domingo, 16 de novembro de 2008

O deserto do PSD



Manuela Ferreira Leite num encontro esta semana com militantes do PSD queixou-se da cobertura jornalística de uma acção recente onde esteve presente. Segundo a líder do maior partido da oposição, esta iniciativa foi apenas a 14ª notícia durante quatro segundos na televisão, numa altura em que iniciava o jogo do Sporting-Benfica. Esta foi uma das justificações de Manuela Ferreira Leite para o facto de não conseguir passar a mensagem e do PSD estar em baixa nas sondagens.
Parecem-me no mínimo absurdas estas declarações. Será que alguém acredita que são apenas factores externos, como o invocado agora pela líder do PSD, que contribuem para o mau desempenho do partido? Não terão os seus dirigentes a lucidez necessária para ver que as suas intervenções públicas são praticamente vazias de conteúdos, sem capacidade para entusiasmar os portugueses?
O PSD não demonstra ter qualquer tipo de estratégia. Manuela Ferreira Leite não gera empatia. Estes são problemas que estão a castigar e a prejudicar a má performance do partido, não aproveitando o evidente desgaste do Governo e do Partido Socialista que se verifica nesta altura.
O maior partido da oposição tem de compreender que a relevância e a credibilidade conquistam-se. O recente percurso do PSD, marcado pelas inúmeras disputas e casos internos, levou a que perdesse espaço e importância pública. Enquanto não arrumar a casa e mobilizar os seus próprios militantes, jamais conseguirá ganhar os eleitores e os portugueses. O mesmo se passa na vida das empresas. Se o público interno não estiver empenhado, motivado e identificado com a estratégia da empresa, esta não conseguirá ganhar clientes.

Prevejo assim que o PSD continuará a percorrer um longo e penoso deserto mediático…

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Croquete Venenoso


"Em Portugal faz-se pouco jornalismo de investigação. Diz-se que é por causa dos directores dos meios de comunicação social porque não acreditam que seja rentável. É verdade mas é também porque o jornalista não tem iniciativa para investigar, reforçada actualmente com a preguiça por causa das novas tecnologias como a Internet, há a ilusão de que está lá tudo".


Paulo Moura, jornalista e docente da Escola Superior de Comunicação Social, à margem da Primeira Conferência Internacional sobre Jornalismo de Investigação e Novos Meios Tecnológicos que decorreu em Lisboa (Fonte: Diário de Notícias)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cidadão jornalista


O cidadão jornalista está a revolucionar o mercado dos media. O que deverão os técnicos de comunicação fazer perante esta nova realidade? Será um entrave ou oportunidade para a prossecução dos objectivos destes profissionais? Eu acredito que é algo com que temos de conviver e, muito sinceramente, acredito que seja uma oportunidade para quem actua nesta área.

Já não existe nenhum meio de comunicação social que não dispense a colaboração dos cidadãos. Esta é uma tendência que veio para ficar. Os media viveram muito tempo afastados das pessoas e do mundo real. Agora tentam a todo o custo uma aproximação das pessoas, dos seus gostos e preferências, permitindo e estimulando a participação das pessoas nos seus conteúdos, nas mais diversas formas.

O advento das novas tecnologias digitais de fotografia e vídeo, catapultadas pelas páginas de internet pessoais, ditou uma viragem na imprensa e nos media em geral. Recordemos por exemplo as imagens do Tsunami, os atentados em Londres, ou as mais recentes cheias em Lisboa.

É fundamental para nós, consultores de comunicação, criarmos estratégias que envolvam os cidadãos. Não se trata de uma opção. É uma questão de nos adaptarmos a esta nova realidade incontornável e potenciarmos as nossas estratégias de comunicação. O grande desafio será o de saber envolver os cidadãos de forma positiva e transparente e transpô-lo para os meios de comunicação social.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Croquete venenoso


Será que o objectivo primordial dos blogs de comunicação em Portugal é a auto-promoção e a crítica gratuita e de baixo nível?!!

domingo, 26 de outubro de 2008

Conferência sobre Relações Públicas

A Escola Superior de Comunicação Social promove no próximo dia 29 de Outubro um novo encontro sobre Relações Públicas.

Para além de diversos oradores nacionais, o evento conta também com a participação do professor David Phillips, que escreveu o livro On-Line Public Relations.

Para mais informações sobre o programa.

Inscrição gratuita e online.

domingo, 19 de outubro de 2008

Advertasting: Bom Exemplo

Uma acçção de marketing inovadora com claros benefícios para a marca. Conseguiram promover o produto junto do seu target de forma pertinente e não intrusiva. É isto que muitas marcas esquecem: perceber o que o consumidor pretende e falar a sua linguagem.

Breve descritivo da acção:
Entre Fevereiro e Março de 2008, a Coca-Cola patrocinou a colocação de piercings na língua de 280 jovens em clínicas no Brasil. Para ganharem a aplicação do piercing gratuitamente seria necessário os candidatos deixarem tirar uma foto que seria colocada em diversos sites como o Flickr e Picasa.

Ver aqui o vídeo:

domingo, 12 de outubro de 2008

Relações Públicas Com Croquete


As angariadoras de VIP's e as rainhas das festas. Conheça o top das organizadoras e dos convidados. O mundo das RP Com Croquete. Este fim-de-semana no jornal 24 Horas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Probabilidades



Este é um exemplo claro de que quando a visibilidade pública aumenta, a probabilidade de sermos alvo de um "vasculhar jornalístico" também aumenta na mesma escala.


Empresa diz que «verdade será reposta»
Produtora do Magalhães é arguida em caso de fraude de 72 mil euros


Processo remonta a 2000/2001 e encontra-se na fase de julgamento. A empresa produtora do computador Magalhães, J.P. Sá Couto, tem em julgamento um processo de fraude fiscal, em que o Estado reclama 71.620,54 euros.


Em comunicado, o presidente do conselho de administração, Jorge Sá Couto, refere que o facto, que remonta a 2000/2001, «é público há vários anos, tendo sido publicado na comunicação social nessa altura».

O processo tem como arguidos a empresa e um dos seus administradores, acrescenta a nota explicativa da J.P. Sá Couto.

«Oportunamente, a J.P. Sá Couto entregou a sua contestação e aguarda serenamente o desfecho do julgamento, tendo plena convicção que a verdade será reposta», avança Jorge Sá Couto.

O mesmo responsável lembra também que, na altura do processo, «foram informados todos os fornecedores e entidades bancárias dos factos em causa, tendo estes manifestado a sua total confiança na empresa».

Esta é a resposta da empresa de Matosinhos à notícia da «Rádio Renascença», que avançou que estão envolvidos neste processo um total de 41 arguidos acusados de se terem associado para a prática de uma «mega fuga e fraude ao IVA, no ramo da informática».


Fonte: Agência Financeira

domingo, 21 de setembro de 2008

As Relações Públicas na internet: constatações e desilusões

A minha aventura pela blogosfera começou em Agosto de 2005. Nasceu nessa altura o Relações Públicas Sem Croquete, o primeiro blog nacional sobre RP. Numa altura em que, certamente, os profissionais não se interessavam nem valorizavam esta importante ferramenta de comunicação, resolvi criar o referido espaço, preenchendo uma lacuna até aí existente.

O Relações Públicas Sem Croquete foi criado numa vertente positiva e formativa, proporcionando um espaço para comentários e observações, fossem elas positivas ou negativas. O importante foi o diálogo e a troca de ideias gerada desde aí sobre o sector das RP, abordando carências, problemas, evoluções e boas práticas. Eu encaro este meu “cantinho” como algo que pretende dar o seu humilde contributo para uma melhor percepção do que são as RP e o seu importante contributo para as empresas. Esta é a minha missão, e daqui não me desviarei nem um centímetro.

