evidente para todos menos para a própria. Para o comentador da RTP a líder do PSD tem «falhado na transmissão das suas posições» e só fala em estúdios de televisão ou na sede do partido.

Manuela Ferreira Leite prefere criticar tudo e todos, como por exemplo, os critérios jornalísticos ou as sondagens que a deixam numa má posição, do que fazer uma auto-análise e reflectir sobre o que poderá melhorar enquanto líder do maior partido da oposição. Enquanto não descer do seu pedestal e não abandonar a sua teimosia, jamais conquistará o povo. E ao contrário do que alguns possam desejar, este ainda vai tendo voto na matéria. É caso para se dizer que Manuela Ferreira Leite deveria fazer o que em tempos outro colega de partido referiu: “Vou andar por aí”. O «Fórum Portugal de Verdade», entretanto ontem anunciado, pelo que parece, vai um pouco neste sentido. Vamos esperar para ver.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Carlsberg Cup


Mesmo para quem não gosta ou liga a futebol, certamente reconhece que a Carlsberg Cup (Taça da Liga) está envolta em constantes polémicas. Se na primeira edição a competição foi relativamente tranquila, o mesmo já não se poderá dizer da actual. Algo que deve estar a preocupar o principal patrocinador da prova.


Tem acontecido um pouco de tudo: polémicas na arbitragem, regulamentos dúbios, equipas que ameaçam não comparecer aos jogos, falta de espectadores nos estádios… São tantas as situações que obrigou já a UNICER, detentora da marca Carlsberg, vir a público exigir rapidez na resolução dos problemas (ver notícia aqui).


Perante todos estes episódios, questiono-me:

- Face ao elevado investimento feito pela UNICER na competição, não estará o retorno aquém do esperado?

- Não terá sido um “casamento infeliz” com um evidente prejuízo para a marca?

A resposta a ambas é SIM.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Marketing de Guerrilha


Acções como esta ainda são pouco comuns entre nós, mas terão tendência para aumentar. Porquê?

- São dinâmicas e originais;

- Geram contacto directo com a população;

- São financeiramente vantajosas;

- Geram um marketing viral muito forte (antes e pós-acção);

- Têm potencial para chegar aos meios de comunicação tradicionais;

- Conseguem impactar as pessoas e gerar recordação.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A diferença entre Relações Públicas e Publicidade


A Unicer e a Central de Cervejas arrancaram esta semana com uma campanha publicitária, cuja mensagem central é "Somos líderes". Ver aqui notícia Briefing e Meios & Publicidade.
Este é um bom exemplo que ilustra a diferença entre Publicidade e Relações Públicas. Na primeira pode-se afirmar o que bem queremos. Temos sempre presença assegurada nos media. Na segunda, apenas com a verdade, criatividade e estratégia se consegue visibilidade. Uma questão de credibilidade, somente!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uma questão de estímulo...



«Não pretendemos nenhum subsídio. Queremos, sim, estimular um sector fundamental para a retoma, a publicidade»

Pedro Morais Leitão, presidente da Confederação de Meios, in Jornal de Negócios

O paradigma de funcionamento e financiamento dos meios de comunicação social alteraram-se. Seria razoável que estes procurassem criativamente novas formas de suplantar a actual crise, que é, como nós sabemos, transversal a todos os negócios. Já imaginaram se cada um de nós fosse solicitar subsídios, ah, desculpem, estímulos para a nossa actividade?!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Marketing viral: os melhores de 2008


O meu colega Fernando Rente, da Guess What, faz aqui referência aos melhores anúncios virais de 2008. Um belo e divertido apontamento!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Croquete venenoso


Esta informação revela que Malta está a posicionar-se como centro de serviços financeiros da Europa. E Portugal, como se posiciona? O que faz para tal? Tem sido eficaz até este momento?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Comunicação Política


Os media nacionais já começaram a ser inundados pelos políticos nacionais e pelos seus jogos de poder. Candidatos, ex-candidatos, aspirantes a candidatos, dissidentes partidários, … todos eles lutam por palcos mediáticos que lhes proporcionem atingir os seus intentos. São criados variadíssimos momentos de comunicação, cujo objectivo único é dar espaço de antena aos seus protagonistas. Trata-se de um autêntico frenesim político, a que os jornalistas correspondem no sentido de obterem o sound bite do dia. Um autêntico jogo de aparências, onde reina a encenação e escasseia a novidade factual.
A verdade que não existe na política e a falta de transparência, na minha opinião, são as principais razões para o divórcio dos portugueses relativamente à política e aos seus actores. Todos se indignam com a elevada abstenção dos actos eleitorais, no entanto ninguém procura encontrar soluções para este problema que afecta de forma grave a democracia portuguesa.

