sábado, 28 de março de 2009

Os dois lados da notícia



Dois olhares distintos sobre o mesmo assunto. Isto há cada coincidência...





Ver aqui notícia do Diário Digital

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cabovisão tem tudo menos visão


Todos sabemos que as empresas de telecomunicações estão no top das reclamações dos consumidores nacionais. Deficiente assistência técnica, serviços comerciais pouco credíveis, incumprimento de contratos, entre outros. Agora, para além de tudo isto, têm também falta de visão comercial. Falo-vos a propósito de uma situação que me chegou através de uma cliente da Cabovisão.

Actualmente as empresas apenas se preocupam em ganhar novos clientes, canibalizando, pelo preço, mercados já muito saturados. Procurar diferenciar e inovar nos serviços e nas práticas é algo que fica normalmente num segundo plano. A principal aposta destas empresas está centrada em realizar mensalmente novos contratos (muito por culpa dos milhares de comerciais que andam na rua), minorando o esforço para manter os actuais e esquecendo por completo a importância da relação e da fidelização.

Confirmando esta estratégia, a Cabovisão tem actualmente uma campanha que por pouco mais de 19€ poderá adquirir os serviços de TV e telefone, num contrato válido por um ano. Até aqui tudo bem, não fosse o facto dos actuais clientes (muitos deles há já vários anos) estarem a pagar pelos mesmos serviços cerca de 33€, ou seja, mais 75%!!! Quando questionada, a empresa refere que esta é uma promoção apenas para novos clientes, excluindo os actuais. Ou seja, a Cabovisão com este comportamento está simplesmente a convidar os clientes a cancelarem os seus contratos e a mudarem-se para a concorrência.

Muito se fala em fidelização, relação e retenção de clientes, no entanto, infelizmente, poucas empresas passam da retórica à prática. Tal situação prejudica gravemente a boa imagem das organizações.

terça-feira, 10 de março de 2009

Desperdícios



Nada disto seria necessário caso os nossos marketeers já tivessem percebido que o marketing intrusivo passou à história e que os tempos actuais exigem outro tipo de estratégias...


in Diário Digital

DGC cria lista para travar publicidade através do telemóvel

As pessoas que não querem receber mensagens publicitárias através do telemóvel vão poder inscrever-se numa lista que será permanentemente actualizada pela Direcção-Geral do Consumidor (DGC), segundo um decreto-lei publicado hoje.

Segundo o diploma, que entra em vigor a 08 de Maio, é «proibido» enviar comunicações publicitárias por via electrónica, SMS ou MMS a quem constar das listas da DGC e das próprias entidades, nas quais manifestam o desejo de não receber as mensagens de marketing.

Compete à DGC «manter actualizada uma lista de âmbito nacional de pessoas que manifestem o desejo genérico de não receber quaisquer comunicações publicitárias», lê-se no diploma.

Os interessados em não receber mensagens publicitárias terão de preencher o formulário electrónico disponibilizado através da página electrónica da DGC, estando as entidades que promovam o envio dessas mensagens obrigadas a consultar a lista, que será actualizada trimestralmente.

Também é publicada hoje legislação que regula a publicidade a serviços de audiotexto e a serviços de valor acrescentado baseados em mensagens.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um 2009 com cartões mas sem complicações (Actualizado)

(Caso tenha conhecimento de mais alguma iniciativa deste género, envie-me para eu fazer referência aqui no blog)

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Câmara de Aljustrel lança cartão social contra a crise


A Câmara Municipal de Aljustrel anunciou hoje o lançamento de um cartão social e de apoios financeiros para melhorias em habitações de pessoas carenciadas, dois contributos para tentar minimizar os efeitos da actual crise económica.

Através do Cartão Social do Utente dos Serviços Municipais, os beneficiários, pessoas com carências comprovadas, vão ter direito à isenção total ou a descontos no pagamento de tarifas ou taxas aplicáveis a bens e serviços prestados pelo município, explicou o edil Manuel Camacho.
Como exemplo, os titulares do cartão poderão beneficiar da isenção total ou de descontos no pagamento do consumo de água, nas taxas de saneamento e de tratamento de resíduos sólidos e nas entradas em equipamentos municipais.
A Câmara aprovou também normas para conceder apoios financeiros a fundo perdido a famílias carenciadas ou pessoas dependentes residentes no concelho para poderem realizar intervenções de conservação, beneficiação ou adaptação das suas habitações.
Apoios a empresários locais, nomeadamente a diminuição da taxa de derrama para as pequenas e médias empresas, apoios a idosos na compra de medicamentos e reduções nos impostos municipais para as famílias carenciadas são algumas das medidas reclamadas pelo PS e que não foram ainda implementadas.
in Diário Digital