Nos últimos tempos temos assistido a uma verdadeira explosão de blogs sobre RP. Tal é mais ou menos visível através do directório que a Lift criou recentemente
http://blogs.lift.com.pt/. Na minha opinião, o que poderia ser uma demonstração real e cabal da evolução do sector em Portugal, quando se analisam os conteúdos dos diversos locais, estes transformam-se em espaços que apenas servem para criticar concorrentes e enviar “recados” mais ou menos explícitos. O mais grave é que alguns desses espaços foram criados apenas e exclusivamente com esse propósito. É uma pena ver pessoas que, pela sua experiência e supostos conhecimentos, poderiam dar um importante contributo à evolução do sector, continuem mais focados nos objectivos pessoais em detrimento do colectivo. Uma autêntica desilusão.


Uma nota final, neste já longo post, para o facto da (até aqui) discreta JLM ter lançado o seu site, fazendo referência directa aos seus clientes e colaboradores. Será que estamos perante uma mudança da estratégia desta consultora? Mais do que transparência, será que estarão apostados em crescer exponencialmente? Para quando o blog da JLM?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A comunicação nas PME


O Governo anunciou esta semana o lançamento de uma linha de crédito para apoiar as PME. Trata-se de um montante no valor de 400 milhões de euros que estará disponível dentro de um mês. 99 por cento das empresas em Portugal são de pequena e média dimensão. Trata-se de uma excelente oportunidade para as PME revitalizarem os seus negócios através de uma aposta séria na comunicação.

Está na altura das empresas encararem a comunicação como uma ferramenta útil que lhes proporciona mais-valias para o seu negócio. Não é pelo facto de serem uma empresa de pequena ou média dimensão que poderão dispensar um plano ou uma estratégia de comunicação. Somos um povo do improviso e do “desenrasca”, no entanto este amadorismo paga-se caro no mundo dos negócios. As empresas portuguesas não se podem restringir ao mercado nacional, necessitam de se aventurar em mercados internacionais. Nestes, a comunicação é um elemento valorizado e crucial na afirmação e desenvolvimento dos seus players.

Não são necessários planos gigantescos ou complexos, pois ideias que servem apenas para ficar no papel são autênticas perdas de tempo. Acredito que em muitos casos bastam 3 ou 4 folhas A4. O que terá de existir é uma maior sensibilidade dos gestores para as políticas de comunicação e para o impacto que estas têm na captação de novos clientes, na obtenção de reputação no mercado e por conseguinte na valorização da empresa em termos económicos.

A comunicação afirma-se hoje como um driver estratégico no desenvolvimento e afirmação das organizações, independentemente da sua dimensão. Está sempre presente na vida de uma empresa, fazendo quase sempre a diferença na sua performance e nos resultados anuais. É impensável, por exemplo, nos dias de hoje um gestor moderno não ter uma boa capacidade de comunicação nas suas diversas vertentes: falar com os meios de comunicação social, liderar colaboradores, persuadir clientes, negociar com fornecedores, etc.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Palitada: E porque hoje é dia de Inimigo Público….


Não foi, mas bem podia ser verdade:

Pacheco Pereira abre Agência de Comunicação

Depois das sucessivas derrotas de Manuela Ferreira Leite, o até aqui comentador, colunista, estratega, bloguista,... decidiu abrir a sua própria agência de comunicação. Segundo se sabe, fica lá para os lados da Lapa.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Stand Up To Cancer

Uma campanha excelente que utiliza os media sociais de forma criativa e inteligente, envolvendo o público para uma causa muito importante.



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Imagem: O bom e o mau


Ontem fui surpreendido por um telefonema da ourivesaria onde comprei as minhas alianças de casamento. A razão era felicitar a minha mulher pelo seu aniversário. Foi um gesto simpático e louvável pois trata-se de uma pequena loja de bairro, que revela uma forte preocupação em criar uma relação com os seus clientes.

Por outro lado, o Barclays Bank, essa suposta prestigiada instituição bancária internacional, contactou-me, nos últimos tempos, por diversas vezes para me vender um dos seus serviços maravilhosos. Uma chamada não tem mal. Devemos respeitar e delicadamente responder não, se for caso disso, obviamente. No entanto, se esses telefonemas se repetirem vezes sem conta, dia após dia, onde dizemos que não estamos interessados e mesmo assim nos contactam persistentemente, é de facto lamentável e transmitem uma péssima imagem da empresa. Não da sua, pois este tipo de serviço é quase sempre feito por empresas subcontratadas que anonimamente nos ligam. O problema neste caso será para o Barclays que não controlou o processo e que não só deixou de ganhar um cliente (eu), como irá partilhar esta triste história com um sem número de pessoas como estou fazendo aqui.

É caso para se dizer que a dimensão das empresas reflecte pouca coisa e que existem processos que devem ser controlados rigorosamente sob pena de serem fortemente penalizadores para as empresas a médio/longo prazo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Palitada: Jornalistas longe de Angola


Este foi um dos destaques de ontem do Jornal da Noite da SIC. De acordo com a peça transmitida, cinco órgãos de comunicação social nacionais (SIC, Expresso, Visão, Público e Renascença) foram impedidos de acompanhar as eleições legislativas em Angola por não serem cedidos vistos de entrada no país. Alguns pedidos de jornalistas para entrarem no país têm mais de 1 mês.

Segundo José Manuel Fernandes, director do jornal Público, “trata-se de uma acção intencional do Governo angolano no sentido de afastar jornalistas e meios de comunicação social que no passado denunciaram situações no país que não agradaram aos seus responsáveis”. Um artigo do jornal Público há dez anos sobre a rota dos diamantes angolanos (nunca mais conseguiram entrar no país), ou uma recente conferência do grupo Impresa onde Bob Geldof acusou os dirigentes de Angola de serem criminosos, constituem exemplos daquilo que poderá ter levado agora ao afastamento de alguns jornalistas portugueses daquele país. JMF refere ainda que “os dirigentes angolanos só convocam eleições porque sabem que irão ganhar”.

Angola vive períodos de grande desenvolvimento e progresso. É um facto de que ninguém dúvida. No entanto, discordo com Luis Paixão Martins, quando referiu, no momento em que anunciou o início da parceria com o Governo de Angola, “que algumas das percepções públicas se encontram desfasadas das novas realidades angolanas”. Acho que a verdadeira realidade é indisfarçável.

As instituições e organizações têm de assimilar que a base da reputação assenta na transparência e honestidade dos seus actos. O Governo angolano e os seus dirigentes deveriam perceber que estas acções são mais prejudiciais do que benéficas. Isto porque, por enquanto, na verdadeira democracia as fontes de informação e os meios de comunicação social ainda actuam com total liberdade.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O nosso quotidiano

As principais ilações a retirar:

- A diferença entre um estafeta e um consultor é que o primeiro diz sim a tudo e a todos, ao passo que o segundo opina;
- A culpa nunca pertence ao cliente;

- Nem sempre o freguês tem razão. Longe disso;
- Para o cliente, amanhã já é tarde.


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Facebook usado para encontrar voluntários para ensaios clínicos


A revista PR Week publicou recentemente um artigo que refere que as companhias farmacêuticas estão a solicitar às agências de comunicação que sejam mais inovadoras no sentido de fazer face à actual escassez de voluntários para os tradicionais ensaios clínicos.

Segundo a mesma fonte, os laboratórios estão cada vez mais direccionados para ferramentas como o Facebook e blogs, no sentido de promoverem os benefícios da participação da população neste tipo de estudos e por outro lado conseguirem impactar um conjunto alargado da sociedade.

De acordo com os dados mais recentes, 90% dos ensaios clínicos estão atrasados devido a problemas relacionados com o recrutamento de voluntários. A má percepção pública da indústria farmacêutica e dos próprios ensaios clínicos constituem as principais razões para a baixa participação registada.

domingo, 24 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos



Hoje chegam ao fim os Jogos Olímpicos de Pequim e Portugal conseguiu a melhor participação de sempre. Sim, é verdade, o nosso país alcançou o melhor registo de toda a história com a obtenção de uma medalha de ouro e outra de prata. Será que os portugueses estão conscientes destes resultados? Será que o Comité Olímpico de Portugal conseguiu passar esta mensagem? Claramente, não.