Várias sondagens têm revelado nos últimos anos que o eleitorado tem uma má imagem da «classe política». Um estudo de 2002 conduzido pelos investigadores Pedro Magalhães e Sérgio Faria referem que “em termos médios, as instituições políticas tendem a ser aquelas em relação às quais os inquiridos declaram ter menos confiança. Esta é determinada em grande medida pela avaliação negativa que é feita da performance dos agentes e das instituições dos espaços políticos, tanto no que se refere à política feita, propriamente dita, quanto aos resultados que essa política tem na órbita dos interesses particulares de cada um”.
Cada vez mais assistimos a uma artificialidade desmesurada na vida política nacional, onde nada nos surpreende dada a elevada previsibilidade dos actos. O político é hoje percepcionado como um malandro que só se lembra das pessoas em períodos eleitorais e que as engana constantemente. Nenhum político actual tem capacidade para sobressair dos restantes, pois todos eles mentem. Chegou o tempo de falar verdade com base em ideias próprias, objectivos claros e convicções sólidas. Tal como referia Abraham Lincoln: “É possível enganar toda a gente durante algum tempo, e mesmo alguma gente durante todo o tempo, mas não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo”.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Croquete venenoso


Uma brilhante campanha de Relações Públicas promovida pelo governo do estado de Queensland, na Austrália. Ver aqui. Uma prova de que uma ideia inovadora vale por vezes mais que uma campanha de milhões. Uma reflexão que deverá ser feita pelos responsáveis do Turismo em Portugal.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sugestão Cultural



Tive oportunidade de ver recentemente o filme "A Troca", que recomendo desde já. Com realização de Clint Eastwood e interpretação de Angelina Jolie e John Malkovich, esta é uma bela película que demonstra a importância dos media e a mobilização das massas nos anos 30. A não perder!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estudo AdvertisingAge


A AdvertisingAge dá-nos hoje a conhecer um estudo interessante sobre o que pensam e quais as expectativas dos Marketers para 2009. Curioso o facto de estes revelarem estarem saturados de buzzwords como a Web 2.0, blogs e redes sociais. A mesma investigação revela ainda que apesar dos cortes nos orçamentos de marketing para 2009, os profissionais estão optimistas! Terá agora Seth Godin razão quando afirmou “All Marketers are Liars”? Conferir tudo aqui.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A Política nos media


A aposta forte de ontem da SIC em entrevistar o Primeiro-Ministro José Sócrates, não proporcionou certamente em termos de audiência os resultados desejados e esperados. Vejamos, se no domingo o Jornal da Noite da SIC teve um share de 29,4%, já ontem a entrevista ao PM apenas atingiu os 28,9%. Isto apesar de o bloco informativo que antecedeu a entrevista ter tido um share de 31,4%.

No arranque de um ano muito forte em termos políticos, dadas as inúmeras eleições que irão existir, penso que as estações televisivas, e os media em geral, deviam estar atentos a estes números, sabendo interepretá-los e agindo em conformidade. Considero que a Política e os seus intervenientes têm demasiado peso nos meios de comunicação nacionais. Mais do que merecem, dada a sua qualidade, e mais do que o público pretende. Num período em que se fala tanto em audiências, vendas, retorno e sobrevivência dos media, considero que os seus gestores deveriam sair dos gabinetes e descer à rua do povo…

domingo, 4 de janeiro de 2009

O que não irei esquecer em 2009...


"Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo."
Liang Tzu

"O futuro interessa-me por ser o lugar onde vou passar o resto da minha vida."
Woody Allen

"A genialidade é feita de 1% inspiração e 99% transpiração."
Thomas Edison

"O presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a Criatividade" Hugo von Hofmannsthal

"Aqueles que dizem que algo não pode ser feito deveriam sair do caminho daqueles que estão a tentar fazer."
Joel Arthur Barker

domingo, 28 de dezembro de 2008

A visão deturpada de Eduardo Cintra Torres



Pelo que sei apenas Rodrigo Saraiva do PiaR abordou este assunto aqui e aqui e Domingas Carvalhosa do Primeira Página aqui (Corrijam-me se estiver errado). Considero que perante tantas barbaridades, erros e deturpações, as reacções do sector deveriam ter sido em maior número. Não compreendo por exemplo como é que a APECOM não reagiu formalmente a este artigo de ECT que mancha por completo a credibilidade das agências de comunicação com críticas falsas e gratuitas. Todos sabemos que este senhor gosta de falar mais do que realmente sabe, escudando-se na suposta frontalidade e verdade que tanto apregoa. No entanto, e já dizem os bons manuais de comunicação, a demagogia deve ser combatida desde o início com a verdade e apenas a verdade.

Vamos então proceder à análise do assunto:

1) ECT refere que apenas se estava a referir a algumas agências e não a todas. Se conhece tão bem o mercado e é tão frontal, porque é que não concretiza, referindo quais são as “boas e as más agências de comunicação”? Seria sério da minha parte afirmar que alguns, e note-se referi apenas alguns, colunistas escrevem em função dos seus interesses e ambições pessoais?


2) “Inundados de informações e, se necessário, de rumores e insinuações, os jornalistas ficam apenas com um lado da questão”
Isto só acontece se forem maus jornalistas. Todos os profissionais sérios devem investigar e procurar escutar todos os intervenientes da notícia. Os jornalistas não são marionetes. Por outro lado, se não fossem as agências de comunicação e todos os meios que disponibilizam aos jornalistas, alguns media, certamente, já teriam encerrado.