Um 2009 com cartões mas sem complicações


A poucos meses das eleições autárquicas, os municípios multiplicam-se a criar programas, subsídios, pacotes e cartões. Segundo dizem, o objectivo passa essencialmente por ajudar as populações a ultrapassar a crise sem complicações. Será que estas medidas conseguirão seduzir os eleitores?
Confira aqui algumas das iniciativas que têm marcado este início de 2009:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ministério Público dá lição de buzzmarketing


O Ministério Público deu este fim-de-semana uma grande ajuda na promoção do Carnaval de Torres Vedras. Com a polémica da sátira ao Magalhães que se iniciou aqui, prolongou-se aqui e teve este desfecho, eu diria que o Ministério Público activou os mecanismos de buzz com grande mestria. Será que os seus responsáveis andaram a ler o livro Buzzmarketing, de Mark Hughes?!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para onde caminhas Manuela?


Marcelo Rebelo de Sousa referiu que Manuela Ferreira Leite tem um «problema de imagem». Algo que é evidente para todos menos para a própria. Para o comentador da RTP a líder do PSD tem «falhado na transmissão das suas posições» e só fala em estúdios de televisão ou na sede do partido.

Manuela Ferreira Leite prefere criticar tudo e todos, como por exemplo, os critérios jornalísticos ou as sondagens que a deixam numa má posição, do que fazer uma auto-análise e reflectir sobre o que poderá melhorar enquanto líder do maior partido da oposição. Enquanto não descer do seu pedestal e não abandonar a sua teimosia, jamais conquistará o povo. E ao contrário do que alguns possam desejar, este ainda vai tendo voto na matéria. É caso para se dizer que Manuela Ferreira Leite deveria fazer o que em tempos outro colega de partido referiu: “Vou andar por aí”. O «Fórum Portugal de Verdade», entretanto ontem anunciado, pelo que parece, vai um pouco neste sentido. Vamos esperar para ver.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Carlsberg Cup


Mesmo para quem não gosta ou liga a futebol, certamente reconhece que a Carlsberg Cup (Taça da Liga) está envolta em constantes polémicas. Se na primeira edição a competição foi relativamente tranquila, o mesmo já não se poderá dizer da actual. Algo que deve estar a preocupar o principal patrocinador da prova.


Tem acontecido um pouco de tudo: polémicas na arbitragem, regulamentos dúbios, equipas que ameaçam não comparecer aos jogos, falta de espectadores nos estádios… São tantas as situações que obrigou já a UNICER, detentora da marca Carlsberg, vir a público exigir rapidez na resolução dos problemas (ver notícia aqui).


Perante todos estes episódios, questiono-me:

- Face ao elevado investimento feito pela UNICER na competição, não estará o retorno aquém do esperado?

- Não terá sido um “casamento infeliz” com um evidente prejuízo para a marca?

A resposta a ambas é SIM.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Marketing de Guerrilha


Acções como esta ainda são pouco comuns entre nós, mas terão tendência para aumentar. Porquê?

- São dinâmicas e originais;

- Geram contacto directo com a população;

- São financeiramente vantajosas;

- Geram um marketing viral muito forte (antes e pós-acção);

- Têm potencial para chegar aos meios de comunicação tradicionais;

- Conseguem impactar as pessoas e gerar recordação.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A diferença entre Relações Públicas e Publicidade


A Unicer e a Central de Cervejas arrancaram esta semana com uma campanha publicitária, cuja mensagem central é "Somos líderes". Ver aqui notícia Briefing e Meios & Publicidade.
Este é um bom exemplo que ilustra a diferença entre Publicidade e Relações Públicas. Na primeira pode-se afirmar o que bem queremos. Temos sempre presença assegurada nos media. Na segunda, apenas com a verdade, criatividade e estratégia se consegue visibilidade. Uma questão de credibilidade, somente!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uma questão de estímulo...