Se fizéssemos hoje uma sondagem junto dos portugueses, certamente que iríamos obter uma opinião muito negativa dos portugueses sobre a performance da nossa delegação olímpica. As duas medalhas obtidas ficaram para um segundo plano, face às declarações estranhas, inoportunas e descabidas de alguns dos nossos atletas. Como se isto não bastasse, os avanços e recuos do presidente do COP relativos à sua permanência à frente deste organismo, constituíram mais “achas para a fogueira”.

Tudo começou mal quando, ainda em Portugal, foram colocados objectivos muito acima das nossas verdadeiras possibilidades. Depois, já em Pequim, a falta de estratégia, a inexistente selecção de mensagens, os timings desadequados e a não preparação dos responsáveis para comunicarem com os media tornaram o sucesso obtido num fracasso em termos de percepção pública.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

SIDA: A falta de eficácia das campanhas de sensibilização


A IMS Health revelou hoje dados que demonstram que os portugueses estão a comprar menos preservativos. Apesar de Portugal ter a segunda mais alta taxa de incidência de Sida na Europa, registou-se um decréscimo de 10 mil embalagens comparativamente com o ano de 2004. Médicos e representantes de ONG’s nesta área já vieram a público reclamar mais informação e maior prevenção para inverter esta situação que, segundo os mesmos, não está ainda estabilizada.

Olhando um pouco para trás no tempo, recordo-me de duas ou três campanhas (penso que uma ainda está no ar). Na minha opinião o problema não está na falta de campanhas de sensibilização, está sim na qualidade das mesmas, no sentido de conseguirem impactar os seus targets de comunicação. São excessivamente tradicionais e não utilizam a linguagem mais apropriada.

No entanto este é apenas um feeling pessoal. São necessários estudos que permitam responder a questões tão simples mas tão relevantes como por exemplo se a televisão será o meio mais apropriado para a divulgação das mensagens. Sem este trabalho de campo e uma estratégia de comunicação coerente a médio-longo prazo, continuaremos certamente a assistir ao agudizar da situação. Penso que temos assistido nos últimos tempos apenas a campanhas avulsas que por isso não têm gerado os resultados esperados. Está na altura das entidades competentes reflectirem verdadeiramente no sentido de inverter este quadro dramático.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A Era do Imediatismo


Ontem a meio da tarde uma das reféns do recente assalto ao BES enviou uma carta para a Agência Lusa a criticar o sistema de segurança dos bancos e o não acompanhamento psicológico por parte da polícia.

Minutos depois o take da agência noticiosa já se multiplicava pelos meios online, contendo inclusive as declarações do responsável de comunicação do banco. Ao final da tarde diversas rádios, como a TSF, já faziam também eco da notícia com declarações variadas. À noite, a SIC transmitia em exclusivo uma entrevista com a refém do assalto. O canal fez promoções deste exclusivo ao longo de todo o jornal, emitindo-o já perto do final. Hoje mesmo a notícia e a entrevista com a interveniente está presente em todos os jornais diários.

Este é apenas um exemplo de que hoje a informação circula numa velocidade estonteante, de forma quase incontrolável. Os profissionais de comunicação têm de estar preparados para estes autênticos tornados que invadem por vezes as instituições.

Os tempos de resposta têm de ser curtos. Eu diria mesmo imediatos para evitar males maiores. Os meios online vieram acelerar todo o processo de informação. Se antes as pessoas esperavam pelo telejornal das 20h para ficarem a par das notícias do dia, hoje a situação alterou-se com as pessoas a consultarem os sites informativos antes de regressarem a casa.

Uma outra questão é o poder e o protagonismo do cidadão comum nas histórias jornalísticas. Um assunto relevante a ser tratado aqui brevemente.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

CV's


Este fim-de-semana em conversa com um amigo meu, copy de publicidade, fiquei a saber que a agência onde trabalha recebeu recentemente cerca de 400 CV’s em resposta a um anúncio colocado no site Carga de Trabalhos.

É legítimo que se tenha a ambição e o objectivo de vir a trabalhar numa agência de publicidade, sendo copy, art director, account, ou qualquer outra função. No entanto, não é razoável que se enviem CV’s que não correspondem minimamente aos requisitos do anúncio. É uma perda de tempo quer para o empregador como para o candidato. Tal ainda é mais absurdo quando se enviam candidaturas para diversas empresas no mesmo email onde todos os endereços estão visíveis.

Em plena época alta de mudanças, seja para um primeiro emprego ou não, o que é certo é que dado o panorama competitivo do mercado de trabalho actual, não se podem cometer erros desta natureza. Estamos na Era da Personalização e da Diferenciação. Tal como na esfera da Comunicação e Relações Públicas, temos de ser rigorosos e exigentes com o nosso marketing pessoal. Enviar candidaturas espontâneas ou responder a anúncios sem convicção e/ou conhecimento da empresa e respectivo cargo é apenas e somente SPAM!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Millenium Generation


- Nasceram desde 1995. Têm menos 12 anos.

- São um cluster / geração radicalmente diferente das anteriores, considerando as variáveis comportamentais e atitudinais;

- Estão rodeados de múltiplos media e gadgets;

- São adeptos incondicionais da mobilidade;

- A internet desempenha um papel fundamental nas suas vidas diárias. 90% tem email;

- São multi taskers;

- Não tem noção ou são indiferentes às consequências da sua utilização de tecnologia:
» 51% fazem download de ficheiros de música
» 31% fazem download de ficheiros vídeo
» 19% fazem download, remix e depois, partilham
» 75% concordam com: “Music downloading and file-sharing is so easy to do, it’s unrealistic to expect people not to do it“
» 66% concordam com: “As long as people are still buying music and movies, it’s okay if they download or share some things for free.“
» 55% não se preocupam com o facto de existirem copyrights dos ficheiros que estão a fazer download

- A sua tecnologia irá mudar radicalmente ao longo dos próximos 10 anos, mais do que nos últimos 20;

- A forma como abordam a pesquisa e a aprendizagem irá ser totalmente moldada pelo seu novo “Techno-World”.
Fonte: ISCTE

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Geração Y


As novas tecnologias têm um impacto profundo no consumidor, alterando a forma como este interage e comunica com o seu ecossistema.

Será que conhecemos verdadeiramente o nosso target?

Abordaremos a Geração Y:
- Nasceram entre 1980 e 1994. Têm entre 13 e 27 anos.
- São optimistas, confiantes, sociáveis, com valores e princípios fortes;
- Confortáveis com a mistura étnica;
- Homens e mulheres esperam maior flexibilidade no trabalho;
- Valorizam a comunicação informal;

Factos
- Não fazem ideia do que foi o “Live Aid” e nunca cantaram “We are the World…”;
- Para eles, “The Day after” é uma pílula;
- A Sida sempre existiu;
- Tinham 3 anos quando apareceu o Multibanco;
- Nasceram no ano em que a Sony colocou à venda o 1º Walkman;

Características a considerar:
- Liberdade de escolha (Explosão dos media; variedade de produtos; diversidade de opções; escolha global);
- Capacidade / liberdade de personalizar:
- 50% referem que alteram ou modificam o que compram para se ajustar as suas necessidades específicas;
- Procura de informação / filtros:
- 60% procuram informação antes de se dirigirem a loja para comprar;
- Filtram todo o tipo de informação, não apenas sobre os produtos;
- 40% dos “early adopters” contribuem com comentários on-line;
- Relações e colaboração:
- Orientados para a “relação” e “interactividade”;
- 60% pretendem interagir com a marca para promover a adaptação do produto e melhoria contínua;
- A grande maioria está disposta a partilhar a informação;
- Crescem as Y-nfluence Networks;
- Novo conceito “Prosumer” (Professional Consumer);
- Experiência / Entretenimento:
- Brand Experience;
- 74% acreditam que divertir-se enquanto usam um produto é tão importante quanto esse produto satisfizer a sua necessidade específica;
- Rapidez / Immediacy:
- Não gostam de esperar;
- Resposta imediata às suas necessidades;
- SMS effect;
- Web effect;

Em suma: Os novos targets valorizam:
- Liberdade de escolha;
- Mobilidade;
- Personalização;
- Integridade;
- Relações e colaboração;
- Confiança;
- Experiência / Entretenimento;
- Rapidez / Immediacy
Fonte: ISCTE

terça-feira, 15 de julho de 2008

Boa jogada


O novo treinador do Sport Lisboa e Benfica esteve na TVI, na passada 6ªfeira. Tratou-se da sua primeira entrevista desde que chegou a Portugal. Muitos questionarão o facto de ter sido a TVI o canal escolhido para aquele “baptismo”. Eu digo que foi uma boa jogada do departamento de comunicação do clube.