3) ”…tudo isto é lobbying, claro, um nome lindo para uma actividade que tantas vezes pode ser suja”.

Lá está, ECT tem o cuidado de referir que nem sempre é suja, apenas “que tantas vezes pode ser”. O lobby é um processo transparente e legal, e já instituído na União Europeia e nos EUA, por exemplo. Ao contrário do que muitos julgam, o lobby pretende evitar o habitual tráfico de influência encapotado.


4) “Entretanto, nas agências de propaganda, arrecadam-se lucros por vezes fabulosos e teoriza-se sobre a sua “científica” actividade das “relações públicas”.

Lucros fabulosos??!! Fico a aguardar os valores e os nomes das respectivas agências. Sobre o carácter científico das RP posso referir-lhe diversos bons livros. Uma coisa é certa, a prática das RP é bem mais científica do que a do “colunista semanal”.


5) ”Não tendo a oposição ou outras partes envolvidas nas notícias acesso aos mesmos orçamentos de propaganda para pagar a agências de comunicação concorrentes,… cria um desequilíbrio”

Permitam-me o paralelismo com a publicidade, mas se uma entidade não tiver dinheiro para pagar a uma agência de publicidade para criar um anúncio e a uma agência de meios para o colocar nos media, também existirá um desequilíbrio… Não me parece séria a afirmação do ECT, até porque os media estão ao alcance de qualquer empresa ou cidadão. Qualquer um de nós pode ligar para uma redacção e denunciar uma situação que considere ser pertinente.


Não me querendo alongar neste post que já vai longo, foquei apenas cinco pontos do artigo de ECT, mas muitos outros poderiam ser referidos. É de facto lamentável que cada vez mais os nossos colunistas se rendam e orientem as suas posições segundo critérios mediáticos, independentemente de fugirem à verdade e deturparem a realidade.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Marketing de Guerrilha


Excelente acção de marketing de guerrilha. Fica a dica para as empresas portuguesas na área do calçado e o aviso para os nossos governantes… Ver aqui

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A crise é inimiga da inovação


Ainda há dias Martin Lindstrom, expert em Marketing Sensorial, aquando da sua passagem por Lisboa, referia que “as marcas são prostitutas. Querem agradar a todos os clientes e não podem. Sendo que o problema reside no facto das marcas serem geridas pelos directores de marketing, que têm medo de ser despedidos”.

Concordo em absoluto com estas ideias. Os marketeers vivem hoje em dia aterrorizados pela crise económica e pelos efeitos que essa conjuntura provoca ao nível dos recursos humanos nas empresas. Têm receio de apostar em formatos e abordagens diferentes. Preferem os modelos convencionais, mesmo que estes proporcionem cada vez menores resultados. “Se sei que o anúnciozinho de televisão vai resultando, para quê mudar?”, dirão alguns.

De facto, utilizar os recentes instrumentos de comunicação, cuja eficácia é mais difícil de medir, é algo ainda muito distante para a maior parte dos marketeers que se encontram de pedra e cal nas empresas. A crise claramente não beneficia a inovação.

Os marketeers não são atrevidos e fogem de situações que os leve a assumir o risco. Claramente ainda não perceberam que o marketing tradicional morreu. Ou melhor, talvez já o tenham percepcionado mas recusam-se a dar o passo em frente. Agora a decisão é sua, se pretender ser vencedor, existe apenas um caminho: Inovar!
Para reflexão:
» “Um aspecto essencial da criatividade é não ter medo de fracassar.” Dr. Edwin Land
» “Um executivo que não sabe gerir a inovação é incompetente e inadequado para a sua função.” Peter Drucker

sábado, 13 de dezembro de 2008

A mediatização da Medicina


Li recentemente, num jornal da especialidade, um profissional de saúde a criticar a falta de rigor científico e as ambiguidades com que muitas vezes as questões de Saúde são tratadas nos meios de comunicação social. Algo que já não é novo mas que merece uma reflexão pelo interesse que este tema desperta na população.

O médico referia ainda que, «actualmente muitos doentes chegam ao consultório com um autodiagnóstico baseado em textos, nem sempre de boa qualidade, que retiram da internet e com base em factos de que ouvem relatar. Tal situação provoca um aumento da ansiedade dos doentes, solicitando análises e exames semanalmente e prescrições de um outro medicamento, de acordo com os dados errados aos quais tiveram acesso».

Quem serão os principais responsáveis por este processo informativo menos claro?

Na minha opinião a responsabilidade terá de ser repartida por um conjunto de intervenientes:

1) Especialistas médicos
A esmagadora maioria não está preparada para falar com os meios de comunicação social. Não sabem ser sintéticos no seu discurso. Não utilizam uma linguagem simples e perceptível em função do meio. Não conhecem as especificidades dos media (ex: timings).

2) Jornalistas
Não têm formação na área da Comunicação em Saúde. São alvo de grande rotatividade. Desconhecem as especificidades do sector. Os meios de comunicação social não possuem editorias específicas de Saúde, sendo esta área integrada na editoria de Sociedade, onde se abordam variadíssimos temas.