«Não pretendemos nenhum subsídio. Queremos, sim, estimular um sector fundamental para a retoma, a publicidade»

Pedro Morais Leitão, presidente da Confederação de Meios, in Jornal de Negócios

O paradigma de funcionamento e financiamento dos meios de comunicação social alteraram-se. Seria razoável que estes procurassem criativamente novas formas de suplantar a actual crise, que é, como nós sabemos, transversal a todos os negócios. Já imaginaram se cada um de nós fosse solicitar subsídios, ah, desculpem, estímulos para a nossa actividade?!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Marketing viral: os melhores de 2008


O meu colega Fernando Rente, da Guess What, faz aqui referência aos melhores anúncios virais de 2008. Um belo e divertido apontamento!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Croquete venenoso


Esta informação revela que Malta está a posicionar-se como centro de serviços financeiros da Europa. E Portugal, como se posiciona? O que faz para tal? Tem sido eficaz até este momento?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Comunicação Política


Os media nacionais já começaram a ser inundados pelos políticos nacionais e pelos seus jogos de poder. Candidatos, ex-candidatos, aspirantes a candidatos, dissidentes partidários, … todos eles lutam por palcos mediáticos que lhes proporcionem atingir os seus intentos. São criados variadíssimos momentos de comunicação, cujo objectivo único é dar espaço de antena aos seus protagonistas. Trata-se de um autêntico frenesim político, a que os jornalistas correspondem no sentido de obterem o sound bite do dia. Um autêntico jogo de aparências, onde reina a encenação e escasseia a novidade factual.
A verdade que não existe na política e a falta de transparência, na minha opinião, são as principais razões para o divórcio dos portugueses relativamente à política e aos seus actores. Todos se indignam com a elevada abstenção dos actos eleitorais, no entanto ninguém procura encontrar soluções para este problema que afecta de forma grave a democracia portuguesa.

Várias sondagens têm revelado nos últimos anos que o eleitorado tem uma má imagem da «classe política». Um estudo de 2002 conduzido pelos investigadores Pedro Magalhães e Sérgio Faria referem que “em termos médios, as instituições políticas tendem a ser aquelas em relação às quais os inquiridos declaram ter menos confiança. Esta é determinada em grande medida pela avaliação negativa que é feita da performance dos agentes e das instituições dos espaços políticos, tanto no que se refere à política feita, propriamente dita, quanto aos resultados que essa política tem na órbita dos interesses particulares de cada um”.
Cada vez mais assistimos a uma artificialidade desmesurada na vida política nacional, onde nada nos surpreende dada a elevada previsibilidade dos actos. O político é hoje percepcionado como um malandro que só se lembra das pessoas em períodos eleitorais e que as engana constantemente. Nenhum político actual tem capacidade para sobressair dos restantes, pois todos eles mentem. Chegou o tempo de falar verdade com base em ideias próprias, objectivos claros e convicções sólidas. Tal como referia Abraham Lincoln: “É possível enganar toda a gente durante algum tempo, e mesmo alguma gente durante todo o tempo, mas não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo”.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Croquete venenoso


Uma brilhante campanha de Relações Públicas promovida pelo governo do estado de Queensland, na Austrália. Ver aqui. Uma prova de que uma ideia inovadora vale por vezes mais que uma campanha de milhões. Uma reflexão que deverá ser feita pelos responsáveis do Turismo em Portugal.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sugestão Cultural



Tive oportunidade de ver recentemente o filme "A Troca", que recomendo desde já. Com realização de Clint Eastwood e interpretação de Angelina Jolie e John Malkovich, esta é uma bela película que demonstra a importância dos media e a mobilização das massas nos anos 30. A não perder!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Estudo AdvertisingAge


A AdvertisingAge dá-nos hoje a conhecer um estudo interessante sobre o que pensam e quais as expectativas dos Marketers para 2009. Curioso o facto de estes revelarem estarem saturados de buzzwords como a Web 2.0, blogs e redes sociais. A mesma investigação revela ainda que apesar dos cortes nos orçamentos de marketing para 2009, os profissionais estão optimistas! Terá agora Seth Godin razão quando afirmou “All Marketers are Liars”? Conferir tudo aqui.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A Política nos media


A aposta forte de ontem da SIC em entrevistar o Primeiro-Ministro José Sócrates, não proporcionou certamente em termos de audiência os resultados desejados e esperados. Vejamos, se no domingo o Jornal da Noite da SIC teve um share de 29,4%, já ontem a entrevista ao PM apenas atingiu os 28,9%. Isto apesar de o bloco informativo que antecedeu a entrevista ter tido um share de 31,4%.