O objectivo era claro à partida: chegar às massas através de um discurso, apesar de cauteloso, fosse ambicioso em relação ao título nacional e no lutar de igual para igual com os seus mais directos adversários. Tudo isto para quê? É simples: angariar novos sócios e vender lugares cativos para a nova época que está aí a bater à porta. Será que o conseguiram? É caso para se dizer que o marketing é transversal a todos os elementos de uma organização. Todos temos essa missão.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Verdadeira aproximação


Ontem a rádio Antena 2 desenvolveu uma acção inédita em pleno coração de Lisboa que suscitou muita curiosidade e interesse pelas pessoas que por ali passeavam (ver artigo aqui http://dn.sapo.pt/2008/07/10/media/ouvintes_antena_2_revoltaramse_lisbo.html ).

Destaco esta iniciativa pelo seu carácter inovador no panorama da relação de um meio de comunicação social com o público. Pode-se dizer que a ideia foi boa e a sua implementação ainda melhor. Certamente que será uma acção a repetir pela Antena 2 e um excelente exemplo para outros meios que insistem em falar "em estarem próximos do cidadão comum" mas verdadeiramente a fazerem pouco para atingir essa condição.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mudança de paradigma?

De acordo com um estudo internacional, agora revelado, 73% dos médicos não acreditam nas informações publicadas nos sites das companhias farmacêuticas acerca dos seus próprios produtos.

No entanto, os mesmos especialistas médicos referem que preferem receber as informações sobre os produtos via online. Entre os 500 inquiridos, 79% revelou a sua preferência pelo meio electrónico. A mesma investigação conclui ainda que apenas 15% opta por receber informações sobre vendas.

Apesar de o estudo não envolver clínicos portugueses, esta situação representa também, a meu ver, um problema para as companhias farmacêuticas que actuam em Portugal. A percentagem pode não ser tão elevada, mas certamente que se aproxima dos valores europeus. Deixo então duas simples questões:

- Será que os sites dos laboratórios farmacêuticos vão ao encontro das necessidades e interesses do target médico?

- Estará a profissão de delegado de informação médica em risco?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Highlights a ter em conta


Novas regras para comunicar

Meio – Bi-direccional
Mensagem – Adaptado à procura de cada cliente
Forma – Apelativa (Ex.: multimédia)
Conteúdo – Mais-valia imediata e impactante
Apreensão – Ao ritmo do “consumidor”
Utilização – Reciclagem do conteúdo


As implicações da Mudança

Abordagem Tradicional
- Consumidor médio
- Consumidor anónimo
- Produto standard
- Produção em massa
- Distribuição em massa
- Comunicação unidireccional
- Quota de mercado
- Conquista de clientes

Abordagem Interactiva
- Consumidor individual
- Perfil do consumidor
- Oferta à medida do consumidor
- Personalização da produção
- Distribuição individualizada
- Comunicação bidireccional
- Quota de cliente
- Manutenção de clientes

Consumidor cada vez mais envolvido no processo de comunicação
- Disponível
- Personalizado
- Actualizado
- Localizável

Fonte: ISCTE

quarta-feira, 25 de junho de 2008

As RP em Cannes

O Jornal Briefing, na sua versão online, referiu ontem que o emblemático festival de Cannes equaciona na sua próxima edição adicionar a área de Relações Públicas às actuais 10 competições. Ao que parece a organização do festival está ainda «a avaliar o formato em que esta competição poderá avançar, dadas as especificidades que envolvem os trabalhos de RP em termos de formas de apresentação».

Já referi aqui anteriormente que não sou muito adepto de festivais e prémios, pois acho que não passam de feiras de vaidades onde os seus intervenientes se passeiam alegremente. Considero que a maior parte das vezes são vazias de conteúdo e regem-se por critérios desajustados. No entanto, projecto que a inclusão das RP num festival conceituado como o de Cannes seria uma importante alavanca para afirmar esta disciplina como uma mais-valia no sector da Comunicação.

Neste contexto, reitero o que também já referi anteriormente, relativamente ao facto de ser importante levar a cabo um verdadeiro evento nacional dedicado às RP, que una o meio académico e profissional (empresas, agências, associações, etc). Seria importante para atingir alguns dos seguintes objectivos:

- Estimular o interesse dos jovens pela área das RP;

- Reforçar as valências da disciplina;

- Melhorar a imagem pública e aumentar a transparência do sector;

- Partilhar experiências;

- Desmistificar a área das RP;

- Gerar uma discussão positiva sobre o mercado das RP em Portugal;

- Analisar os casos de sucesso e tendências futuras.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

As novas tarifas da CP


A CP anunciou na passada sexta-feira um novo aumento das suas tarifas, que será válido já a partir do próximo dia 1 de Julho. A comunicação de tal medida foi feita apenas através do site da CP e de alguns anúncios na imprensa. Conclusão: os utentes foram apanhados de surpresa e muitos foram os artigos que criticaram a forma como tal medida foi anunciada.

Apesar da alteração das tarifas já estar prevista no decreto-lei 58/2008, que entrou em vigor em Março de 2008, e ser apenas exigido, em termos legais, que a CP comunique os aumentos ao Instituto da Mobilidade, considero que existiu uma lacuna grave na comunicação pública de tal medida, perfeitamente evitável.

As empresas modernas que ambicionam vencer e continuar a evoluir não podem ficar apenas no patamar do que é exigido. Se quiserem salvaguardar o futuro terão de ir mais além. Não poderão continuar a ter uma atitude autoritária perante os seus públicos. Estes merecem mais respeito, pois as empresas só existem porque obtêm receitas provenientes dos seus clientes que escolhem a empresa A em detrimento de empresa B. É bom que todos estejamos conscientes de tal panorama. Nem mesmo a CP está totalmente resguardada.

As empresas não podem falar com os seus clientes só quando desejam ou necessitam de vender mais um fantástico produto/serviço. O encobrir ou evitar comunicar medidas menos favoráveis torna-se mais penoso para a empresa quando tal facto é realmente conhecido. O caso que vos trouxe hoje aqui é um claro exemplo disto mesmo, pois desde sexta-feira são diversos os artigos e comentários negativos publicados.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Os novos canais de comunicação: uma questão de eficácia

Um estudo recente mundial revelou que cerca de $428 biliões de rendimentos da indústria da publicidade atingidos em 2006 foram provenientes de mensagens que ou atingiram a audiência errada ou não atingiram mesmo ninguém (The Economist). Popups, popovers, popunders, outdoors, TV, rádio e imprensa são cada vez mais spam, spam, spam!

É notório que os consumidores actuais procuram informação e não publicidade. Tal pode ser concretizado através de:
- Relações Públicas e reputação empresarial;
- Advertainment;
- Process-Based Marketing Management;
- Tryvertising;
- Sustainable and social marketing;
- Narrowcasting e Podcastings;
- Time-shift box, TIVO

As mensagens abandonaram os canais das massas, utilizando a multimédia interactiva. Deixaram de ser intrusivas e de monólogo para mensagens-convite e de comunicação participativa. Os conteúdos explícitos anteriormente utilizados deram agora lugar a mensagens de carácter mais interiorizado no produto e no serviço.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lóbi

Imaginem ser um português a afirmar que está a fazer lóbi... Lá teríamos que "apanhar" com os falsos moralistas.