3) Agentes que promovem as notícias
A Indústria Farmacêutica pretende por vezes dar eco na opinião pública a assuntos que não constituem notícias. Cabe ao consultor de comunicação ser imaginativo e sugerir abordagens diferenciadoras para promover o tema dentro dos parâmetros da ética e transparência exigidas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A visão transversal de um consultor de comunicação



Continuo sem perceber porque é que na maioria das situações os marketeers das empresas continuam a escutar em primeiro lugar e a confiar mais nos agentes da comunicação publicitária do que nos consultores de comunicação. Apesar das suas evidentes lacunas, os primeiros são (ainda) as principais figuras para quem contrata.

Não querendo “puxar a brasa à minha sardinha”, considero, pelo que tenho assistido profissionalmente, que os profissionais das consultoras de comunicação e relações públicas são os mais habilitados para definir e conduzir os processos de comunicação, representando a figura de conselheiro do marketeer. No entanto, aqui, estou a falar de profissionais formados em Comunicação Empresarial, ou algo similar, e com experiência no terreno. Com todo o respeito não me refiro a ex-jornalistas ou simples curiosos na matéria.

Imagine falar sobre comunicação com profissionais de uma agência de publicidade e de uma agência de comunicação. Confira quem tem o discurso mais redutor sobre a área? Qual deles melhor percepciona a comunicação na sua plenitude? Quem está mais aberto às novas tendências e aos novos modelos de comunicação?

Então porquê a maior preponderância da publicidade?
+ Antiga
+ Métricas (mas pouco credíveis)
+ Projecção mediática
+ Conservadora (ideal em situações de crise como a actual, onde existe uma menor propensão em arriscar)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Currículos Google

É um fenómeno recente, ainda pouco habitual em Portugal, mas que já começa a despoletar de forma real em outros países europeus, como é o caso da nossa vizinha Espanha. No momento de avaliar as candidaturas, algumas empresas de recrutamento já pesquisam o nome do candidato no Google para detectar eventuais referências. Nos EUA, mais de 80% dos recrutadores usam os motores de busca para encontrar informações sobre os candidatos e 10% admitem já ter descartado potenciais colaboradores com base nos resultados destas buscas.

Redes sociais (Linkedin, Facebook, The Star Tracker, Hi5, entre outros), fóruns e todo o tipo de sites pessoais servem para construir um currículo Google. As pessoas devem ter uma grande preocupação com todas as informações existente nestes diversos locais. Por vezes uma foto ou um tipo de conteúdo menos feliz pode deixar tudo a perder.

Com a proliferação de redes sociais e do número de pessoas em cada uma delas, não basta presente. Há que saber estar. Devemos conseguir saber tirar as vantagens reais destas ferramentas para projectar as nossas aptidões e experiências no mercado laboral.

A construção de um blog ou de um site pessoal, deve obedecer a um conjunto de regras que devem ser cumpridas para que o local seja muito visitado, e a médio-longo prazo se torne numa referência. Isto é algo que pode demorar algum tempo, pois uma boa posição nos motores de busca depende da confiança que estes tenham nos seus conteúdos.

Por isso, não perca mais tempo e elabore a sua própria estratégia. Foque-se nos seus objectivos e respectivos targets. Não deixe tudo para o factor sorte…

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Métricas

Contaram-me no outro dia que as audiências de televisão em Portugal eram medidas através de mil audímetros. Confesso que fiquei um pouco surpreendido pelo número tão escasso de aparelhos.

Segundo dados que recolhi referentes a 2003, a Alemanha surge à frente no número de audímetros, com 5640. Seguem-se EUA, 5094; Reino Unido, 4500 e Espanha, 3105. Manifestamente insatisfatório.

O número reduzido de audímetros é uma das principais fragilidades na mensuração das audiências. Isto para já não falar nos critérios de atribuição dos aparelhos ou na veracidade dos resultados apurados. Quem tem um audímetro em casa tem de cumprir certas e determinadas rotinas para que não haja um enviesamento nos dados. Umas vezes por desleixo, outras por esquecimento, o que é certo é que este tipo de métrica não é o mais ajustado, pelo número e pelo formato.

Numa época em que os canais digladiam-se ferozmente pelos melhores resultados em termos de audiência, utilizando apuradas técnicas de contraprogramação, onde os anunciantes (ainda) investem milhões em anúncios cujo retorno é imprevisível, penso que está na hora de haver maior profissionalismo, rigor e transparência na medição das audiências. Caso contrário continuar-se-á a apostar com base nos feelings de cada um.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cristo Samsung


Foi publicado ontem no jornal Público uma carta de um leitor que se insurge contra a publicidade da marca Samsung presente no Cristo Rei (ver imagem). Segundo o mesmo "A responsabilidade social das empresas, tão em moda, passa também pela responsabilidade das marcas ao querer gerar notoriedade por associações a eventos e símbolos que gerem emoção nos consumidores. Mas atenção para que esta notoriedade não seja controversa nem nociva para a Samsung, e esta provavelmente é." O mesmo conclui: "por mim, só sei que nunca irei comprar televisores e outros produtos da Samsung".
Este é um importante alerta para as empresas que usam e abusam de patrocínios e associações indevidas. Estes (elevados) investimentos devem ser avaliados devidamente antes de serem realizados. Quais os prós e os contras de tal acção? Será que a marca em causa analisou previamente os factores culturais da população portuguesa? Os conceitos e as ideias não podem ser transportadas de país para país sem uma primeira análise situacional. Existem um conjunto de especificidades que têm de ser tidas em conta se não quisermos colocar em causa a identidade das nossas marcas que, na maior parte das vezes, tanto tempo demorou a construir.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Marketing Autárquico - Parte II