No arranque de um ano muito forte em termos políticos, dadas as inúmeras eleições que irão existir, penso que as estações televisivas, e os media em geral, deviam estar atentos a estes números, sabendo interepretá-los e agindo em conformidade. Considero que a Política e os seus intervenientes têm demasiado peso nos meios de comunicação nacionais. Mais do que merecem, dada a sua qualidade, e mais do que o público pretende. Num período em que se fala tanto em audiências, vendas, retorno e sobrevivência dos media, considero que os seus gestores deveriam sair dos gabinetes e descer à rua do povo…

domingo, 4 de janeiro de 2009

O que não irei esquecer em 2009...


"Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo."
Liang Tzu

"O futuro interessa-me por ser o lugar onde vou passar o resto da minha vida."
Woody Allen

"A genialidade é feita de 1% inspiração e 99% transpiração."
Thomas Edison

"O presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a Criatividade" Hugo von Hofmannsthal

"Aqueles que dizem que algo não pode ser feito deveriam sair do caminho daqueles que estão a tentar fazer."
Joel Arthur Barker

domingo, 28 de dezembro de 2008

A visão deturpada de Eduardo Cintra Torres



Pelo que sei apenas Rodrigo Saraiva do PiaR abordou este assunto aqui e aqui e Domingas Carvalhosa do Primeira Página aqui (Corrijam-me se estiver errado). Considero que perante tantas barbaridades, erros e deturpações, as reacções do sector deveriam ter sido em maior número. Não compreendo por exemplo como é que a APECOM não reagiu formalmente a este artigo de ECT que mancha por completo a credibilidade das agências de comunicação com críticas falsas e gratuitas. Todos sabemos que este senhor gosta de falar mais do que realmente sabe, escudando-se na suposta frontalidade e verdade que tanto apregoa. No entanto, e já dizem os bons manuais de comunicação, a demagogia deve ser combatida desde o início com a verdade e apenas a verdade.

Vamos então proceder à análise do assunto:

1) ECT refere que apenas se estava a referir a algumas agências e não a todas. Se conhece tão bem o mercado e é tão frontal, porque é que não concretiza, referindo quais são as “boas e as más agências de comunicação”? Seria sério da minha parte afirmar que alguns, e note-se referi apenas alguns, colunistas escrevem em função dos seus interesses e ambições pessoais?


2) “Inundados de informações e, se necessário, de rumores e insinuações, os jornalistas ficam apenas com um lado da questão”
Isto só acontece se forem maus jornalistas. Todos os profissionais sérios devem investigar e procurar escutar todos os intervenientes da notícia. Os jornalistas não são marionetes. Por outro lado, se não fossem as agências de comunicação e todos os meios que disponibilizam aos jornalistas, alguns media, certamente, já teriam encerrado.


3) ”…tudo isto é lobbying, claro, um nome lindo para uma actividade que tantas vezes pode ser suja”.

Lá está, ECT tem o cuidado de referir que nem sempre é suja, apenas “que tantas vezes pode ser”. O lobby é um processo transparente e legal, e já instituído na União Europeia e nos EUA, por exemplo. Ao contrário do que muitos julgam, o lobby pretende evitar o habitual tráfico de influência encapotado.


4) “Entretanto, nas agências de propaganda, arrecadam-se lucros por vezes fabulosos e teoriza-se sobre a sua “científica” actividade das “relações públicas”.

Lucros fabulosos??!! Fico a aguardar os valores e os nomes das respectivas agências. Sobre o carácter científico das RP posso referir-lhe diversos bons livros. Uma coisa é certa, a prática das RP é bem mais científica do que a do “colunista semanal”.


5) ”Não tendo a oposição ou outras partes envolvidas nas notícias acesso aos mesmos orçamentos de propaganda para pagar a agências de comunicação concorrentes,… cria um desequilíbrio”

Permitam-me o paralelismo com a publicidade, mas se uma entidade não tiver dinheiro para pagar a uma agência de publicidade para criar um anúncio e a uma agência de meios para o colocar nos media, também existirá um desequilíbrio… Não me parece séria a afirmação do ECT, até porque os media estão ao alcance de qualquer empresa ou cidadão. Qualquer um de nós pode ligar para uma redacção e denunciar uma situação que considere ser pertinente.


Não me querendo alongar neste post que já vai longo, foquei apenas cinco pontos do artigo de ECT, mas muitos outros poderiam ser referidos. É de facto lamentável que cada vez mais os nossos colunistas se rendam e orientem as suas posições segundo critérios mediáticos, independentemente de fugirem à verdade e deturparem a realidade.