Champions: ECA está a fazer lóbi em defesa do FC Porto

A Associação Europeia de Clubes está a fazer lóbi a favor do FC Porto, junto da UEFA, no processo que levou a entidade que superintende o futebol europeu a punir o tricampeões nacionais com um ano de afastamento da Liga dos Campeões, devido à condenação do clube azul-e-branco, na sequência do processo Apito Final.

A confirmação da ajuda prestada pela Associação Europeia de Clubes, inclusive através da intervenção pessoal do responsável máximo, o alemão Karl-Heinz Rummenigge, também presidente do Bayern Munique, foi dada, ao Jornal de Notícias desta sexta-feira, pelo porta-voz da associação, o espanhol Raul Sanllehí, dos quadros do Barcelona, outro dos clubes que está, transitoriamente, à frente do organismo nascido do G-14.
«Estamos a acompanhar a situação a par e passo, desde o início, e entendemos que a decisão da UEFA não tem justificação», sublinhou Raul Sanllehí, sustentando que o objectivo é «fazer lóbi» a favor dos tricampeões nacionais. «Os factos ainda não estão provados, pois o caso não transitou em julgado», lembrou o mesmo responsável.

De recordar que o aparecimento do G-14, entidade que agrupava uma boa parte dos clubes do top europeu, incluindo o F. C. Porto, se deveu, precisamente, à necessidade de afrontar a UEFA e cuidar dos interesses das equipas, em contraponto com várias das teses apresentadas pela estrutura sediada em Nyon.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Relações Públicas Sem Croquete promove concurso para os seus leitores



Numa parceria com a editora Ideias de Ler, o Relações Públicas Sem Croquete lança aqui um desafio aos seus leitores, familiares e vizinhos para se habilitarem a ganhar um exemplar do recente livro “As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas”, de David Scott. Basta que para isso respondam às questões: A internet é uma oportunidade ou uma ameaça para as empresas? As Relações Públicas estão aproveitar bem este canal de comunicação? As respostas deverão ser enviadas para o email renatopovoas@hotmail.com até ao próximo dia 8 de Junho. A argumentação mais válida ganhará um livro, os restantes um muito obrigado. Vale a pena participar dado o conteúdo relevante das 336 páginas e o preço (completamente justo) de 16,50 €.

Aplaudo e aconselho vivamente a visitarem o blog "As novas regras de Marketing e Relações Públicas"
criado especificamente para o lançamento do livro. Aqui poderão recolher toda a informação sobre a obra, o autor, ter acesso a vídeos e deixarem a vossa opinião. É sem dúvida um livro importante que aborda um tema incontornável hoje em dia para quem trabalha na área das RP.

Um especial agradecimento ao Rui Couceiro, da Ideias de Ler, pela sua colaboração nesta iniciativa.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Não chegar aos OCS


PSD: Neto da Silva desiste por falta de assinaturas

O empresário António Neto da Silva anunciou hoje a desistência da sua candidatura à liderança do PSD por não ter recolhido as 1.500 assinaturas necessárias à sua formalização, que têm de ser entregues até hoje às 18:00. «A minha candidatura fica, por isso, impedida de continuar, neste preciso momento», refere Neto da Silva, em comunicado enviado à Agência Lusa. «Não consegui que os órgãos de informação de grande audiência passassem para os eleitores as minhas ideias, tendo estas chegado, por isso, apenas a uma muito escassa minoria dos militantes«, justifica.

Fontes: Diário Digital / Lusa

Questão: Não terá faltado um consultor de comunicação na equipa do suposto candidato?

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Projecto UTAD


Esta semana fui contactado por estudantes de Ciências da Comunicação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) de Vila Real para responder a algumas questões sobre RP e nomeadamente o blog RP Sem Croquete. Destaco o blog Comunicamos - http://comunicamos.wordpress.com, um projecto da autoria de alunos e professores desta universidade. Visitem-no. Vale a pena!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fazer crescer as RP


No passado sábado tive a oportunidade de passar uma divertida noite assistindo aos PUBLIdevoradores, uma festa de publicidade presente em mais de 47 países e que o ISCTE, em Portugal, acolheu pelo segundo ano consecutivo. Com a presença da ministra da Educação e de personalidades ligadas ao universo da comunicação, as centenas de pessoas presentes no local puderam deliciar-se durante 5 horas com os melhores spot’s publicitários a nível mundial. Já na noite de 6ªfeira tinham passado pelo espaço cerca de 3 mil estudantes entre escolas secundárias e universidades.

Ao ver toda aquela agitação, alegria e entusiasmo, quer dos participantes como da organização, lembrei-me porque não fazer algo semelhante na área das Relações Públicas? Obviamente que o formato e a abordagem teria de ser diferente. O que sugiro é agarrar no conceito e aplicá-la às RP. Realizar um evento onde se reúna o mundo académico e o profissional (empresas, agências, associações, etc) de forma a cumprir alguns dos seguintes objectivos:
- Estimular o interesse dos jovens pela área das RP;
- Reforçar as valências da disciplina;
- Melhorar a imagem pública e aumentar a transparência do sector;
- Partilhar experiências;
- Desmistificar a área das RP;
- Gerar uma discussão positiva sobre o mercado das RP em Portugal;
- Analisar os casos de sucesso e tendências futuras.

Certamente que existirão outros pontos que deverão ser focados. O mais importante será abrir a área das RP ao público de forma educativa e objectiva, proporcionando, por outro lado, um diálogo frutífero entre os profissionais do sector. Só assim todos conseguiremos melhorar.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

SLB - Novo director de comunicação

João Gabriel, antigo assessor de imprensa de Jorge Sampaio, é o novo director de comunicação do Benfica, clube do meu coração. Realço as suas palavras esta semana: ”A gestão da comunicação deve ser uma prioridade em qualquer estrutura. Mais, é determinante no sucesso de uma determinada estratégia”.

João Gabriel antes de se tornar assessor do ex-Presidente da República Jorge Sampaio, frequentou a Faculdade de Direito, mas acabou por se dedicar ao jornalismo, primeiro na TSF e depois nas estações televisivas SIC e TVI.


quarta-feira, 14 de maio de 2008

domingo, 20 de abril de 2008

A relação agência - cliente


É cada vez mais comum ouvirem-se lamentações das agências de comunicação e respectivos consultores acerca dos seus clientes. O contrário é igualmente verdade. O que acontece é que os consultores queixam-se de os seus clientes não entenderem o seu trabalho, enquanto os outros acusam as agências de não corresponderem aos objectivos definidos. Ou seja, existe uma má percepção acerca do que um lado faz e do que o outro lado quer.

Este problema de comunicação entre agência – cliente corrói rapidamente a relação de confiança e transparência que tem de existir entre os dois parceiros. Apenas com um relacionamento honesto e flexível será possível ambas as partes atingirem os seus objectivos. A culpa terá de ser dividida pelos dois intervenientes.

Eis alguns dos erros cometidos pelas agências de comunicação:

- Não comunicam com os seus clientes. Pode parecer estranho, mas de facto, na maior parte das vezes não revelam timings, formatos e especificidades que têm de ser cumpridos para o sucesso de tal acção;
- Não partilham os seus métodos de trabalho com os clientes;
- Demasiados submissos às propostas/sugestões dos clientes, dada a inexperiência e a falta de autoridade;
- Os que apresentam as propostas e ganham os concursos não são os que trabalham diariamente a comunicação dos clientes;
- Os objectivos e métodos de avaliação da parceria agência - cliente não são definidos à partida.

Do lado do cliente:

- Falta de tempo... para planear, criar, implementar;
- Recursos humanos sem formação ou competências na área da Comunicação;
- Não praticarem uma escuta - activa;
- Mentalidades. A Comunicação ainda é percepcionada como algo secundário, acessório mesmo;
- Não têm a mínima noção de como as coisas funcionam (Ex. relações com os media);

Existe assim muito trabalho a fazer no campo da formação e informação. Certamente que irá levar algum tempo, pois o percurso a fazer é grande e os obstáculos a ultrapassar são muitos. No entanto, terá de existir um esforço mútuo e imediato para que esta situação se altere.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Blogosfera. Um problema para as empresas ou um novo universo para as Relações Públicas?