As autarquias necessitam de ser mais competitivas, dinâmicas, inovadoras e criativas. Só assim se conseguirão diferenciar e obter uma sustentabilidade económica consolidada. Terão de implementar e promover as suas actividades, envolvendo todos os seus targets, desde as suas populações à comunicação social. Todas as autarquias, pequenas ou grandes, possuem vantagens competitivas e elementos diferenciadores, basta identificá-los e rentabilizá-los.

Cada autarquia terá de ser trabalhada como uma marca, potenciá-la ao máximo, no sentido de incrementar a sua notoriedade e reputação, gerando assim valor público. Esta mudança tornará as instituições mais comerciais mas com outra “folga” financeira que permitirá desenvolver projectos de elevado interesse para os cidadãos. O sector privado é um importante player nesta estratégia que terá de ser estimulado e alimentado. Este é um bom exemplo de uma iniciativa win-win para os diversos parceiros envolvidos, mas ao que parece até agora mal fundamentada ou explicada.

Por fim, deixo-lhe aqui as principais fases para a implementação de um Plano Estratégico de Marketing Autárquico (PEMA) consistente:

1- Diagnóstico do local
2 – Análise SWOT
3 – Definição de objectivos
4 – Elaboração da estratégia
5 – Plano de acção e respectiva implementação
6 – Avaliação

Trata-se de uma mudança de mentalidades e um desafio para todos mas que certamente irá valer a pena!


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Marketing Autárquico - Parte I



Embora muitos dos nossos autarcas se recusem a admitir que esta expressão faz parte do seu léxico, pela sua suposta conotação negativa, existem já alguns que percepcionam as mais-valias da implementação de um coerente Plano Estratégico de Marketing Autárquico (PEMA). Mas ainda existe muito a fazer…

Hoje em dia todas as autarquias, sem excepção, vivem sérias dificuldades financeiras. Seja pelos cortes orçamentais do Governo Central, ou pelo desinvestimento privado ou até mesmo pela migração das populações. São múltiplas as razões que têm levado a uma diminuição das receitas dos municípios. Qual o caminho então a seguir?

Claramente uma aposta séria e real na definição e implementação de um Plano de Marketing que corresponda às necessidades dos seus públicos-alvo: munícipes, empresas, turistas, comunicação social, entre outros. O tradicional paradigma de gestão municipal está ultrapassado. As autarquias terão de se modernizar e apostar em novos modelos e estruturas. Eu defendo mesmo um modelo empresarial para as autarquias, onde seria integrado um departamento de marketing responsável por detectar as oportunidades e reduzir as ameaças. Isto deverá ser, em primeiro lugar, percepcionado pelos autarcas como um investimento e não como um custo. Depois, será fundamental comunicar, de forma clara e correcta, aos cidadãos os reflexos positivos nas suas vidas da aplicação dessa estratégia.
Amanhã, concluirei o meu raciocínio.

domingo, 16 de novembro de 2008

O deserto do PSD



Manuela Ferreira Leite num encontro esta semana com militantes do PSD queixou-se da cobertura jornalística de uma acção recente onde esteve presente. Segundo a líder do maior partido da oposição, esta iniciativa foi apenas a 14ª notícia durante quatro segundos na televisão, numa altura em que iniciava o jogo do Sporting-Benfica. Esta foi uma das justificações de Manuela Ferreira Leite para o facto de não conseguir passar a mensagem e do PSD estar em baixa nas sondagens.
Parecem-me no mínimo absurdas estas declarações. Será que alguém acredita que são apenas factores externos, como o invocado agora pela líder do PSD, que contribuem para o mau desempenho do partido? Não terão os seus dirigentes a lucidez necessária para ver que as suas intervenções públicas são praticamente vazias de conteúdos, sem capacidade para entusiasmar os portugueses?
O PSD não demonstra ter qualquer tipo de estratégia. Manuela Ferreira Leite não gera empatia. Estes são problemas que estão a castigar e a prejudicar a má performance do partido, não aproveitando o evidente desgaste do Governo e do Partido Socialista que se verifica nesta altura.
O maior partido da oposição tem de compreender que a relevância e a credibilidade conquistam-se. O recente percurso do PSD, marcado pelas inúmeras disputas e casos internos, levou a que perdesse espaço e importância pública. Enquanto não arrumar a casa e mobilizar os seus próprios militantes, jamais conseguirá ganhar os eleitores e os portugueses. O mesmo se passa na vida das empresas. Se o público interno não estiver empenhado, motivado e identificado com a estratégia da empresa, esta não conseguirá ganhar clientes.

Prevejo assim que o PSD continuará a percorrer um longo e penoso deserto mediático…

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Croquete Venenoso


"Em Portugal faz-se pouco jornalismo de investigação. Diz-se que é por causa dos directores dos meios de comunicação social porque não acreditam que seja rentável. É verdade mas é também porque o jornalista não tem iniciativa para investigar, reforçada actualmente com a preguiça por causa das novas tecnologias como a Internet, há a ilusão de que está lá tudo".


Paulo Moura, jornalista e docente da Escola Superior de Comunicação Social, à margem da Primeira Conferência Internacional sobre Jornalismo de Investigação e Novos Meios Tecnológicos que decorreu em Lisboa (Fonte: Diário de Notícias)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cidadão jornalista


O cidadão jornalista está a revolucionar o mercado dos media. O que deverão os técnicos de comunicação fazer perante esta nova realidade? Será um entrave ou oportunidade para a prossecução dos objectivos destes profissionais? Eu acredito que é algo com que temos de conviver e, muito sinceramente, acredito que seja uma oportunidade para quem actua nesta área.

Já não existe nenhum meio de comunicação social que não dispense a colaboração dos cidadãos. Esta é uma tendência que veio para ficar. Os media viveram muito tempo afastados das pessoas e do mundo real. Agora tentam a todo o custo uma aproximação das pessoas, dos seus gostos e preferências, permitindo e estimulando a participação das pessoas nos seus conteúdos, nas mais diversas formas.

O advento das novas tecnologias digitais de fotografia e vídeo, catapultadas pelas páginas de internet pessoais, ditou uma viragem na imprensa e nos media em geral. Recordemos por exemplo as imagens do Tsunami, os atentados em Londres, ou as mais recentes cheias em Lisboa.

É fundamental para nós, consultores de comunicação, criarmos estratégias que envolvam os cidadãos. Não se trata de uma opção. É uma questão de nos adaptarmos a esta nova realidade incontornável e potenciarmos as nossas estratégias de comunicação. O grande desafio será o de saber envolver os cidadãos de forma positiva e transparente e transpô-lo para os meios de comunicação social.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Croquete venenoso


Será que o objectivo primordial dos blogs de comunicação em Portugal é a auto-promoção e a crítica gratuita e de baixo nível?!!

domingo, 26 de outubro de 2008

Conferência sobre Relações Públicas

A Escola Superior de Comunicação Social promove no próximo dia 29 de Outubro um novo encontro sobre Relações Públicas.

Para além de diversos oradores nacionais, o evento conta também com a participação do professor David Phillips, que escreveu o livro On-Line Public Relations.

Para mais informações sobre o programa.

Inscrição gratuita e online.

domingo, 19 de outubro de 2008

Advertasting: Bom Exemplo

Uma acçção de marketing inovadora com claros benefícios para a marca. Conseguiram promover o produto junto do seu target de forma pertinente e não intrusiva. É isto que muitas marcas esquecem: perceber o que o consumidor pretende e falar a sua linguagem.

Breve descritivo da acção:
Entre Fevereiro e Março de 2008, a Coca-Cola patrocinou a colocação de piercings na língua de 280 jovens em clínicas no Brasil. Para ganharem a aplicação do piercing gratuitamente seria necessário os candidatos deixarem tirar uma foto que seria colocada em diversos sites como o Flickr e Picasa.

Ver aqui o vídeo:

domingo, 12 de outubro de 2008

Relações Públicas Com Croquete


As angariadoras de VIP's e as rainhas das festas. Conheça o top das organizadoras e dos convidados. O mundo das RP Com Croquete. Este fim-de-semana no jornal 24 Horas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Probabilidades



Este é um exemplo claro de que quando a visibilidade pública aumenta, a probabilidade de sermos alvo de um "vasculhar jornalístico" também aumenta na mesma escala.


Empresa diz que «verdade será reposta»
Produtora do Magalhães é arguida em caso de fraude de 72 mil euros


Processo remonta a 2000/2001 e encontra-se na fase de julgamento. A empresa produtora do computador Magalhães, J.P. Sá Couto, tem em julgamento um processo de fraude fiscal, em que o Estado reclama 71.620,54 euros.


Em comunicado, o presidente do conselho de administração, Jorge Sá Couto, refere que o facto, que remonta a 2000/2001, «é público há vários anos, tendo sido publicado na comunicação social nessa altura».

O processo tem como arguidos a empresa e um dos seus administradores, acrescenta a nota explicativa da J.P. Sá Couto.

«Oportunamente, a J.P. Sá Couto entregou a sua contestação e aguarda serenamente o desfecho do julgamento, tendo plena convicção que a verdade será reposta», avança Jorge Sá Couto.

O mesmo responsável lembra também que, na altura do processo, «foram informados todos os fornecedores e entidades bancárias dos factos em causa, tendo estes manifestado a sua total confiança na empresa».

Esta é a resposta da empresa de Matosinhos à notícia da «Rádio Renascença», que avançou que estão envolvidos neste processo um total de 41 arguidos acusados de se terem associado para a prática de uma «mega fuga e fraude ao IVA, no ramo da informática».