É já hoje que se realiza no Museu da Electricidade, em Lisboa, a iniciativa Conversas da Unicer, onde serão debatidos temas como a revolução dos blogues, a oportunidade que representam para as empresas e a sua fraca expressão no mundo empresarial português.

Destacam-se as presenças do investigador, empresário e antigo director de estratégia do Fórum de Davos, Bruno Giussani, do editor do Público Online, António Granado, do professor de gestão Eduardo Correia, do consultor de comunicação, Luís Paixão Martins, da responsável da plataforma dos blogues da Sapo, Maria João Nogueira, e ainda do pioneiro da blogosfera em Portugal, o jornalista Paulo Querido. O debate será moderado pelo subdirector do Público, o jornalista Paulo Ferreira.

Mais informações em www.conversasunicer.net

domingo, 2 de março de 2008

Comunicação em Saúde

A revista Prémio publicou esta semana um interessante artigo sobre Comunicação em Saúde – área hospitalar. Foca a sua crescente profissionalização e a importância das RP a nível interno e externo. Mesmo com os cada vez maiores constrangimentos financeiros, os administradores hospitalares consideram a comunicação fundamental para motivar os seus colaboradores e estarem mais perto dos utentes, divulgando ao mesmo tempo a qualidade do serviço e a excelência das boas práticas clínicas.

Deixo-vos aqui os principais highlights. Para verem o artigo completo, basta dirigirem-se a uma papelaria e adquirirem a revista.











segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Métricas

Ainda há poucos dias ouvia uma palestra de uma responsável de marketing, na área de Healthcare, de uma multinacional falar sobre métricas de análise e avaliação na comunicação. Retive de imediato algo que considerei muito interessante: “Quem está nas empresas e na gestão de produtos não investe mais nas recentes disciplinas da comunicação, pois não existem formas de medir o seu impacto a nível prático (entenda-se vendas). Apostem na investigação e no aperfeiçoamento das métricas existentes”.

De facto é mesmo assim. A aposta das empresas na comunicação ainda passa muito pela publicidade tradicional, pois as outras formas até ao momento, ainda não foram capazes de criar verdadeiros e rigorosos sistemas de avaliação. Por isso, no momento da escolha, quem tem os euros, rapidamente se decide pela opção mais conservadora, ou seja, publicidade nos meios de primeira linha (televisão, rádio e imprensa). Podemos acusar os decisores de serem pouco arrojados, ou até vaidosos (o meu aparece na televisão e o teu não), no entanto o que é certo é que esta luta só será ganha com evidências inequívocas e garantias de resultados dadas aos clientes. Trata-se de uma questão de credibilidade.

O caminho e a afirmação das Relações Públicas passa também por aqui. Os players que actuam neste mercado terão de “carregar” esta responsabilidade e tentar providenciar soluções que transmitam confiança aos seus clientes nos investimentos que fazem. As métricas existentes actualmente são demasiado frágeis e pouco rigorosas perante os desafios enfrentados.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

APECOM: tragam um balão de oxigénio por favor

Decorrem hoje as eleições na Associação Portuguesa das Empresas de Conselho e Comunicação em Relações Públicas (APECOM). Apenas uma lista concorre à direcção da associação para o biénio 2008/2009. Salvador da Cunha, director-geral da Lift, Luís Rosendo, da Generator, e Maria Domingas Carvalhosa, da Frontpage, são os candidatos à direcção.

Analisando os últimos anos da APECOM, pode-se dizer que esta associação tem estado nos cuidados intensivos, ligada à máquina mesmo, tal tem sido a sua inactividade. Os membros que concorrem hoje na única lista também não geram consenso. Será porque a maior parte destas pessoas já pertence à actual direcção que pouco ou nada fez? É óbvio que sim. O que é certo é que nos últimos tempos muitas empresas de comunicação saíram da APECOM (o último caso, ainda esta semana, foi o da Média Alta). É notório o desagrado de muitos que consideram que nada se fez, que a associação não representa o sector, ou que esta apenas serve para melhorar os negócios pessoais de cada um.

Devemos acreditar nas recentes promessas de “Dignificar, Dinamizar e Promover” da candidatura de Salvador da Cunha? Ou, por outro lado, achar que nada irá mudar, nomeadamente a péssima imagem pública das empresas do sector? Eu quero acreditar na primeira, no entanto, fico obviamente apreensivo quando, ainda ontem, lia no Jornal de Negócios o futuro presidente da APECOM referir que “assume a candidatura não como uma forma de ruptura”. Não é caso para ficar inquieto? Estarei a exagerar?

domingo, 27 de janeiro de 2008

Grande Prémio APCE 2007 - Excelência em Comunicação



A APCE – Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa, elege em Maio de 2008 os melhores projectos de comunicação realizados durante o ano de 2007.

As candidaturas podem ser apresentadas por instituições públicas e privadas, agências de comunicação, profissionais autónomos e estudantes, até ao próximo dia 15 de Fevereiro.

Serão avaliados projectos em 19 categorias distintas.

Saiba mais em www.apce.pt


domingo, 20 de janeiro de 2008

Perspectivas

Um dos principais problemas de hoje das empresas é a desadequação da sua comunicação aos seus públicos. Não só com os seus clientes como também com os seus próprios colaboradores. Está comprovado que os erros dos gestores em não comunicar, ou em fazê-lo de forma errada, podem provocar graves crises no seio das empresas que dirigem. Tais situações contribuíram decisivamente para uma maior valorização da área da Comunicação e respectivo crescimento.

Basta desfolharmos o Anuário de Comunicação da revista Meios & Publicidade (a “Bíblia” dos profissionais nesta área) que facilmente constatamos o gigantesco crescimento deste sector, nomeadamente o das agências de comunicação. Estas são um excelente barómetro, empregando a maior parte dos jovens recém-licenciados.

Perante o elevado número de empresas que têm surgido na área de conselho em Comunicação e Relações Públicas, coloca-se a todas, mas principalmente às mais recentes, o desafio de se conseguirem diferenciar junto dos seus clientes. Quais serão os futuros elementos de diferenciação:

Posicionamento adequado: existem empresas que simplesmente não se posicionam no mercado ou fazem-no de forma completamente disparatada face à sua estrutura e recursos que dispõem (Ex: queremos ser uma empresa premium). Não basta querer... eu também gostaria de ser o Cristiano Ronaldo!

Inovação: no que concerne aos métodos de trabalho da empresa bem como na oferta de produtos e serviços aos seus clientes;

Pensamento estratégico: o desenho e a implementação de uma estratégia adequada tem cada vez mais implicações na performance final;

Percepção da realidade: contactar os clientes, perceber as suas necessidades, ouvir os seus problemas. Os manuais apenas nos indicam o caminho. O sucesso alcança-se na forma como percepcionamos o ambiente onde actuamos;

Transparência: menos cosmética e mais honestidade nas relações. Poderá ser um trabalho mais duro na ascensão, mas certamente mais notável a médio/longo prazo.

Os pontos aqui apresentados são certamente discutíveis. Trata-se de uma análise puramente pessoal, tal como tem sido habitual nos últimos dois anos e meio de existência do blog. Ao contrário de outros que utilizam os seus espaços para abordagens supérfluas em monólogos desinteressantes, pretendo apresentar aqui propostas concretas com o objectivo de serem discutidas por todos os que pretendam.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Notas Soltas

Europe’s West Coast

O Governo criou recentemente uma campanha promocional da imagem de Portugal no estrangeiro no sentido de o tornar mais atractivo e competitivo. Com o conceito Europe’s West Coast, é objectivo dos promotores diminuir o défice existente em relação à percepção da imagem do país no exterior. Foram para isso buscar caras conhecidas de todos nós portugueses, como são os casos de José Mourinho, Mariza e Cristiano Ronaldo. No entanto, tenho algumas questões:

» Será esta campanha suficiente para associar Portugal à liderança e inovação?
» Será que recorrer a personalidades ilustres nacionais é a aposta certa?
» E as caras menos conhecidas (até para nós) da campanha como irão sobressair lá fora?
» Haveria necessidade de ir buscar um fotógrafo internacional?