Fonte: Agência Financeira

domingo, 21 de setembro de 2008

As Relações Públicas na internet: constatações e desilusões

A minha aventura pela blogosfera começou em Agosto de 2005. Nasceu nessa altura o Relações Públicas Sem Croquete, o primeiro blog nacional sobre RP. Numa altura em que, certamente, os profissionais não se interessavam nem valorizavam esta importante ferramenta de comunicação, resolvi criar o referido espaço, preenchendo uma lacuna até aí existente.

O Relações Públicas Sem Croquete foi criado numa vertente positiva e formativa, proporcionando um espaço para comentários e observações, fossem elas positivas ou negativas. O importante foi o diálogo e a troca de ideias gerada desde aí sobre o sector das RP, abordando carências, problemas, evoluções e boas práticas. Eu encaro este meu “cantinho” como algo que pretende dar o seu humilde contributo para uma melhor percepção do que são as RP e o seu importante contributo para as empresas. Esta é a minha missão, e daqui não me desviarei nem um centímetro.

Nos últimos tempos temos assistido a uma verdadeira explosão de blogs sobre RP. Tal é mais ou menos visível através do directório que a Lift criou recentemente
http://blogs.lift.com.pt/. Na minha opinião, o que poderia ser uma demonstração real e cabal da evolução do sector em Portugal, quando se analisam os conteúdos dos diversos locais, estes transformam-se em espaços que apenas servem para criticar concorrentes e enviar “recados” mais ou menos explícitos. O mais grave é que alguns desses espaços foram criados apenas e exclusivamente com esse propósito. É uma pena ver pessoas que, pela sua experiência e supostos conhecimentos, poderiam dar um importante contributo à evolução do sector, continuem mais focados nos objectivos pessoais em detrimento do colectivo. Uma autêntica desilusão.


Uma nota final, neste já longo post, para o facto da (até aqui) discreta JLM ter lançado o seu site, fazendo referência directa aos seus clientes e colaboradores. Será que estamos perante uma mudança da estratégia desta consultora? Mais do que transparência, será que estarão apostados em crescer exponencialmente? Para quando o blog da JLM?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A comunicação nas PME


O Governo anunciou esta semana o lançamento de uma linha de crédito para apoiar as PME. Trata-se de um montante no valor de 400 milhões de euros que estará disponível dentro de um mês. 99 por cento das empresas em Portugal são de pequena e média dimensão. Trata-se de uma excelente oportunidade para as PME revitalizarem os seus negócios através de uma aposta séria na comunicação.

Está na altura das empresas encararem a comunicação como uma ferramenta útil que lhes proporciona mais-valias para o seu negócio. Não é pelo facto de serem uma empresa de pequena ou média dimensão que poderão dispensar um plano ou uma estratégia de comunicação. Somos um povo do improviso e do “desenrasca”, no entanto este amadorismo paga-se caro no mundo dos negócios. As empresas portuguesas não se podem restringir ao mercado nacional, necessitam de se aventurar em mercados internacionais. Nestes, a comunicação é um elemento valorizado e crucial na afirmação e desenvolvimento dos seus players.

Não são necessários planos gigantescos ou complexos, pois ideias que servem apenas para ficar no papel são autênticas perdas de tempo. Acredito que em muitos casos bastam 3 ou 4 folhas A4. O que terá de existir é uma maior sensibilidade dos gestores para as políticas de comunicação e para o impacto que estas têm na captação de novos clientes, na obtenção de reputação no mercado e por conseguinte na valorização da empresa em termos económicos.

A comunicação afirma-se hoje como um driver estratégico no desenvolvimento e afirmação das organizações, independentemente da sua dimensão. Está sempre presente na vida de uma empresa, fazendo quase sempre a diferença na sua performance e nos resultados anuais. É impensável, por exemplo, nos dias de hoje um gestor moderno não ter uma boa capacidade de comunicação nas suas diversas vertentes: falar com os meios de comunicação social, liderar colaboradores, persuadir clientes, negociar com fornecedores, etc.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Palitada: E porque hoje é dia de Inimigo Público….


Não foi, mas bem podia ser verdade:

Pacheco Pereira abre Agência de Comunicação

Depois das sucessivas derrotas de Manuela Ferreira Leite, o até aqui comentador, colunista, estratega, bloguista,... decidiu abrir a sua própria agência de comunicação. Segundo se sabe, fica lá para os lados da Lapa.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Stand Up To Cancer

Uma campanha excelente que utiliza os media sociais de forma criativa e inteligente, envolvendo o público para uma causa muito importante.



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Imagem: O bom e o mau


Ontem fui surpreendido por um telefonema da ourivesaria onde comprei as minhas alianças de casamento. A razão era felicitar a minha mulher pelo seu aniversário. Foi um gesto simpático e louvável pois trata-se de uma pequena loja de bairro, que revela uma forte preocupação em criar uma relação com os seus clientes.

Por outro lado, o Barclays Bank, essa suposta prestigiada instituição bancária internacional, contactou-me, nos últimos tempos, por diversas vezes para me vender um dos seus serviços maravilhosos. Uma chamada não tem mal. Devemos respeitar e delicadamente responder não, se for caso disso, obviamente. No entanto, se esses telefonemas se repetirem vezes sem conta, dia após dia, onde dizemos que não estamos interessados e mesmo assim nos contactam persistentemente, é de facto lamentável e transmitem uma péssima imagem da empresa. Não da sua, pois este tipo de serviço é quase sempre feito por empresas subcontratadas que anonimamente nos ligam. O problema neste caso será para o Barclays que não controlou o processo e que não só deixou de ganhar um cliente (eu), como irá partilhar esta triste história com um sem número de pessoas como estou fazendo aqui.

É caso para se dizer que a dimensão das empresas reflecte pouca coisa e que existem processos que devem ser controlados rigorosamente sob pena de serem fortemente penalizadores para as empresas a médio/longo prazo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Palitada: Jornalistas longe de Angola


Este foi um dos destaques de ontem do Jornal da Noite da SIC. De acordo com a peça transmitida, cinco órgãos de comunicação social nacionais (SIC, Expresso, Visão, Público e Renascença) foram impedidos de acompanhar as eleições legislativas em Angola por não serem cedidos vistos de entrada no país. Alguns pedidos de jornalistas para entrarem no país têm mais de 1 mês.

Segundo José Manuel Fernandes, director do jornal Público, “trata-se de uma acção intencional do Governo angolano no sentido de afastar jornalistas e meios de comunicação social que no passado denunciaram situações no país que não agradaram aos seus responsáveis”. Um artigo do jornal Público há dez anos sobre a rota dos diamantes angolanos (nunca mais conseguiram entrar no país), ou uma recente conferência do grupo Impresa onde Bob Geldof acusou os dirigentes de Angola de serem criminosos, constituem exemplos daquilo que poderá ter levado agora ao afastamento de alguns jornalistas portugueses daquele país. JMF refere ainda que “os dirigentes angolanos só convocam eleições porque sabem que irão ganhar”.

Angola vive períodos de grande desenvolvimento e progresso. É um facto de que ninguém dúvida. No entanto, discordo com Luis Paixão Martins, quando referiu, no momento em que anunciou o início da parceria com o Governo de Angola, “que algumas das percepções públicas se encontram desfasadas das novas realidades angolanas”. Acho que a verdadeira realidade é indisfarçável.

As instituições e organizações têm de assimilar que a base da reputação assenta na transparência e honestidade dos seus actos. O Governo angolano e os seus dirigentes deveriam perceber que estas acções são mais prejudiciais do que benéficas. Isto porque, por enquanto, na verdadeira democracia as fontes de informação e os meios de comunicação social ainda actuam com total liberdade.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O nosso quotidiano

As principais ilações a retirar:

- A diferença entre um estafeta e um consultor é que o primeiro diz sim a tudo e a todos, ao passo que o segundo opina;
- A culpa nunca pertence ao cliente;

- Nem sempre o freguês tem razão. Longe disso;
- Para o cliente, amanhã já é tarde.


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Facebook usado para encontrar voluntários para ensaios clínicos


A revista PR Week publicou recentemente um artigo que refere que as companhias farmacêuticas estão a solicitar às agências de comunicação que sejam mais inovadoras no sentido de fazer face à actual escassez de voluntários para os tradicionais ensaios clínicos.

Segundo a mesma fonte, os laboratórios estão cada vez mais direccionados para ferramentas como o Facebook e blogs, no sentido de promoverem os benefícios da participação da população neste tipo de estudos e por outro lado conseguirem impactar um conjunto alargado da sociedade.

De acordo com os dados mais recentes, 90% dos ensaios clínicos estão atrasados devido a problemas relacionados com o recrutamento de voluntários. A má percepção pública da indústria farmacêutica e dos próprios ensaios clínicos constituem as principais razões para a baixa participação registada.

domingo, 24 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos



Hoje chegam ao fim os Jogos Olímpicos de Pequim e Portugal conseguiu a melhor participação de sempre. Sim, é verdade, o nosso país alcançou o melhor registo de toda a história com a obtenção de uma medalha de ouro e outra de prata. Será que os portugueses estão conscientes destes resultados? Será que o Comité Olímpico de Portugal conseguiu passar esta mensagem? Claramente, não.

Se fizéssemos hoje uma sondagem junto dos portugueses, certamente que iríamos obter uma opinião muito negativa dos portugueses sobre a performance da nossa delegação olímpica. As duas medalhas obtidas ficaram para um segundo plano, face às declarações estranhas, inoportunas e descabidas de alguns dos nossos atletas. Como se isto não bastasse, os avanços e recuos do presidente do COP relativos à sua permanência à frente deste organismo, constituíram mais “achas para a fogueira”.

Tudo começou mal quando, ainda em Portugal, foram colocados objectivos muito acima das nossas verdadeiras possibilidades. Depois, já em Pequim, a falta de estratégia, a inexistente selecção de mensagens, os timings desadequados e a não preparação dos responsáveis para comunicarem com os media tornaram o sucesso obtido num fracasso em termos de percepção pública.