Apesar de ter sido também contratada uma empresa de RP para trabalhar a imagem de Portugal no exterior, o investimento que foi feito nesta campanha publicitária é certamente muito elevado para os resultados que irá gerar.

Estou convicto que esta não foi a melhor opção, até porque é algo que já foi feito e cujo retorno foi mínimo. É necessário inovar de uma vez por todas e temo que não será ainda desta vez. Aguardemos pelos resultados e respectivas análises.


Ministro da Saúde – Problemas de Comunicação

Têm sido diários os ataques ao ministro da Saúde Correia de Campos pelos sucessivos encerramentos de SAP’s e urgências hospitalares. As populações e os utentes uniram-se e vieram para a rua mostrar o seu descontentamento. Sendo neste período do ano escassas as novas notícias, principalmente as afectas ao governo, estas manifestações populares ganharam grande eco na imprensa.

A somar a tudo isto, destaque ainda para as críticas do Presidente da República na sua habitual mensagem de Ano Novo. Perante isto, o ministro da Saúde reagiu de imediato referindo que foram “críticas equilibradas e oportunas”, desdobrando-se em múltiplas entrevistas em diversos meios de comunicação social. Justificou-se ainda referindo que muitas das vezes tem problemas de comunicação, não conseguindo explicar as suas propostas e decisões à população.

É certamente árduo o trabalho da assessora de imprensa, do ministro Correia de Campos, que conheço e estimo bastante. No entanto, o problema, na minha opinião, não será da forma como se está a comunicar mas da forma como está sendo implementada toda a estratégia e plano de acção do Ministério da Saúde.


Os desafios da ASAE

Haverá algum português que nunca terá ouvido falar da ASAE? Acredito que não. Tal tem sido o mediatismo em torno das suas actividades e operações que duvido que haja alguém que não conheça esta entidade, amada por uns, odiada por outros.

Se fizeram até aqui um óptimo trabalho a comunicar as suas diversas intervenções (algumas até um pouco hollyodescas) nos mais variados sectores, para 2008 avizinha-se um ano mais complicado do ponto de vista de gestão da imagem forte que actualmente possuem.

Exemplos como a greve dos seus colaboradores ou o célebre caso da cigarrilha no Casino do Estoril, demonstram claramente que a ASAE está muito exposta mediaticamente e que por isso é um alvo da comunicação social, para o bem ou para o mal.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Reconhecimento das RP no Brasil

Com o objectivo de enriquecer este espaço com outras opiniões, realidades e experiências, decidi convidar a minha colega de profissão Maria Laura, que está a desenvolver um trabalho notável ao nível das Relações Públicas no Brasil. Um projecto fantástico que poderá ser um exemplo para nós, onde ainda existe tanta coisa para fazer e um potencial enorme para evoluir.

Deixo-vos aqui o discurso directo desta ainda jovem profissional e peço a vossa opinião sobre a pertinência em desenvolver algo semelhante em Portugal.
”Primeiro nasceu o RP Fórum em Dezembro de 2004, fruto de um sonho meu de ver a profissão ser mais esclarecida e reconhecida no Brasil. Surgiu a partir de uma ideia em uma conversa entre amigos (eu e web designers). Então trabalhamos muito neste site e divulgamos ele massivamente para públicos profissão, através de grupos de discussão, jornais on line, sites, revista empresarial impressa, rádios. Depois de mais uma conversa entre estudantes e profissionais de relações públicas no msn, surgiu a ideia de fazer uma campanha ainda maior, que resultou na campanha Brasil descobrindo Relações Públicas www.rpforum.com.br/brasildescobrindorp.html, na qual mobilizou grande parte da classe do país inteiro em prol da profissão, se formando equipes em cada Estado trabalhando elaborando e praticando projetos de campanha com um único objetivo: promover localmente a profissão para seu reconhecimento nacional. Em um ano de trabalho obtivemos grandes resultados, os cursos de RP passaram a ficar entre os mais procurados e a profissão entre as que mais crescem no país segundo notícias veiculadas na imprensa. A campanha é continua, ainda temos muito o que fazer e trabalhar para a profissão se estruturar cada vez mais e se solidificar totalmente tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho brasileiro. Mas a frustração que nossa classe vivia diminuiu e a classe está mais feliz com os resultados satisfatórios”.
Maria Laura
RP Fórum - comunicação, marketing, empreendedorismo, networking e negócioswww.rpforum.com.br

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eles falam, falam...


Existem por aí cada vez mais pessoas que, ou por necessidade de afirmação pessoal ou desconhecimento de como as coisas se passam no terreno, tecem comentários pouco abonatórios para quem trabalha seriamente na área da comunicação. O propagado senso comum que deve, em parte, presidir à sua prática tem como consequência que, de repente, parece que todos sabem e são especialistas do assunto.

É cada vez mais usual ouvir pessoas, com elevadas responsabilidades em empresas, produzirem comentários e opiniões sobre comunicação que vão salpicando aqui, ali e acolá. Infelizmente quase sempre incorrectos. Quem tem formação, gosta da área e faz por melhorá-la, trazendo inputs positivos para o seu desenvolvimento, começa a ficar farto dos disparates e da falta de exactidão que habitualmente predominam nos discursos desses senhores.

É certo que vivemos em democracia, onde todos podem falar e participar. Sem dúvida, um facto importante mas que simultaneamente nos exige que sejamos responsáveis nas afirmações que se produzem ou escrevem. Temos de estar conscientes que a maior parte das nossas opiniões podem ter uma influência negativa e com isso não contribuir para o evoluir da profissão, aumentando assim a já muita poeira existente em torno desta. O objectivo de cada um de nós não deverá ser simplesmente querer falar ou aparecer mais do que o nosso parceiro do lado, mas sim contribuir de forma positiva e esclarecedora para um debate profícuo em torno do sector.

A comunicação não é uma “entidade divina” que só alguns parecem ter o privilégio de conhecer e dominar. No entanto, esta, e o seu sucesso, é o resultado da aplicação de conceitos, instrumentos e técnicas que se vão adaptando a cada caso. Muitos ainda não o perceberam, nomeadamente os chamados treinadores de bancada que aproveitam toda e qualquer oportunidade para partilhar com todos nós os seus “bitaites comunicacionais”.

domingo, 18 de novembro de 2007

A segmentação dos jornalistas

A disputa cada vez mais intensa do espaço mediático, protagonizada pelos diversos players do mercado, leva a que a comunicação tenha de ser encarada e implementada de forma profissional. O conhecimento das técnicas de comunicação e dos targets são assim fundamentais para optimizar os nossos resultados.

Tal como referi em Fevereiro de 2006, neste mesmo espaço, os técnicos de comunicação do século XXI terão de cumprir o eixo ERIC, ou seja, terão de ser Estratégicos, Rigorosos, Inovadores e Conhecedores. Se a forma como se cria e implementa as acções de comunicação são importantes, tão ou mais importante é saber adaptar e direccionar as nossas mensagens aos nossos diversos públicos. Sem esta consciência, arriscamo-nos a que nossa mensagem não seja eficaz e não cumpra os objectivos iniciais.

Estou convicto que o centro de decisão e o sucesso das operações passe muitas das vezes pelo conhecimento que temos dos jornalistas alvo da nossa mensagem. O valor acrescentado reside no facto de segmentar os jornalistas de acordo com diversos critérios. Torna-se escasso realizar uma segmentação apenas por editoria (sociedade, cultura, política, economia, desporto, etc) ou assuntos abordados. Temos de ambicionar ir mais além. Devemos segmentar segundo os seguintes critérios:
Interesses: moda, culturais, comida, media, entre outros;
Actividades: hobbies, lazer, desportivas, associações, entre outros;
Opiniões: questões sociais, política, economia, cultura, entre outros;
Demográficos: idade, filhos, dimensão familiar, entre outros.

Apesar da grande dinâmica existente no meio jornalístico (mudam frequentemente de órgãos de comunicação social e de editorias), a catalogação dos seus profissionais, segundo os critérios referidos, permitirá um trabalho mais direccionado e profícuo. Activa-se uma relação positiva entre técnico de comunicação e jornalista, dotando o primeiro de conhecimentos que permitirá diferenciar-se junto do segundo.

O caminho futuro passa então por uma comunicação one-to-one, em que conhecemos muito bem o target para o qual estamos a falar, e onde a lógica da massificação é claramente ultrapassada pela exigência da diferenciação. A implementação desta metodologia, aliada ao trabalho profissional e regular em uma ou duas áreas específicas (tecnologias, saúde, grande consumo, política, cultura, etc), permitirá sermos vistos como fonte credível de notícia e assim fidelizarmos jornalistas espalhados por dezenas de meios de comunicação social.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Marketing de Crise


Acaba de ser lançado o livro Da Gestão de Crise ao Marketing de Crise, da autoria de J. Martins Lampreia.

Esta obra revela tudo o que é necessário saber para gerir uma situação de crise nos negócios e para obter o aproveitamento máximo das novas janelas de oportunidades que se abrem para uma empresa quando esta se vê confrontada com uma situação de crise.

O livro, que passa por ser um guia mais actualizado disponível no mercado sobre esta matéria, aborda as duas grandes temáticas envolvidas numa crise institucional: a gestão pré e pós – crise e o respectivo marketing a ser elaborado.

O marketing de crise é a nova ferramenta de gestão que visa ajudar a relançar uma empresa que tenha acabado de enfrentar uma situação crítica. A ideia de não ver numa crise apenas o perigo que ela representa, mas também as possíveis oportunidades que delas surjam. Sem dúvida, uma nova e muito interessante ferramenta da gestão e do marketing.


Quem é o J. Martins Lampreia?

É administrador da agência de comunicação Omniconsul. Trabalha há 30 anos no sector da comunicação, tendo exercido a sua actividade como consultor, lobista (o único acreditado no Parlamento Europeu), professor e autor de várias obras (Gestão de Crise; Comunicação Empresarial; Lóbi – Ética, Técnica e Aplicação; ABC do Lóbi; entre outras). Saiba mais em www.martinslampreia.com


Saiba mais sobre estes temas em:

SEAP – Society of European Affairs Professionals - http://www.seap.eu.org/

ECMP - European Crisis Management Partnership - www.ecmp.net

domingo, 21 de outubro de 2007

Remuneração das agências

Esta é uma questão sensível e transversal a todo o mercado da comunicação em Portugal. Quer os clientes como as agências não estão satisfeitos com o actual modelo, no entanto o carácter individualista do mercado e o ténue (ou mesmo inexistente) movimento associativo do sector, faz com que tudo se mantenha inalterado nos últimos anos.

Um ponto inicial é a não remuneração nos concursos lançados pelos clientes. Acredito que é dever das agências apresentarem boas ideias e propostas bem estruturadas para a empresa que os convidou a participar no dito concurso. Se não houver interesse da parte da agência (empresa / produto não muito apetecível; falta de recursos humanos na agência; timing desadequado, entre outros factores), esta deverá comunicá-lo de imediato. O new business é algo intrínseco à vida de uma agência que nunca deverá ser desperdiçado nem desvalorizado. São momentos muito importantes de contacto com potenciais clientes que deverão ser aproveitados na sua plenitude. No entanto, aos clientes são também exigidos profissionalismo e respeito, para que não se aproveitem dos concursos não remunerados para receber dezenas de ideias provenientes de diversas agências. Aliás, o elevado número de agências a concurso para um produto específico e o facto de conceitos e ideias apresentadas por agências que perderam os seus concursos, mas que depois assistem à sua implementação pelas empresas vencedoras são problemas graves e infelizmente ainda frequentes no nosso sector.

Embora não seja tarefa fácil, as agências de comunicação em conjunto com os clientes, e para uma melhoria de ambas as partes, terão de encontrar uma forma de remuneração pelo trabalho realizado. O velho modelo do cliente pagar pela estimativa de tempo gasto pela agência para desenvolver o seu trabalho está longe de ser o mais correcto e justo. Exige-se uma actualização do que é valorizado pelo cliente.

À semelhança de outras áreas, no sector das RP, o cliente não quer saber quanto tempo, das suas tradicionais 8 horas diárias de trabalho (nunca menos, sempre para cima), o seu consultor aloca à sua conta. Apenas pretende resultados. Contrata um serviço com o objectivo de lhe proporcionar um valor acrescido. Devem assim ser definidos, desde o primeiro momento, da relação cliente – agência, diversos graus de valor e a respectiva quantificação financeira (o real valor a pagar à agência pelo trabalho efectuado).

Um modelo moderno de remunerações, adaptado à actual conjuntura e dinâmica do mercado, tem de valorizar mais os resultados e o seu impacto na empresa e menos a carga horária dispendida para tal. Assumo mesmo que 70% do total da remuneração deveria ser flexível, de acordo com os resultados da agência provocados no cliente. Numa primeira análise o que poderá parecer uma ameaça à subsistência e viabilidade económica das agências transforma-se rapidamente numa oportunidade de estas afirmarem e comprovarem o impacto e o valor que o seu trabalho e as RP provocam no negócio dos seus clientes.

A discussão e implementação desta e outras medidas ajudariam a estimular um sector um pouco estagnado e com ideias demasiadamente vulgares. As entidades associativas devem também sair da sombra e assumir um papel activo na condução nestes processos que tão importantes são para o mercado das RP em Portugal. A todos solicita-se a implementação de um regime de “flexisegurança” para um sector com futuro.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Comunicação Integrada

É notório e são diversos os exemplos de políticas de comunicação desarticuladas. Falta de coerência entre as peças criadas, ausência de estratégia nas acções desenvolvidas ou desadequação do mix de comunicação face aos objectivos a atingir, são alguns dos principais problemas normalmente identificados.

Os actuais gestores de comunicação agem muitas das vezes por impulso, sem um fio coerente na implementação das acções do seu negócio. Imitam as ideias do seu concorrente directo; desenvolvem o conceito que viram no estrangeiro; executam o projecto que a empresa xpto foi lá apresentar; implementam a iniciativa considerando que encherá de orgulho o seu director-geral.

Realizando muitas ou poucas actividades, gastando muito ou pouco dinheiro, este comportamento é demasiado arriscado, colocando em risco a performance, ou em caso extremos, a sobrevivência do produto. O mercado, face às exigências actuais, tolera cada vez menos posturas e atitudes pouco profissionais.

É fundamental saber traçar um bom plano de comunicação global. Não basta alocar os seus recursos financeiros numa campanha de publicidade, para depois esperar serenamente para ver o que acontece. Nem tão-pouco destinar o seu budget apenas a publicidade. O presente obriga a concepção de um mix de comunicação diversificado e eficaz, tendo em conta os públicos e timings.

O consumidor de amanhã é mais exigente do que o de hoje e o de ontem. Está menos permeável às múltiplas abordagens de que é alvo durante o dia por parte de dezenas de produtos e serviços. Assim, disciplinas como as Relações Públicas, cuja correlação investimento versus resultados é muito positiva, tende a desenvolver-se e a ser aplicada cada vez em maior número.

É assim essencial que o estratega da comunicação saiba analisar o contexto empresarial onde está inserido, para que depois possa usar todos os instrumentos ao seu alcance de forma estratégica, criativa e efectiva. Fazer xeque-mate aos seus concorrentes depende claramente das pedras que utiliza e da forma como as coloca no tabuleiro do jogo.